Dois policiais militares do Comando de Operações Táticas (ROTA) foram afastados cautelarmente de suas funções a pedido de um delegado de polícia, após serem investigados pela suposta prática de homicídio qualificado — em casos tentado e consumado — contra dois policiais civis. O 3º Sargento PM Marcus Augusto Costa Mendes e o Cabo PM Robson Santos Barreto teriam participado de um confronto em que um agente civil foi morto e outro, ferido. O Ministério Público apoiou a medida, citando indícios de autoria e risco à investigação. A decisão prevê afastamento por 90 dias ou até conclusão do inquérito.
O delegado de polícia titular do 37º DP – Dr. Fernando Cesar de Souza – obteve mandado judicial para o afastamento cautelar de dois integrantes da ROTA (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) após investigações apontarem seu envolvimento em um episódio violento que resultou na morte de um policial civil e no ferimento de outro.
A decisão, baseada no artigo 319 do Código de Processo Penal, suspendeu por 90 dias as atividades do 3º Sargento Marcus Augusto Costa Mendes, 13/07/1999, e do Cabo Robson Santos Barreto, sob alegação de risco à apuração dos fatos e possível reiteração de conduta.
Segundo documentos do caso, o Sargento Marcus Augusto teria entrado em um beco onde os policiais civis Marcos Santos de Sousa e Rafael Moura da Silva realizavam uma diligência, ambos identificados com distintivos e em viatura caracterizada.
“Imagens de câmeras corporais (bodycams) registraram a incursão atabalhoada do sargento, correndo insanamente em desabalada carreira, em altavelocidade, por vielas da comunidade, até que, ao se deparar com um dosinvestigadores, disparou quatro vezes sem verbalização prévia. Resta evidentepelas imagens a falta de preparo, técnica e procedimentos operacionais e respeitoas normas e protocolos de atuação policial. De acordo com matérias jornalísticas anexas, a polícia militar confirmouque o PM Mendes continua atuando normalmente, mesmo após o episódio.”
Testemunhas e gravações indicam que o militar efetuou – sem aviso e motivo – disparos contra os agentes, resultando na morte de Rafael Moura.
Já o Cabo Robson, embora não tenha atirado nesta ocasião, foi associado a um caso anterior com abordagem similar — registrado um mês antes — que também terminou em morte, levantando preocupações sobre um “padrão de conduta temerária”.
A Juiza Drª. Isabel Begalli Rodriguez destacou que a medida visa “evitar a destruição de provas, intimidação de testemunhas e nova ocorrência de violência”.
O Ministério Público, presentado pelo Dr. Eduardo Olavo Neves Canto Neto , concordou com a representação, reforçando a existência de indícios robustos nos depoimentos e nas imagens colhidas .
A Corregedoria da PM foi acionada para cumprir a decisão.
O caso reforça o debate sobre falsos confrontos entre policiais militares e civis.
A ROTA, unidade de elite da PM, “dona das ruas” , é conhecida por polêmicas anteriores marcadas evidentes excessos e fraudes.
A investigação segue em andamento, com possibilidade de decretação de prisão preventiva.
Mais um homicídio covarde para preencher a “cota” letal curricular imposta por Derrite – agora consumado com a morte do investigador Rafael Moura da Silva, vítima da brutalidade da ROTA
Falta agora apenas mais um homicídio para que o Sargento da ROTA Marcus Augusto Costa Mendes, 35 anos, complete a “cota mínima” — aparentemente estimulada e premiada pela gestão dos capitães Tarcísio de Freitas e Guilherme Derrite — uma cota dita por quem, indignamente, faz apologia a homicidas e desmerece os verdadeiros cumpridores da lei.
Matar primeiro, mentir depois: prática corriqueira de execuções sumárias sob a justificativa de “combate ao PCC”.
Esses capitães, que jamais foram de fato, viraram políticos abandonando as fileiras depois de garantirem uma confortável aposentadoria — uma política para a Segurança Pública orientada pelo autoritarismo e tolerância ao uso excessivo da força, permeada por um cinismo invejável ao Maluf.
Indignados pela sucessão de crimes bestiais reiteradamente praticados sob as ordens deste governo nefasto, corruptor de carreiras outrora honestas, somos compelidos a descer ao nível da sarjeta para desejar que o próximo a ser morto seja um dos próprios colegas “fantasiados” do sargento.
Ou, muito melhor, que ele próprio seja vítima de um “acidente de trabalho”.
Aos bons policiais militares — que ainda existem, embora estejam sumidos — pedimos desculpas pela hipérbole, mas somente a escumalha canalha pode enxergar mais este crime como um “erro justificado” pela tensão emocional ou percepção distorcida de um experiente sargento.
O sargento, segundo comentários nos bastidores, está há poucos meses na ROTA, mas bastante tempo na PM.
E, sob as mesmas circunstâncias, há pouco tempo, já havia feito outra vítima instantânea a cerca de 500 metros do local onde, desta vez, atingiu fatalmente o policial civil.
A farsa é demasiado conhecida: o policial civil foi confundido com um traficante, e a arma que trazia — legítima e permitida — despertou no sargento um terror paranoico de ser o primeiro a ser baleado pelo perigoso “bandido negro”.
Esse mesmo sargento, bom na mira — disparou e acertou três dos quatro tiros diretamente no abdômen da vítima — também percebeu suas tatuagens, rotuladas pela própria polícia como “tatuagens de marginal”.
Só não desferiu mais disparos graças ao alerta dos próprios colegas de “fantasia”: “Polícia! Polícia!”
O policial civil foi socorrido, certamente não por motivos humanitários, mas para evitar complicações legais e investigações que comprometessem a corporação.
Essa prática — destruir vidas, reputações e provas — já virou o “modus operandi” da ROTA e das outras “fantasias ” da PM.
Na prática, seguiu-se à risca o manual extraoficial das execuções sumárias: socorrer um cadáver (ou quase) para evitar que o local se transforme em cenário de investigação, perícia e burocracia.
E quem sabe o socorrido, no corre-corre do trânsito caótico, sucumbisse ao balanço das ondulações do asfalto sobre o assoalho da Hilux…
Tenham certeza: não sujariam os bancos com o sangue do moribundo; afinal, viatura da ROTA vale mais do que a vida do soldado que a pilota.
O sargento Marcus Augusto agora será investigado por seu segundo homicídio consumado como ROTARIANO.
Tristemente, o investigador Rafael Moura da Silva, 38 anos, não resistiu aos ferimentos graves no tórax e abdômen, sofreu cirurgias emergenciais no Hospital das Clínicas, esteve em coma induzido e veio a falecer hoje, quarta-feira, 16 de julho de 2025.
Tristeza e lágrimas na família. Tristeza, revolta e dor entre amigos e colegas.
Não se espere justiça do inquérito instaurado pela Polícia Civil, sob a batuta do delegado Antônio Giovanni Neto, que já nasceu direcionado por filigranas jurídicas exculpando o sargento sob a alegação apressada de “legítima defesa putativa” — que, supostamente, teria agido por tensão, medo ou erro — narrativa que apenas camufla a violência institucionalizada.
E tal percepção surgiu da apressada análise das imagens, exibidas muitas horas depois na Delegacia.
Parabéns ao sargento que — impune — logo poderá ostentar com orgulho a “fantasia cinza-bandoleiro”: termo que carrega uma história nefasta, lembrando que os bandeirantes, nome dado a esses matadores, foram hordas de assaltantes sanguinários e estupradores na conquista colonial do Brasil.
Parabéns por ser filho ou pai de alguém que será para sempre marcado pela desgraça e desprezo social: “esse aí faz parte da família do sargento da ROTA que matou um policial civil e alegou ter atirado por medo”.
O enredo nem sempre é sempre o mesmo, mas todo autor de homcídio é, antes de tudo, um medroso.
Absurdamente, vislumbrando-se consentimento e aprovação da conduta , o sargento da ROTA , até agora, nem mesmo foi temporariamente afastado pela Corregedoria da PM, confirmando o que juristas, estudiosos e operacionais da Polícia Civil já preveram: vai passar de cu lambido!
