https://youtube.com/shorts/B93E_t5ONPY?si=kNJ1s0n5QGsvyXRQ
Também pensei muito antes de escrever estas linhas, justamente para não reproduzir a mesma leviandade do vídeo em que a delegada Raquel Galinatti diz falar “como mulher” – e não como delegada , apesar de , aparentemente , estar no interior de uma repartição pública portando arma e distintivo – para insinuar que a eleição de Erika Hilton, mulher trans, à presidência da Comissão da Mulher seria uma espécie de usurpação.
Ela dramatiza uma suposta “estranheza” com termos como “pessoas que gestam” e acusa o uso de categorias mais amplas ( mulheres trans ) de ser uma “abstração” que apagaria mulheres; fingindo que o problema está na linguagem, quando na verdade é só nojo político travestido de feminismo.
Feminicídio, violência obstétrica e todo o restante da violência de gênero não são monopólio retórico de quem se arvora dona da definição de “mulher”, mas realidades que o Estado tem a obrigação de enfrentar, inclusive quando atingem mulheres trans; reduzir isso a medo de “perder espaço” revela mais sobre o ego de certas autoridades do que sobre a realidade das vítimas. No caso é apenas vontade de conquistar espaço!
Pensei muito, sim, e continuo convencido de que abstração ; ou, para ser literal, aberração mortal, ética e intelectual não é a existência de Erika Hilton nem das mulheres trans, mas o discurso – eleitoreiro intempestivo – de Raquel Galinatti, que tenta apagar pessoas concretas em nome de um monopólio imaginário sobre a palavra mulher .
Destaco: ela – delegada de roupinha de couro – trocou aberração por abstração , no contexto do seu “tictoc” pré-eleitoral , sutilmente manipulados como sinônimos…
Será que a delegada Raquel não seja uma mera abstração diabolicamente construída por interesses pessoais …
Uma aberração funcional !
E todos sabem que não se preocupa com a carreira …nunca se preocupou , assim como tantos e tantos outros .
Mais um caso de vocação tardia na carreira dos Delegados…
Assim como não se preocupa com as mães de filhos trans…
Fala teoricamente sobre as mulheres , mas nunca teve filhos !
Será que mulher sem filhos pode ser tratada como mulher abstrata?