Sobre a situação pela qual estão passando as delegacias da Polícia Civil do Estado de São, principalmente as do DECAP, departamento responsável pelas delegacias da cidade mais rica do país, o que se pode dizer é que, no mínimo, é ESTADO DE CALAMIDADE. Há anos o Estado abandonou a Polícia Civil, e quem mais tem sofrido são as delegacias incumbidas de atender a população, que é quem mais necessita de nossos serviços. Além da falta de profissionais, o que já tem se tornado de conhecimento público, não sequer as condições mínimas necessárias para a prestação de um serviço ao menos aceitável. Faltam computadores e impressoras que funcionem. Quando funciona não há papel ou tinta para impressão. Falta água para os funcionários e cidadãos beberem, papel higiênico nos banheiros, copos, etc.
A condição é degradante. Lixo se acumula em torno das unidades. Carcereiros em quantidade de pessoal reduzida se revezam em turnos desumanos de trabalho sem luvas descartáveis ou máscaras que poderiam lhes proporcionar um pouco mais de segurança nesta tarefa insalubre em que é necessário lidar com moradores de rua, muitas vezes portadores de doenças transmissíveis pela simples inalação do mesmo ar. Carceragens imundas com odores nauseantes, próprios de lixões a céu aberto, com o que contibui o excesso de lixo que raramente é retirado, se decompondo aos fundos das unidades. Celas minúsculas onde, às vezes, em dias de maior movimento, se acumulam mais de dez presos em espaços onde caberiam, de forma aceitável, no máximo seis.
Plantões lotados em delegacias, chamadas Centrais de Flagrante, que atendem áreas de 4 ou 5 circunscrições e nas quais, pela falta de funcionários, o Estado concentrou essas atividades sem que houvesse um proporcional acréscimo no quadro de servidores. Desta forma, os policiais do plantão estão obrigados a trabalharem por 4 ou 5 delegacias sem que haja nenhum tipo de reconhecimento, sendo apenas e tão somente o delegado recompensado pelo acúmulo de trabalho por meio do recebimento do GAT – Gratificação por Acúmulo de Titularidade. Assim sendo, toda a equipe policial tem uma carga extra de trabalho e apenas os Delegados recebem alguma compensação pelo suor de todos.
O 8º DP é um exemplo desse descaso do Governo e da Administração. Mosquitos por todos os lados, geladeira que não funciona na cozinha, carceragem imunda e com os sanitários entupidos, muitas vezes tendo os carcereiros que recorrerem indevidamente à ajuda de presos para realizarem a limpeza das celas e demais áreas. Acúmulo de pertences de presos que não foram retirados, aumentando o entulho e facilitando a proliferação de mosquitos.
Assim não dá. Essa Polícia Civil é a mais explorada e a mais resiliente e submissa do Brasil. Enquanto aceitarmos essas condições impostas pelo Governo e pelas Diretorias jamais teremos melhoria alguma. Enquanto continuarmos dando um jeitinho e nos desdobrando para suprir o que o Governo não faz, mais teremos que fazer.
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O Plenário do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) aplicou, nessa terça-feira, 28 de novembro, a pena de demissão ao promotor de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP/SP) Fernando Góes Grosso, por conta da prática de crimes incompatíveis com o exercício do cargo e da violação de dever funcional. A decisão foi tomada durante a 22ª Sessão Ordinária de 2017./i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2017/u/2/DKTuYMQfGAxK2AIKD66w/whatsapp-image-2017-11-29-at-11.49.06-am.jpeg)
Crédito: Polícia Civil/Divulgação
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