E nem abalado ficou!
É mínima a possibilidade de punições severas, diante do histórico de arquivamentos e blindagem corporativista, especialmente para agentes da ROTA — grupo que, quando necessário, cerca o Fórum e ocupa dependências do Salão do Júri, intimidando testemunhas e jurados, às vezes contando com as “simpatias” do juiz e do promotor, protagonistas de atuações meramente formais.
Essa impunidade é o combustível que alimenta a barbárie nas ruas escuras, onde policiais militares se enxergam como “gente acima da lei” e a fantasia policial se torna instrumento para matar impunemente — salvo quando a maldita câmera ou janela indiscreta denuncia —, ocultando a verdadeira identidade medrosa do executor.
A fantasia policial serve a dois propósitos contraditórios: ser notado para impor medo e autoridade, e ao mesmo tempo, esconder-se furtivamente atrás da impunidade que o uniforme garante.
Essa fantasia despersonaliza quem a veste.
Quando despido dela, como pessoa, o agente de segurança vale menos da metade. Se privado da “ferramenta de trabalho” — arma e funcional — resta pouco ou nada de valor.
De muitos simplesmente não sobra nada de aproveitável!
E aos canalhas que lançam calúnias afirmando que o policial civil “se f***u por estar atrás do dinheiro do crime”, lembrem-se: a ciranda da fortuna é caprichosa. Amanhã pode ser com vocês — ou pior, com um filho policial.
A vida tem um modo perverso de atuar, ainda mais cruel que alguns setores da Polícia Militar: “matar filho para castigar o pai”.
Conclusão:
Não é medo, é racismo estrutural e brutalidade institucional.
Rafael Moura da Silva era negro.
A violência policial contra negros é uma regra triste e recorrente no Brasil e em São Paulo, minimamente atenuada por movimentos sociais e ações do Ministério Público.
O racismo estrutural somado ao instinto assassino estimulado por gestões permissivas gera uma combinação explosiva, transformando policiais humanos em assassinos seletivos.
Que o rigor da lei um dia chegue para punir quem mata, e para quem impunemente protege essa máquina de exterminar.
Que o Criador acolha o policial civil Rafael Moura da Silva e conforte sua família despedaçada por mais esta tragédia que, lamentavelmente, poderia e deveria ter sido evitada.
Referência:
Matar primeiro, mentir depois! – Investigador negro entre a vida e a morte em razão do racismo e instinto assassino da ROTA estimulado pela gestão Tarcísio de Freitas, Flit Paralisante, 12/07/2025.
ADVERTÊNCIA Este texto é uma opinião editorial, protegida pelo artigo 5º, inciso IX da Constituição Federal do Brasil, que garante a liberdade de expressão e criação, inclusive satírica , baseada em fatos públicos e relatos sobre violência policial, racismo estrutural e impunidade no Estado de São Paulo. As afirmações aqui expressas refletem a posição deste veículo diante de um padrão histórico de abusos cometidos por agentes do Estado, não constituindo acusação formal ou juízo definitivo sobre indivíduos. Não representam incitação à violência, ódio ou discriminação. Nomes citados e opiniões emitidas referem-se a personagens públicos e são sustentadas por fatos amplamente divulgados pela mídia. O autor rejeita toda e qualquer forma de preconceito ou violência. O conteúdo visa exclusivamente contribuir para o debate político, histórico e cultural dentro dos limites democráticos. Qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência, mas fruto de uma organização policial que se nega a aprender com os sistemáticos crimes ; na qual quem busca a correção , a legalidade , a honestidade é desprezado ; sistema que protege criminosos fardados enquanto vítimas negras e pobres são esquecidas. Reiteramos que todos os envolvidos em crimes devem ser investigados e punidos, inclusive – e principalmente – quando vestem uniforme ou portam distintivos. A família do policial civil Rafael Moura da Silva tem nosso respeito e solidariedade.
PCC ordena quebra-quebra em Paraisópolis após morte de morador durante ação policial
Fonte original – Josmar Jozino
A noite de quinta-feira, 10 de julho de 2025, foi marcada pelo caos em Paraisópolis, zona sul de São Paulo, após a morte de Igor Oliveira Morais Santos, de 24 anos, baleado por policiais militares enquanto se rendia em uma casa da comunidade.
A situação rapidamente se agravou quando, conforme apurou o jornalista Josmar Jozino, uma ordem (“salve”) partiu do alto comando do Primeiro Comando da Capital (PCC), determinando a reação violenta nas ruas da favela.
No rescaldo da execução, jovens manifestantes incendiaram veículos, tombaram automóveis, atacaram ônibus e motoristas, além de montar barricadas em chamas.
O clima de terror se instalou, levando centenas de moradores ao pânico.
A Polícia Militar precisou reforçar o policiamento, mobilizando tropas do Comando de Policiamento de Choque.
Após análise das imagens de câmeras corporais, a própria PM reconheceu a injustificável letalidade da ação e prendeu em flagrante dois policiais, que agora são investigados pela Corregedoria e pelo DHPP.
O episódio escancara, segundo fontes ouvidas por Jozino, a influência do PCC e a tensão recorrente entre moradores, policiais e criminosos em Paraisópolis, afetando diretamente a sensação de segurança e a rotina dos que vivem na região.
Destacando que a casa onde a vítima buscou refúgio foi destruída e além de utensílios foi subtraída a quantia de R$ 1.500,00 separada para o pagamento do aluguel e deixada sobre um móvel ao lado de uma Bíblia …
Verdadeiramente , o peculato só foi praticado por acreditarem que era dízimo para o Silas Malafaia.
Nesse caso teriam cem anos de perdão…Como não era, eles ficaram ” no sem perdão do Cel. Massera”!
Vai tomar no cu, sim, com todas as letras, agora em Dolby Stereo, legendado e dublado: V-A-I T-O-M-A-R N-O C-U.
Parte dois, porque a primeira já tá passada, e tu ainda insiste em se meter onde não é chamado – tipo cunhado em churrasco de domingo querendo dar palpite no ponto da carne sem trazer uma lata de cerveja.
Olha lá, seu bosta laranja de topete engomado com graxa de hambúrguer: você, que já foi presidente dos Estados Unidos, país que se acha dono do mundo e fiscal da porra toda, só agora resolveu meter o bedelho no Pix brasileiro e na pirataria dos China da 25 ?
No Pix, caralho!
Quer dizer que agora o Pix tá prejudicando a American Express e a Visa?
E você acha isso um problema?
Vai se foder, Trump!
O brasileiro ficou décadas sendo explorado por essas bandeiras que cobram até o pensamento do consumidor. O cara compra uma bala no crédito e passa os próximos três meses pagando juros.
E aí vem você, com aquele bico de pato de botox, defender os pobres conglomerados bilionários americanos?
Vá à merda, palhaço de Wall Street!
Mas não para aí a sua camada geopolítica…
Ficou putinho com o Brasil porque lá na 25 de Março – sim, aquela Babilônia do consumidor médio, onde se compra da cueca do Batman ao celular que explode – tem pirata vendendo sem pagar boleto à ONU.
E o quê?
Tá faltando réplica de Ray-Ban americano pra você?
A Ray-Ban , desde 1999, foi adquirida pelo grupo italiano Luxottica…
E sabe quem fabrica?
Na China, cuzão!
Porque, ó, se olhar bem, o que tem de Louis Vuitton, Fendi, Rolex, e uns tênis que são metade Japão, metade Alemanha, meu amigo… não são os EUA que estão levando nabo, são as maison francesas.
E você vem meter o pau como se os camelôs fossem uma al-Qaeda contra o capitalismo ocidental?
Ali, filha da puta, o problema não é só pirataria.
É também milícia PM do Tarcinico, recolha, cobertura oficial federal , e uma polícia dividida entre farda e boleto.
O que assusta não é o tênis falsificado, é quem finge que não vê.
E você, que supostamente é magnata, empresário, presidente e deus do mercado, devia saber diferenciar!
E cá entre nós: quem é você pra falar de esquema, hein?
