04/05/08 às 18:46
Secretário-adjunto favoreceu investigador, diz delegado
Por Marcelo Godoy (AE) –
Por Marcelo Godoy (AE) –
Três números de IDs de rádios de aparelhos da Nextel e o testemunha de dois policiais são as provas que o delegado Nelson Silveira Guimarães pretende apresentar de que o secretário-adjunto da Segurança Pública, Lauro Malheiros Neto, favoreceu o investigador Augusto Pena.
Guimarães diz que afastou o policial sob a suspeita de ele ter seqüestrado Rodrigo Olivatto de Morais, enteado de Marco Camacho, o Marcola.
Mas Pena voltou ao trabalho ativo depois que, segundo o delegado, Malheiros Neto pediu que Pena fosse transferido de Suzano para o Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic).
O secretário nega.
Segundo o policial, Pena foi à sede do Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro) por volta do dia 5 de janeiro de 2007, pouco depois da posse de Malheiros Neto no cargo.
Dizendo-se amigo do secretário, o policial procurou o chefe dos investigadores do Demacro e disse que ele devia liberá-lo para ir trabalhar no Deic.
Pena teria ligado do rádio para Malheiros Neto na frente do policial.
Nessa conversa, passou o número do telefone de Guimarães. Malheiros Neto teria telefonado ao delegado dez minutos depois, pedindo a liberação de Pena para o Deic.
Antes de ir embora, Pena deixou com o chefe dos investigadores os IDs de dois aparelhos da Nextel e deixou nas mãos do policial ainda o ID do aparelho que, segundo Pena, era usado por Malheiros Neto para o caso do chefe precisar de algum favor.
“Eu não tenho problema pessoal com o senhor secretário.
Não quero cargo nenhum.
Apenas contei o que sabia porque os promotores me procuraram e me questionaram”, afirmou o delegado Guimarães.
No sábado(3), Malheiros Neto disse que vai processar o delegado.
Agência Estado
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RESUMO DO CAPÍTULO DE DUAS CARAS:
O Dr. NELSON GUIMARÃES foi convocado pelo Ministério Público com o fim de prestar informes sobre as acusações contra o Investigador PENA.
E perguntado do porquê de o Investigador, em vez de permanecer afastado, acabar promovido para o DEIC, o Diretor do DEMACRO explicou aos Promotores que a remoção se deu em virtude dos pedidos do Secretário-adjunto; no sentido de liberar o funcionário para o DEIC.
É de se presumir com a prévia aquiescência do Diretor do DEIC.
Obviamente – como em qualquer lugar – logo depois alguém leu os relatos e informou a quem de direito.
E – por mera coincidência – o Dr. NELSON GUIMARÃES em seguida perdeu a diretoria.
Sim, mera coincidência.
Com toda a certeza a sua remoção do DEMACRO, por mera rotina administrativa com a finalidade de melhor adequar os recursos humanos, já estava definida.
O SECRETÁRIO-ADJUNTO NÃO LHE PEDIU A CABEÇA POR TER PRESTADO DEPOIMENTO AO ÓRGÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO.
E ALGUÉM DEVE TER TELEFONADO AO Dr. NELSON SE PASSANDO PELO SECRETÁRIO-ADJUNTO.
A MESMA PESSOA QUE – TAMBÉM FALSAMENTE SE PASSANDO PELO Dr. MALHAEIROS – LIGOU PARA UM DOS PROMOTORES DE JUSTIÇA.
ESTÃO QUERENDO ARMAR PARA O ADJUNTO…
SÓ NÃO VÊ QUEM NÃO QUER!
HÁ UM DUAS CARAS NESSA ESTÓRIA.