Se tu fosse brasileiro já tinha sido citado por umas três CPIs e provavelmente dançado o “Funk do Reaça” com Valdemar da Costa Neto no interior de Goiás.
Porra, se teu filho levasse o nome de Eduardo, já teria apelido: Dudu Cheque Sem Fundo, e estaria tirando foto com metralhadora no quintal do Mar-a-Lago das Laranjas.
O brasileiro inventou o Pix, criou uma das maiores saídas tecnológicas contra o estelionato financeiro das maquininhas de cartão vagabundas, e agora tem que ouvir você, um empresidente two times impeached, cagar goma sobre nossa inovação?
Vai plantar soja em Palm Beach, seu idiota de codinome Big Mac Anabolizado.
Encerrando por aqui, porque meu fígado já tá ameaçando entrar em greve.
A verdade é essa, Trump: você não entende o Brasil, não entende a 25 de Março, não entende porra nenhuma.
E como disse antes, com requinte literário e honestidade visceral: vai tomar no cu. De novo. E com gosto.
Com todo respeito, ou melhor, sabe o quê? Sem porra de respeito nenhum.
Assinado por um brasileiro cansado da colonização moral fajuta do tio sam — e de filhos da puta metidos a xerife.
Donald Trump, shove your petty threats and your ridiculous investigation against Brazil right where the sun doesn’t shine …deep into your filthy, shameless rear end, you son of a bitch.
You ain’t fooling anyone with your fake patriotism and greasy populism. Your manipulation doesn’t work here …not with people who actually lived under dictatorships, corruption, and impunity. Your pathetic attempt to intimidate Brazil with this theatrical “investigation” only fuels our resistance.
To you and your band of bootlicking opportunists: know that we are the sons of a land that sings:
But if you dare raise the strong arm of so-called justice, You’ll see that no son of this land flees from the fight, Nor fears death — especially when defending what we love.
Beloved homeland, Among a thousand others, You are, Brazil, Our beloved nation! To the sons of this soil, you are a gentle mother, Beloved homeland, Brazil!
Let it be clear: We love the American people. We are deeply grateful for jazz, blues, rock ‘n’ roll, Fender and Gibson guitars, movies, books, technology, freedom of expression, and democratic ideals; all contributions that helped shape the modern free world, Brazil included.
We salute the true Americans: Jimmy Carter, Bill Clinton, Barack Obama, and even Joe Biden ; each, in their way, a believer in cooperation, warmth, climate action, diplomacy, and human decency.
But Trump? You’re nothing more than a bloated, pampered billionaire playing dictator cosplay. A tax-evading, race-baiting, soulless fraud.
And your little Bolsonarist gang here in Brazil?
Shove them up your fat ass too!
A bunch of corrupt parasites pretending to be patriots.
We also say Viva Sinatra, Viva Elvis, Viva Dylan and Hendrix!
Viva Creedence Clearwater Revival and thank you for “Fortunate Son,” a song written especially for rich, cowardly, tax-dodging white guys like you, Trump, you son of a bitch.
From Brazil — with all our contradictions, courage, indignation, and poetry — we say loud and clear:
We don’t kneel. We don’t fear. And we sure as hell won’t forget.
🇧🇷✊ Long live Brazil. Long live the real America.
And long live the fight against authoritarian clowns ; wherever the hell they crawl out from.
Que te jodan, Trump! — Mensaje de un brasileño que no se arrodilla ¡Métete esa investigación contra Brasil por el culo!
(Publicado en Jornal Flit Paralisante)
Donald Trump, métete tus amenazas baratas y tu ridícula investigación contra Brasil por donde no brilla el sol ; bien profundo en tu culo sucio y sin vergüenza, hijo de puta.
No engañas a nadie con tu patriotismo de mentira y tu populismo grasiento.
Tus manipulaciones aquí no pegan /; no con quien ya vivió dictaduras, corrupción e impunidad.
Ese intento patético de intimidar a Brasil sólo alimenta nuestra resistencia.
A ti y a tu pandilla de chupamedias oportunistas: sepan que somos hijos de una tierra que canta:
Pero si te atreves a blandir el brazo fuerte de la supuesta justicia, Verás que ningún hijo de esta tierra huye de la lucha, Ni teme la muerte — sobre todo cuando se trata de defender lo que amamos.
Tierra adorada, Entre mil otras, Eres tú, Brasil, ¡Patria amada! De los hijos de este suelo eres madre gentil, ¡Patria amada, Brasil!
Que quede claro: Amamos al pueblo estadounidense. Agradecemos profundamente por el jazz, blues, rock ‘n’ roll, guitarras Fender y Gibson, cine, libros, tecnología, libertad de expresión y valores democráticos ; todo lo que ha hecho al mundo mejor, incluido Brasil.
Saludamos a los verdaderos estadounidenses: Jimmy Carter, Bill Clinton, Barack Obama y hasta Joe Biden — todos, creyentes en la cooperación, el calor humano, la diplomacia, el clima y la decencia.
¿Pero Trump? Eres sólo un millonario mimado jugando de dictador de fantasía. Evasor de impuestos, racista disfrazado, farsante sin alma.
¿Y tu grupito bolsonarista acá en Brasil? ¡Métetelos también por ese culo gordo tuyo! Una banda de parásitos corruptos disfrazados de patriotas.
¡Viva Sinatra, Viva Elvis, Viva Dylan, Hendrix, Viva CCR y gracias por “Fortunate Son,” escrita para cobardes blancos y ricachones evasores de impuestos como tú, Trump, hijo de puta!
Desde Brasil — con todas nuestras contradicciones, coraje y poesía — gritamos fuerte y claro:
No nos arrodillamos. No tememos. Y tampoco olvidamos.
🇧🇷✊ ¡Viva Brasil! ¡Viva la verdadera América! ¡Y viva la lucha contra los payasos autoritarios — donde sea que broten!
Vai Se Fuder, Trump! — Recado de um Brasileiro Que Não se Abaixa
Donald Trump, enfia suas ameaças de merda e essa investigação ridícula contra o Brasil bem no meio do olho do seu rabo imundo, seu filho da puta.
Não engana ninguém com esse patriotismo de mentira e esse populismo safado.
Suas manipulações não colam por aqui , não com quem já viveu ditadura militar , impunidade de torturadores , corrupção e as milícias bolsonaristas
Essa tua palhaçada de tarifas e “investigação” só nos dá mais ânimo pra resistir.
Pra você e sua tropa de puxa-sacos: saiba que somos filhos de uma terra que canta:
Mas, se ergues da justiça a clava forte, Verás que um filho teu não foge à luta, Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada, Entre outras mil, És tu, Brasil, Ó Pátria amada! Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil!
Fica claro: Amamos o povo americano.
Agradecemos com paixão ao jazz, blues, rock ‘n’ roll, às guitarras Fender e Gibson, ao cinema, aos livros, à tecnologia, à liberdade e aos valores democráticos ; tudo que ajudou a construir o mundo livre, onde o Brasil acredita.
Saudamos os grandes: Jimmy Carter, Bill Clinton, Barack Obama, até o Biden ; cada um à sua maneira, defendendo diplomacia, paz, justiça climática e decência humana.
Mas você, Trump? É só um bilionário mimado, sonegador, laranja podre, brincando de ditador de cosplay. E tua turminha bolsonarista aqui no Brasil? Enfia eles também no teu rabo gordo!
Um bando de parasita corrupto fantasiado de patriota.
E viva Sinatra, viva Elvis, viva Dylan, Hendrix e viva o Creedence Clearwater Revival ; especialmente por “Fortunate Son”, música feita pra rico covarde, branquelo sonegador que nem você, Trump, seu filho da puta.
Do Brasil — com todas as nossas contradições, coragem, ousadia e poesia — gritamos bem alto:
A gente não se ajoelha. A gente não tem medo. E a gente não esquece.
🇧🇷✊ Viva o Brasil. Viva a verdadeira América. E viva a luta contra palhaço autoritário — onde quer que se esconda.
¡Andá a cagar, Trump! — Mensaje de un brasuca que no se agacha ni aunque venga la yuta
Donald Trump, metete esas amenazas pedorras y esa investigación trucha contra Brasil bien en el orto, pedazo de boludo, hijo de una locomotora de putas.
¿Vos te pensás que nos comemos ese chamuyo de patriotismo falopa y populismo berreta? Acá, maestro, no le entramos al verso de garcas creídos. Sabemos lo que es el choreo, la dictadura, la afa y bancar la parada posta. Tu manoseo barato y esa “investigación” de cotillón sólo nos da más ganas de plantarnos, viste.
A vos y a toda la runfla de laderos lambebotas: no te olvides que venimos de un país que no arruga ni en cancha de visitante, y mucho menos contra salames como vos:
Pero si te la bancás y te animás a sacar el garrote de la “justicia” de utilería, mirá que ningún crío de este suelo sale corriendo de la parada, ni le escapa a la parca si es por lo que ama de verdad.
Tierra querida, Entre todas las demás, sos vos, Brasil, ¡Patria idolatrada! A los pibes de este piso los cobijás como una vieja pulenta, ¡Patria querida, Brasil!
Que te quede clarito, che: al pueblo yanqui lo bancamos de corazón. Gracias, posta, por el jazz, el blues, el rock, las Fender y Gibson, el séptimo arte, el morfi yankee, la cultura, la data y la posta democrática — cosas que hacen que el mundo no sea tan amargo, ¡y también le dan swing al Brasil!
Unos grosos los Jimmy Carter, Clinton, Obama, hasta el Joe Biden, todos tipos con código y menos caretas que vos, naranja. ¿Y vos, Trump? Un millonario malcriado, puro bla bla, lobbista de cotillón, disfrazado de guapo y pidiendo pista con la guita y el acting de barrabrava. Y tus aplaudidores y tu barra brava bolsonarista de acá, qué onda? ¡Mandalos también bien de una al orto, gordo chorro! Alta banda de parásitos re corruptos, disfrazados de patriotas de utilería.
¡Aguante Sinatra, el Elvis, Dylan, Hendrix y los Creedence, loco! Gracias por “Fortunate Son”, el temón dedicado a garcas, cagones y blanquitos evasores como vos, Trump, flor de narigón.
Desde Brasil, con todas nuestras contradicciones, coraje y quilombo, te lo tiramos a la cara, Donald:
¡Acá no bajamos la cabeza, no boqueamos al pedo y menos nos olvidamos!
🇧🇷✊ ¡Aguante Brasil, che! ¡Aguante la América posta! Y que sigan metiéndose los autoritarios de cotillón el disfraz donde no les da el sol.
Notas : “Fortunate Son” – composta por John Fogerty, líder e vocalista da banda norte-americana Creedence Clearwater Revival (CCR) – é um manifesto contra a manipulação das massas por gente como Trump e Bolsonaro , contra a corrupção dos políticos e dos milionários sonegadores de impostos , contra a desigualdade social e as perversidades dos poderosos contra os menos favorecidos: convocar nos anos 1960/70 para morrer ou padecer no Vietnan jovens brancos pobres, negros e os indesejáveis latinos …Hoje o gado americano é tão ignorante que a música até já foi usada sem autorização do dono como jingle de propaganda desse FDP …
“Fortunate Son” – written by John Fogerty, the frontman of the American band Creedence Clearwater Revival – is a manifesto against the manipulation of the masses by people like Trump and Bolsonaro — against the corruption of politicians and tax-dodging millionaires, against social inequality, and the cruelty of the powerful toward the less fortunate.In the 1960s and 70s, it denounced how poor white kids, Black youth, and unwanted Latinos were sent to suffer and die in the Vietnam War — while the so-called elites stayed comfortable at home. Today, American cattle — so ignorant and misinformed — are clueless enough that the song was even used, without the artist’s permission, as a campaign jingle by that son of a bitch.
“Fortunate Son” – compuesta por John Fogerty, líder de la banda estadounidense Creedence Clearwater Revival, y lanzada en 1969 – es un manifiesto contra la manipulación de las masas por gente como Trump y Bolsonaro; contra la corrupción de los políticos y los millonarios evasores de impuestos; contra la desigualdad social y las perversidades de los poderosos hacia los más vulnerables. En los años 60 y 70, denunció cómo jóvenes blancos pobres, afroamericanos y latinos “indeseables” eran enviados a morir o a sufrir en Vietnam, mientras los hijos de las élites se quedaban cómodamente en casa. Hoy, el ganado electoral estadounidense es tan ignorante que la canción incluso fue utilizada, sin permiso del autor, como jingle de campaña por ese hijo de puta.
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🇪🇸 En español:
Esta publicación es una manifestación artística, crítica y de opinión, protegida por el derecho constitucional a la libertad de expresión en cualquier estado democrático. El lenguaje empleado es simbólico, satírico y crítico, y tiene como único objetivo ejercer el derecho a la crítica pública sobre figuras y discursos de relevancia política. No incita al odio, la violencia ni a la discriminación. Las referencias personales aluden únicamente a actores públicos, en base a hechos informados por los medios. El autor rechaza toda forma de violencia o intolerancia. El fin de este contenido es fomentar el debate democrático, cultural e histórico desde una postura crítica y reflexiva.
FILHO DE RICO – “Dedicado a Donald Trump — o ‘fortunate son’ original, que fugiu do Vietnã com ‘esporão no calcanhar’ e hoje brinca de generalzinho de Twitter.”
“Hail to the Chief” marcha presidencial oficial dos EUA — tocada sempre que o presidente entra em eventos públicos, como um “rei moderno” .
FILHO DE RICO – FORTUNATE SON
Tem gente que nasce pra puxar saco da bandeira,
Ah, eles são vermelho, branco e azul …( aqui : o verde, amarelo e azul )
E quando tocam “Hail to the Chief” (“Viva o Chefe” ou nosso Salve, lindo pendão da esperança!)
Ah, apontam o canhão pra você
Não sou eu, não sou eu,
Não sou filho de senador.
Não sou eu, não sou eu,
Não sou um privilegiado, não.
Tem gente que nasce de colher de prata na mão,
Deus, como se aproveitam, oh.
Mas quando o fiscal ( de rendas ) bate na porta,
Nossa, a mansãol vira um bazar de liquidação (fingem pobreza para não pagar impostos )
Não sou eu, não sou eu,
Não sou filho de milionário.
Não sou eu, não sou eu,
Não sou um privilegiado, não.
Tem gente que herda olhos cheios de estrelinhas ( o falso amor pela pátria dos filhos de políticos e generais que herdam o poder e continuam roubando e fodendo o povo )
Ah, e te mandam pro front ( fazem você se matar por eles )
Atendendo ao leitor Benedito – Gostaria de colocar uma questão para debate:
Se a supressão do abono de permanência tem como motivação a extinção/transformação do cargo, então com a aprovação da nova lei orgânica da polícia civil, poucos teriam direito ao referido benefício?
Mudanças no Abono de Permanência após a Reforma da Previdência
A Reforma da Previdência promovida pela Emenda Constitucional nº 103/2019 trouxe uma mudança significativa no abono de permanência para os servidores públicos.
Como era antes
O abono de permanência era uma garantia constitucional: todo servidor que pudesse se aposentar e escolhesse permanecer em atividade tinha direito a receber esse benefício.
O valor era fixo, equivalente ao desconto previdenciário do servidor.
O que mudou com a Reforma
Agora, a Constituição prevê que o servidor público pode receber abono de permanência — ou seja, não é mais um direito garantido, mas uma possibilidade.
A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios têm liberdade para decidir se querem ou não pagar o abono aos seus servidores e em qual valor, desde que não ultrapasse o desconto previdenciário.
Efeitos práticos
O abono deixou de ser obrigatório e não é mais um estímulo garantido para quem opta por continuar trabalhando mesmo podendo se aposentar.
Tudo depende de escolha de cada governo: tanto o pagamento quanto o valor do abono podem variar, conforme a legislação local e as decisões administrativas.
Em resumo: o abono de permanência tornou-se opcional e está sujeito à decisão de cada ente federativo, o que resultou em uma restrição desse benefício aos servidores públicos.
Contexto Estadual e a Reestruturação
No Estado de São Paulo, a nova Lei Orgânica da Polícia Civil ainda está em fase de estudo e elaboração. Isso significa que não há texto definitivo aprovado, tornando o debate sobre temas como o abono de permanência especialmente relevante para todos os policiais civis e interessados.
Por que a discussão é importante?
A indefinição da lei: Como ainda não foi aprovada, existe insegurança quanto às regras que serão adotadas sobre o abono de permanência, especialmente diante de possíveis mudanças de estrutura nas carreiras policiais.
Possibilidade de extinção ou transformação de cargos: Nos debates, discute-se se a futura lei poderá extinguir ou transformar cargos existentes, o que, nos moldes das regras previdenciárias atuais, pode limitar significativamente o acesso ao abono de permanência.
Exemplo de outras legislações: Atualmente, a legislação estadual (como a Lei Complementar nº 1.361/2021 e alterações posteriores) já prevê restrições ao abono para cargos em extinção ou transformados, servindo de parâmetro para possíveis efeitos na área policial.
Pontos de atenção para os policiais civis
Apenas regras futuras, estabelecidas pela eventual nova Lei Orgânica, definirão de que forma o abono será mantido, restringido ou extinto para determinadas carreiras ou cargos.
O debate é fundamental agora, pois antecipa preocupações legítimas da categoria e pode influenciar o texto final da lei.
O momento é de acompanhamento atento dos projetos, discussões em assembleias e participação ativa das entidades representativas para que eventuais direitos sejam preservados.
Resumo didático
O abono de permanência sempre foi tema de destaque na carreira policial civil, e sua permanência ou restrição está diretamente ligada à forma como os cargos serão estruturados na futura Lei Orgânica. Como o projeto ainda não está concluído em São Paulo, discutir, esclarecer e propor alternativas é essencial para garantir maior segurança jurídica e previsibilidade para todos.
Em resumo: o debate é relevante neste momento justamente porque o futuro da carreira, incluindo o direito ao abono, ainda está em aberto e pode ser moldado pelas discussões de agora.
O sargento da ROTA Marcus Augusto Costa Mendes, 35 anos, é investigado por tentativa de homicídio após disparar quatro tiros contra o investigador de polícia Rafael Moura da Silva, 38 anos, na noite de ontem (11/07), na Favela do Fogaréu, região do Campo Limpo (zona sul de SP).
O policial civil, que procurava suspeitos de um latrocínio (roubo seguido de morte), foi atingido gravemente e socorrido por policiais militares ao Hospital das Clínicas. Um segundo investigador, Marcos Santos de Sousa, 41 anos, foi ferido de raspão na cintura, mas passa bem.
Tudo poderia ser evitado se os policiais militares primeiro utilizassem o cérebro, em vez de agir conforme seus instintos assassinos e a máxima doutrinária da PM: matar primeiro , mentir depois!
O caso evidencia mais um conflito fatal entre PM e PC em operações não coordenadas.
E a absoluta falta de integração, coordenação e a absoluta inutilidade do Secretário de Segurança nomeado por Tarcísio de Freitas por ordem de Jair Bolsonaro.
INSTINTO ASSASSINO EM AÇÃO, SEM DIÁLOGO OU IDENTIFICAÇÃO
O investigador Rafael Moura da Silva, da 3ª Delegacia Seccional (Oeste), estava em missão oficial na Favela do Fogaréu, rastreando autores de um latrocínio ocorrido horas antes.
Segundo colegas, ele portava distintivo e arma à vista, estando claramente identificado como policial em serviço.
Por volta das 17h00, uma guarnição da ROTA entrou no local em uma operação não comunicada à Polícia Civil.
Observação: A ROTA não comunica nem mesmo as Unidades PM da área da incursão. E agem aleatoriamente.
Ao avistar Rafael em um beco, o sargento Marcus Augusto, sem qualquer questionamento ou aviso, efetuou quatro disparos de pistola .40 contra o investigador.
“Ele não gritou ‘Polícia!’, não pediu para o Rafael se identificar, não deu chance de nada. Só atirou”, relatou um morador que assistiu o crime.
O ataque só cessou quando outros PMs perceberam que se tratava de um policial civil e gritaram para o sargento parar.
VÍTIMA EM ESTADO GRAVÍSSIMO; RISCO DE MORTE E SEQUELAS PERMANENTES
Rafael foi atingido no tórax e abdômen, com perfurações em órgãos vitais. Levado às pressas ao Hospital das Clínicas, passou por cirurgias de emergência e segue em coma induzido. Médicos afirmam que, mesmo se sobreviver, ele deverá sofrer sequelas incapacitantes e possivelmente ser aposentado por invalidez.
O investigador Marcos Santos, que acompanhava Rafael, foi atingido de raspão na cintura, mas não corre risco.
ROTA ALEGA “CONFUSÃO”, MAS OPERACIONAIS DA PC CONTESTAM: “FOI EXECUÇÃO”
A Polícia Militar , como de praxe, informou que o sargento foi afastado e que a Corregedoria da PM abriu processo administrativo.
Fontes da corporação sugerem que ele teria “confundido” Rafael com um criminoso, mas não explicam por que não houve tentativa de identificação.
O sargento Marcus Augusto Costa Mendes disse ter acreditado que os policiais civis fossem traficantes. Testemunhas afirmam que ele chegou atirando.
A Polícia Civil, conforme o boletim de ocorrência, não contestou, não confrontou e não diligenciou no local: o delegado no boletim de ocorrência fez uma divagação acerca de circunstâncias legais que afastam a conduta dolosa do Sargento.
Ao elaborar o registro da ocorrência para a instauração do inquérito, o delegado Antonio Giovanni Neto afirmou que, incialmente, o caso é visto como legítima defesa putativa, quando alguém, por erro ou medo , acredita estar sob injusta agressão e age como se estivesse sendo atacado . Aparentemente a autoridade policial não é viu excesso.
“Sendo assim, decide esta Autoridade Policial pela apuração investigativa em profundidade, eis que a dinâmica dos fatos, num juízo cognitivo sumário carece dessa apuração. O inquérito policial será instaurado”, diz o delegado no boletim de ocorrência. “[…] O inquérito policial instaurado poderá, com a profundidade que trará os elementos de informação e as provas cautelares, não receptíveis e antecipadas, revelar a ausência ou a presença dos elementos de culpa e se o erro era evitável ou não”, acrescenta Antonio Giovanni Neto.
Segundo o Flit, prevalecendo as bacharelescas exculpações jurídicas lançadas no boletim, talvez o policial militar , em vez de tigre, seja apenas mais um gatinho assustado com arma na mão.
Ainda segundo o Flit: tal “juízo prelibatório” pode ter sido uma passada de pano de duplo efeito: livrar o Sargento do flagrante e se livrar das consequências negativas do exercício da autoridade desagradando a PM e o governo.
Certamente, pelo conjunto da obra, não havia margem para erro. Bastaria que o PM usasse o cérebro por alguns centésimos de segundo.
Rafael estava de colete, com distintivo, armado de forma visível.
Mas é negro…
Foi uma ação irracional, típica da cultura de atirar primeiro e mentir depois que persiste na PM especialmente em setores como ROCAM , BAEP e ROTA.
CASO REACENDE CRÍTICAS À ATUAÇÃO DA ROTA E DE UNIDADES DE ELITE DA PM
O incidente lembra outros episódios em que a ROTA, assim como determinados setores da PM , agiu com letalidade excessiva, incluindo casos de “autos de resistência” questionáveis e mortes de inocentes.
Não é necessário ser especialista em segurança para apontar a falta de integração entre PM e PC como fator recorrente em tragédias semelhantes.
Enquanto não houver um Secretário de Segurança de verdade que imponha protocolos rígidos de comunicação entre as polícias , isso vai continuar acontecendo.
O QUE ACONTECE AGORA?
A Polícia Civil abriu inquérito por tentativa de homicídio contra o sargento.
A Polícia Militar promete apuração, mas certamente será mais um caso de“engavetamento” , digo: ARQUIVAMENTO NA CESTA SEÇÃO.
Colegas de Rafael e todos os operacionais da PC exigem justiça e mudanças na atuação da PM e do Secretário de Segurança que incentiva policiais militares à prática de execuções sumárias.
Familiares aguardam nova avaliação médica nesta tarde. Se sobreviver, Rafael deverá perder parte do fígado e um rim, segundo médicos.
Nota: Esta postagem do Flit Paralisante foi baseada em informações jornalísticas e relatos de fontes policiais. Os fatos podem ser alterados e atualizados conforme o desenrolar das investigações.
O quê? Crise de liderança e degradação institucional.
Quando? No governo atual (Tarcísio/Derrite).
Onde? Polícia Civil de São Paulo.
Por quê? Interferência política e falta de altivez.
Como? Através de nomeações políticas e esvaziamento de recursos.
A Polícia Civil de São Paulo, instituição indispensável para a segurança pública e a justiça, atravessa uma crise sem precedentes.
A ausência de uma liderança forte, altiva e genuinamente comprometida com os valores institucionais tem conduzido a corporação a um processo alarmante de degradação, tornando-a vulnerável a interesses políticos e a agendas pessoais que nada têm a ver com sua missão fundamental.
Delegados de polícia deveriam ser a espinha dorsal da instituição, conduzindo investigações com imparcialidade, protegendo direitos e garantindo o cumprimento da lei.
Contudo, o cenário atual revela uma preocupante escassez de lideranças dispostas a defender a autonomia e a dignidade da Polícia Civil.
A corporação clama por delegados que resistam a pressões políticas sem renunciar a seus princípios, ajam com honradez e priorizem o interesse público, protegendo a instituição contra tentativas de manipulação e subordinação a interesses externos.
É inadmissível que uma instituição tão relevante seja gerida por “marionetes” alinhadas incondicionalmente ao governador Tarcísio de Freitas e ao secretário de Segurança Pública, Capitão PM Guilherme Derrite — ambos, por sua vez, dois marionetes subordinados ao projeto político do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Que nunca teve projeto político, apenas projeto de PODER E PRIVILÉGIOS !
Essa submissão política resulta em consequências graves: esvaziamento de recursos, com transferência de atribuições e verbas para a Polícia Militar, enfraquecendo a capacidade investigativa da Polícia Civil; nomeações de chefias baseadas em lealdade política, e não em competência ou compromisso institucional; e conflitos institucionais, com tentativas de ampliar o poder da PM em áreas tradicionalmente sob responsabilidade da Polícia Civil, gerando instabilidade e insegurança.
Dentro da corporação, predomina um clima de temor.
Muitos profissionais optam pelo silêncio e pela passividade para preservar cargos e privilégios — alguns deles, inclusive, de natureza questionável.
Essa postura de subserviência corrói a moral dos servidores e inviabiliza qualquer tentativa séria de renovação ou reconstrução institucional.
Embora ainda existam servidores abnegados que, mesmo diante das adversidades, continuam cumprindo seu dever, esses esforços isolados não bastam para reverter o quadro de declínio institucional.
Reconstruir a Polícia Civil exige restaurar a autonomia dos delegados, livre de interferências políticas, garantir meritocracia em nomeações e promoções, combater o aparelhamento da instituição e valorizar a carreira policial, oferecendo condições dignas de trabalho e respeito à sua função.
A sociedade paulista não pode mais tolerar uma Polícia Civil fragilizada e submissa.
É tempo de exigir lideranças verdadeiras, comprometidas com a justiça e com a cidadania, e não com projetos políticos de ocasião.
Tarcísio de Freitas e a Tentativa de Viabilizar Viagem de Bolsonaro aos EUA: Um Sinal de Alerta Institucional
A recente revelação de que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, teria procurado ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar viabilizar uma autorização de viagem internacional ao ex-presidente Jair Bolsonaro, com o objetivo de negociar diretamente com Donald Trump a revogação da taxação de 50% sobre exportações brasileiras, acende um sinal de alerta sobre os limites institucionais e os riscos à democracia brasileira.
Tarcísio Intervém no STF em Favor de Bolsonaro
Segundo apuração da jornalista Mônica Bergamo,publicada nesta tarde, Tarcísio de Freitas teria feito contato direto com ministros do STF para defender que Bolsonaro fosse autorizado a viajar aos Estados Unidos, mesmo estando com o passaporte retido e sob restrições judiciais. O argumento apresentado seria o de que Bolsonaro, mesmo sem mandato ou função oficial, teria capacidade de interceder junto ao governo Trump para reverter a sobretaxa imposta aos produtos brasileiros.
A proposta foi recebida com surpresa e rejeitada pelos ministros, que consideraram inadequada a tentativa de transformar Bolsonaro em representante extraoficial do Brasil, além de avaliarem o risco de fuga do ex-presidente diante de seus processos judiciais.
Se Bolsonaro Quer Negociar, Que o Faça do Brasil
Em tempos de comunicação instantânea, não há justificativa plausível para que Bolsonaro precise deixar o país para tratar de seus interesses pessoais e políticos com o governo norte-americano.
Se deseja interceder junto ao seu amigo Donald Trump, pode fazê-lo por meio de:
Cartas oficiais ou abertas, com cópia ao embaixador dos EUA.
Videoconferências ou chamadas telefônicas, amplamente utilizadas em negociações diplomáticas e empresariais.
Canais diplomáticos formais, via Ministério das Relações Exteriores.
A insistência em uma viagem internacional soa, no mínimo, desnecessária e abre margem para especulações sobre outros interesses envolvidos.
Ousadia Perigosa: O Que Tarcísio Faz Perante o STF, Faz com Juízes Estaduais?
A iniciativa de Tarcísio de buscar, por telefone, influenciar ministros da mais alta Corte do país, suscita questionamentos graves:
Se o governador se sente à vontade para constranger o STF, o que não estaria disposto a fazer – ou faz rotineiramente – junto a juízes estaduais, desembargadores ou outras autoridades, sempre que seus interesses políticos ou pessoais estiverem em jogo?
Essa conduta pode configurar tentativa de ingerência indevida no Judiciário, ameaçando o princípio da separação dos poderes e a própria ordem democrática.
Risco de Fuga e Ataques à Democracia
Não se pode ignorar a possibilidade de que uma eventual autorização de viagem sirva como pretexto para Bolsonaro buscar asilo político nos Estados Unidos, fugindo de suas responsabilidades perante a Justiça brasileira. De lá, poderia continuar articulando ataques à democracia e insuflando movimentos antidemocráticos, em cenário semelhante ao que já se viu em outros países.
O Papel do Ministério Público: Investigação Já
Diante da gravidade dos fatos relatados, cabe ao Procurador-Geral da República requisitar a instauração de investigação formal sobre a conduta de Tarcísio de Freitas. É imprescindível apurar:
Se houve tentativa de obstrução de Justiça ou exercício ilegal de pressão sobre o STF.
Se a articulação visava favorecer interesses pessoais ou políticos, em detrimento do interesse público e da legalidade.
A democracia exige vigilância permanente e resposta institucional firme diante de qualquer tentativa de subversão das regras do jogo.
Nota: As informações acima são baseadas em apuração jornalística da coluna de Mônica Bergamo, não havendo, até o momento, manifestação oficial do STF ou do governador Tarcísio de Freitas sobre o episódio.
Informação baseada em reportagem da coluna de Mônica Bergamo, Folha de S.Paulo.
Governo Tarcísio e a PM de SP: Mentira Tem Pernas Curtas e Fuzil na Mão
A gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) não só faz merda, como depois fabrica versões para tentar justificar o injustificável.
O caso da suposta “casa-bomba” é mais um capítulo dessa política de mentira, bala e sangue que virou rotina no governo paulista.
Segundo a versão oficial, divulgada logo após a morte de um homem durante uma operação policial, o imóvel seria um esconderijo de armas e drogas. Para dar um ar de legitimidade ao massacre, a PM rapidamente soltou a narrativa de que o local era um antro do crime. Só que a realidade veio à tona pela boca da própria moradora, Andréa, que desmontou a farsa com uma declaração simples e contundente:
“Minha casa não é bomba. Ninguém mexe com nada de errado aqui. Minha casa não é ponto de droga. É um absurdo.”
E não foi só ela quem desmentiu a PM.
Até um coronel — sim, um oficial de alta patente — teve que admitir que a versão policial não batia. Mas, como sempre, o governador não abre a boca para corrigir a mentira, só para reforçar o discurso de “guerra às drogas” que justifica qualquer atrocidade.
O mais revoltante?
Quando Andréa chegou ao local, os PMs bloquearam sua entrada, impedindo que ela visse o que realmente aconteceu dentro de casa. Coincidência? Claro que não. É a velha tática de esconder os corpos, manipular a cena e depois vomitar uma história pronta para a imprensa.
Tarcísio – e o chaveirinho Derrite – como bom discípulo do bolsonarismo, segue o manual: manda os supostos batalhões de elite da PM invadir, matar, destruir, e depois usa a máquina do Estado para passar pano.
Se depender do discurso governamental : toda favela é “antro do crime”, todo pobre é “suspeito”, e todo policial que matador é “herói”.
Enquanto isso, a PM de SP, cada vez mais animalizada e ensandecida, age como se estivesse em uma zona de guerra, não em um estado democrático. E o a gestão governador? Fala merda, senta em cima e espera a poeira baixar.
Mas a verdade, mais cedo ou mais tarde, escapa. E quando escapa, mostra o que esse governo realmente é: uma máquina de matar pobres e mentir descaradamente.
E como sempre, a verdade só veio à tona porque o povo se revoltou e as imagens vazaram.
Não foi por honestidade da Corregedoria da PM ou boa vontade do governador – foi porque a comunidade revoltada aceitou a mentira e registros das câmeras, inclusive de um policial que deixou a gravação rodar sem querer, escancararam a farsa.
Só então a corporação, encurralada pela prova irrefutável, se viu obrigada a tomar “providências legais” – ou seja, tentar se fazer de legalista depois dos crimes expostos.
Escancarando que determinados setores da PM alimentam a violencia…Não fazem parte da solução , mas sim do problema.
E aqui entra mais uma jogada suja de Tarcísio: o governador sempre foi inimigo das câmeras corporais.
Se dependesse dele, os PMs continuariam agindo nas sombras, sem qualquer transparência.
Não à toa, ele tentou acabar com as câmeras sob a desculpa de “cortar gastos”, mas todo mundo sabe que o real motivo era evitar que a polícia fosse pega em flagrante mentindo e matando.
Só não conseguiu porque a Defensoria Pública meteu o pé na porta e o STF barrou a manobra.
Ou seja: se a gestão Tarcísio tivesse êxito em seu plano, essa operação criminosa jamais teria sido desmascarada como não foram desmascarados a maioria das vinganças praticadas na Baixada Santista durante a Operação Escudo.
A “casa-bomba” continuaria sendo a versão oficial, os policiais militares sairiam impunes, e a família da vítima ficaria sem respostas.
Mas, graças à pressão popular e à Justiça, a máscara caiu. Agora, resta saber: quantos outros casos como esse foram abafados porque não houve câmera para registrar?
Parcela de setores do governo de SP age como quadrilha que apaga provas e arquiva investigações, mas, dessa vez, a sorte – e a revolta do povo – não estava do seu lado.
Justa revolta da maioria , infelizmente utilizada por bandidos para o cometimento de outros crimes .
Mas que sejam colocados na conta do omisso governador e dos setores da PM que empregam a matança como método .
Verdadeiramente, há que se concordar com o jornalista Reinaldo Azevedo quando diz que Tarcísio de Freitas ( a gestão ) é do tipo que “faz merda e depois se senta em cima” ,com os nossos acréscimos: (a gestão ) EM VEZ DE SENTAR DEVERIA COMER!
O Manual do Policial Desprevenido: Quando o Problema é a Câmera Ligada
No Estado de São Paulo , onde desde o governo Tarcísio de Freitas , o surreal virou rotina e o absurdo virou protocolo de manual, não surpreende que até a execução sumária de um ser humano precise seguir “padrões esperados”.
Eis que, diante da morte de Igor Oliveira, o porta-voz da PMESP, coronel Massera, declarou sem titubear:
A análise dessas câmeras nos indicou que a morte do Igor Oliveira não foi dentro de padrões que nós esperávamos.”
Padrões esperados?
Fica a dúvida: esperavam o quê?
Que a execução fosse mais discreta?
Que a câmera estivesse desligada?
Que o flagrante não fosse tão flagrante?
No manual não-escrito da “boa conduta” policial, ensina-se:
– Antes de qualquer ação, cheque se a câmera está desligada.
– Se não estiver, improvise: tape com a mão, com o boné, com a vergonha alheia.
– Se não der, faça cara de paisagem e torça para ninguém ver.
Os dois policiais, novatos ou desatentos, esqueceram-se do básico.
Não desligaram, não taparam, não cortaram o fio.
Resultado?
Viraram manchete, viraram exemplo – não pela coragem, mas pela inabilidade tecnológica.
E, na maior naturalidade institucional, a PMESP não lamenta a morte, mas o desvio do Manual Técnico da Execução Sumária:
“A morte não seguiu os padrões esperados.”
O problema, portanto, não foi o crime, mas a prova.
Não foi o ato, mas a incompetência em escondê-lo.
Assim, os policiais não foram presos por matar, mas por não saberem matar “dentro do protocolo”.
Que fique registrado: nesta terra, o erro não é o excesso, mas o descuido.
E, enquanto o padrão esperado for a ausência de provas, continuaremos colecionando tragédias – e as nossas crônicas indignadas.
O ano de 2025 deveria ser um momento de celebração, marcando oito décadas de existência das Nações Unidas. Mas corre o risco de entrar para a história como o ano em que a ordem internacional construída desde 1945 entrou em colapso.
As fissuras já eram visíveis há muito tempo. Desde as invasões do Iraque e do Afeganistão, a intervenção na Líbia e a guerra na Ucrânia, alguns membros permanentes do Conselho de Segurança banalizaram o uso ilegal da força. A omissão em relação ao genocídio em Gaza representa uma negação dos valores mais básicos da humanidade. A incapacidade de superar as diferenças está alimentando uma nova escalada de violência no Oriente Médio, cujo capítulo mais recente inclui o ataque ao Irã.
A lei do mais forte também ameaça o sistema multilateral de comércio. Tarifas abrangentes interrompem as cadeias de valor e empurram a economia global para uma espiral de preços altos e estagnação. A Organização Mundial do Comércio foi esvaziada e ninguém se lembra da Rodada de Desenvolvimento de Doha.
O colapso financeiro de 2008 expôs o fracasso da globalização neoliberal, mas o mundo permaneceu preso ao manual de austeridade. A decisão de socorrer os ultra-ricos e as grandes corporações às custas dos cidadãos comuns e das pequenas empresas aprofundou a desigualdade. Nos últimos dez anos, os US$ 33,9 trilhões acumulados pelo 1% mais rico do mundo equivalem a 22 vezes os recursos necessários para erradicar a pobreza global.
O domínio sobre a capacidade de ação do Estado gerou desconfiança pública nas instituições. O descontentamento tornou-se terreno fértil para narrativas extremistas que ameaçam a democracia e promovem o ódio como projeto político.
Muitos países cortaram programas de cooperação em vez de redobrar esforços para implementar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável até 2030. Os recursos disponíveis são insuficientes, os custos são altos, o acesso é burocrático e as condições impostas muitas vezes não respeitam as realidades locais.
Não se trata de caridade, mas sim de abordar disparidades enraizadas em séculos de exploração, interferência e violência contra os povos da América Latina e do Caribe, da África e da Ásia. Em um mundo com um PIB combinado de mais de US$ 100 trilhões, é inaceitável que mais de 700 milhões de pessoas ainda sofram de fome e vivam sem eletricidade ou água.
Os países mais ricos têm a maior responsabilidade histórica pelas emissões de carbono, mas são os mais pobres que mais sofrerão com as mudanças climáticas. O ano de 2024 foi o mais quente da história, mostrando que a realidade está se movendo mais rápido do que o Acordo de Paris. As obrigações vinculativas do Protocolo de Kyoto foram substituídas por compromissos voluntários, e as promessas de financiamento feitas na COP15 em Copenhague — prometendo US$ 100 bilhões anuais — nunca se concretizaram. O recente aumento nos gastos militares da OTAN torna essa possibilidade ainda mais remota.
Ataques a instituições internacionais ignoram os benefícios concretos que o sistema multilateral trouxe à vida das pessoas. Se a varíola foi erradicada, a camada de ozônio preservada e os direitos trabalhistas ainda são protegidos em grande parte do mundo, isso se deve aos esforços dessas instituições.
Em tempos de crescente polarização, termos como “desglobalização” tornaram-se comuns. Mas é impossível “desplanetizar” nossa existência compartilhada. Nenhum muro é alto o suficiente para preservar ilhas de paz e prosperidade cercadas de violência e miséria.
O mundo de hoje é muito diferente daquele de 1945. Novas forças emergiram e novos desafios se apresentaram. Se as organizações internacionais parecem ineficazes, é porque sua estrutura não reflete mais a realidade atual. Ações unilaterais e excludentes são agravadas pela ausência de liderança coletiva. A solução para a crise do multilateralismo não é abandoná-lo, mas reconstruí-lo sobre bases mais justas e inclusivas.
Esse é o entendimento que o Brasil — cuja vocação sempre foi fomentar a colaboração entre as nações — demonstrou durante sua presidência do G20 no ano passado e continua demonstrando por meio de suas presidências do BRICS e da COP30 neste ano: que é possível encontrar pontos em comum mesmo em cenários adversos.
Há uma necessidade urgente de retomar o compromisso com a diplomacia e reconstruir as bases do verdadeiro multilateralismo — capaz de responder ao clamor de uma humanidade temerosa pelo seu futuro. Só então poderemos parar de assistir passivamente ao aumento da desigualdade, à insensatez da guerra e à destruição do nosso próprio planeta.
A recente escalada de tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos, marcada pelo chamado “tarifaço” imposto pelo governo Trump, evidencia não apenas uma tentativa de ingerência externa, mas também um desafio à soberania e à autodeterminação do povo brasileiro.
Diante desse cenário, torna-se imperativo adotar uma postura madura e estratégica: ignorar provocações e buscar soluções construtivas.
O princípio da não intervenção, consagrado no direito internacional, deve ser o norte da resposta brasileira.
Ao atrelar tarifas a questões internas, como processos judiciais e decisões políticas, Trump ultrapassa limites aceitáveis da diplomacia e afronta diretamente a autonomia das instituições nacionais.
Reagir de forma impulsiva, seja por retaliação ou por confronto direto, apenas alimentaria a narrativa de polarização e instabilidade que interessa a setores externos.
A resposta mais eficaz, portanto, reside na busca por alternativas pragmáticas.
O Brasil pode e deve recorrer a organismos multilaterais, como a Organização Mundial do Comércio, para contestar medidas protecionistas e reafirmar seu compromisso com o multilateralismo.
Simultaneamente, é fundamental investir na diversificação de mercados, reduzindo a dependência do comércio com os Estados Unidos e fortalecendo parcerias com Europa, China, Mercosul e outros blocos estratégicos.
Diversificação e ampliação de mercados , mas sem trocar de dependência (EUA → China).
A história recente mostra que respostas proporcionais e negociadas, como a adoção de cotas de exportação ou o incentivo à indústria nacional, costumam ser mais eficazes do que a retaliação automática.
Ao transformar adversidades em oportunidades de desenvolvimento, o Brasil pode fortalecer suas cadeias produtivas e ampliar sua presença global.
No âmbito interno, ignorar provocações que visam dividir a sociedade e enfraquecer instituições como o STF é fundamental para preservar a coesão nacional.
A transparência na comunicação e o esclarecimento dos reais motivos por trás das tarifas são essenciais para desarmar narrativas externas de desinformação e proteger o Estado de Direito.
Ignorar Trump não é desprezar o seu poder e influência não significa desprezar os Estados Unidos, suas instituições, o seu povo e a sua cultura.
Trata-se de reconhecer que lideranças são passageiras – passageiros também serão os nossos custos políticos e econômicos – e que, mesmo dentro dos EUA, Trump está longe de ser uma unanimidade.
O respeito mútuo entre as nações deve se sobrepor a personalismos e conjunturas políticas temporárias, preservando relações estratégicas e o diálogo construtivo.
É imprescindível, também, que internamente o Brasil abandone de imediato as paixões político-eleitorais e a divisão artificial entre esquerda, centrão, direita e as simplificações entre “os do bem” e “os do mal”.
O país necessita de pensamentos plurais e lideranças agregadoras, capazes de unir a sociedade em torno de objetivos comuns e do interesse nacional.
Bolsonaro, como liderança, se mostrou um personagem antagônico, promovendo a cisão entre brasileiros.
O ex-presidente precisa ser superado e deixado para trás, sem nunca se marginalizar setores da sociedade que ainda o apoiam. E uma análise mais aprofundada sobre as razões do apoio e influência que ainda detém se faz necessária para uma solução verdadeiramente agregadora.
Que aguarde o julgamento do STF, que deve ser absolutamente imparcial — sem indulgência, mas também sem desejo de vingança.
O que se espera é justiça, baseada unicamente nas provas e na legalidade.
Verdadeiramente, exemplos internacionais demonstram que a escolha por soluções construtivas e o fortalecimento de alianças alternativas podem, a médio prazo, reduzir a eficácia de sanções unilaterais e garantir a autonomia nacional.
Ignorar Trump, portanto, não é sinal de fraqueza, mas de maturidade política e compromisso com os interesses maiores do Brasil.
Em tempos de desafios globais, a serenidade e a busca de alternativas inteligentes são as melhores respostas diante de tentativas de ingerência e pressão.
O Brasil, ao focar em soluções construtivas, reafirma sua soberania e sua vocação para o diálogo e o desenvolvimento sustentável.
Conforme reportagem da Folha de Paulo, em abril de 2025 o governador Tarcísio de Freitas surpreendia ao elogiar a postura de Lula diante do tarifaço de Trump.
Em meio ao rebuliço econômico, Tarcísio enxergava nas tarifas um “desafio” que, com diplomacia e criatividade, poderia até se transformar em oportunidade para São Paulo.
O tom era conciliador: reconhecia os impactos negativos, mas valorizava o esforço do presidente em negociar com os Estados Unidos, destacando a importância do diálogo e da busca por soluções conjuntas.
Mas como bons observadores da política nacional já sabem, coerência é artigo raro.
Eis que, passados alguns meses, Tarcísio troca de boné — e de discurso — como quem troca de palheta antes do solo.
De elogios à postura diplomática de Lula, passa a críticas abertas, apontando o governo federal como responsável pelo distanciamento com os EUA e pelos prejuízos à indústria paulista.
O que antes era oportunidade vira obstáculo; o que era diálogo vira cobrança.
“Nada como um tarifaço para testar a elasticidade do discurso político: em abril, era hora de elogiar; em julho, já é hora de culpar e cobrar.”
As falas do governador revelam a mesma habilidade de muitos políticos brasileiros: adaptar o tom ao sabor do vento, vestir a camisa ( o boné ) que mais convém ao momento.
Se o cenário internacional aperta, a culpa é do outro; se surge uma brecha, é hora de capitalizar a narrativa da superação.
Em abril, Tarcísio elogiou Lula por negociar com os EUA e sugeriu que as tarifas poderiam ser uma chance de adaptação para São Paulo.
Agora, critica o governo federal e foca nos prejuízos, abandonando as oportunidades.
No fim das contas, fica a lição: no teatro da política, poucos papéis são fixos.
E Tarcísio, com sua troca de boné, nos lembra que, para alguns, coerência é só um detalhe — o importante é nunca desperdiçar as oportunidades do momento.