Uma proposta de “Intervenção na Segurança Pública” que o governo não é capaz de fazer por falta de coragem, falta de competência e por envolvimento…Que nenhum PM culpe a PC! 4

Qualquer proposta de intervenção na segurança pública  traz à tona um debate intenso sobre a atuação das Forças Policiais,  Corregedorias , Justiça Militar e a Comum ; mais  a necessidade de reformulação nas práticas de segurança no Brasil.

Abaixo, apresento, sem pretensão de autoridade,  uma análise superficial  dos principais pontos que devem ser levantados:

Fim da Justiça Militar Estadual.

A proposta de acabar com a Justiça Militar Estadual e submeter todos os policiais infratores a juízes comuns, mesmo em casos de “morte em decorrência de intervenção militar” (“sic”, tal título foi criado para a diminuição do índice de homicídios , já que boa parte era a tal “resistência seguida de um morto” )   , é uma mudança inegociável, imprescindível e inadiável!

A maior Comarquinha do Mundo , além de a mais cara é a mais corrupta; no sentido de prevaricadora indulgente!

Essa medida busca a responsabilização aumentada de  policiais que cometem excessos ou abusos de poder, os quais  seriam responsabilizados da mesma forma  processual do que qualquer cidadão sem quaisquer influências corporativistas.

Por um Juiz !

O  que pode aumentar a responsabilidade institucional.

Fim da benevolência do Júri e  a indulgência de turmas de militares formadas por vogais ( representantes ) classistas.   

Ao transferir esses casos para a Justiça Comum, acreditamos que haverá maior transparência e que os processos poderão ser mais rigorosamente acompanhados pela sociedade.

E tudo que se quer na Segurança Pública é Transparência e Justiçabilidade

Ações da PM Sob Solicitação Popular…Só 190, supervisionado por civis concursados !

Tal proposição ,  limita a atuação da Polícia Militar (PM) a solicitações diretas da população, via 190, sinaliza uma tentativa de controlar a presença policial em comunidades menos afetadas pela criminalidade.

Ordens de serviço expressas e antecipadas , salvo aquelas urgentes avalizadas pelo Comando de Área .

Redução de abordagens arbitrárias , com fim de estigmas e  estereótipos  , tal restrição pode reduzir intervenções indesejadas em comunidades onde a criminalidade é baixa, evitando abordagens que podem gerar tensões e desconfiança entre a população e a polícia.

Se a população souber que a PM só atuará mediante demanda, isso pode levar a um aumento da confiança da comunidade nas forças de segurança. Aumentando a confiança comunitária.

Acabar com as críticas da PM acusando a Polícia Civil de envolvimento com o crime organizado.

Nada mais falso!

A PM mais violenta e mais envolvida com o crime organizado do que a Polícia Civil é uma constatação  que reflete as estatísticas processuais e a preocupação crescente entre ativistas e especialistas em segurança pública.

A PM é dona das ruas e das biqueiras!

Esta é a percepção da população !

E a  percepção negativa sobre a PM resultou  no  distanciamento entre a população e a instituição, o que, por sua vez, dificulta o trabalho de prevenção e resolução de crimes.

Como pode policiais militares da ROTA fazendo segurança de delator do PCC ?

E nada adianta o Secretário de Segurança tentar esconder!

Implementar essas propostas não será isento de desafios.

Só muita humildade e coragem!

No entanto,  como está não dá para ficar!

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Rcguerra – Flit Paralisante

Mudança de discurso sem ações concretas…E sobre salário dos Operacionais e Praças fala nada! 2

O governador Tarcísio de Freitas, em um giro retórico digno de aplausos, tem se mostrado um verdadeiro camaleão verbal.

Não estou nem aí, nem aqui e nem vi nada! 

Admitiu, com ares de confissão, que estava “completamente errado” em sua resistência às câmeras corporais.

Entretanto , sem ações concretas , tal  revelação soa mais como uma tentativa de salvar a própria pele do que um compromisso com a transparência.

De fato, reconheceu que seu discurso de campanha , ao invés de ser um bálsamo, se tornou um veneno que alimentou a escalada da violência policial.

Diga-se, um reconhecimento tardio, mas bem-vindo, embora não suficiente para apagar os estragos já causados.

As vítimas não serão ressuscitadas!

E muito dificilmente policiais militares são punidos por ações violentas contra cidadãos pobres.  Aliás, nem cidadãos ricos!

Lembrem do caso ROTA 66.  

Está certo que declarou que é preciso fazer a “contenção” da Polícia Militar e mudar o discurso do governo sobre a tropa.

Mas será que isso é mais do que palavras ao vento?

Por enquanto ,  essas declarações soam como um eco distante de uma verdadeira mudança.

 O governador parece mais preocupado em mitigar os danos à sua imagem política do que em implementar reformas estruturais que realmente façam a diferença.

Durante menos de dois anos sob sua gestão, os números falam por si:

As mortes causadas por policiais militares dispararam 80%. Um aumento alarmante que não pode ser ignorado.

O salto de 355 para 702 mortes cometidas por agentes entre 2022 e 2024 é simplesmente estarrecedor.

E os casos recentes de abuso policial — como o assassinato brutal de um estudante de medicina desarmado e o ato covarde de jogar uma pessoa de uma ponte — ganharam notoriedade negativa nas redes sociais e na imprensa.

Mas há centenas de crimes da PM que ainda permanecem encobertos!

Paradoxalmente , apesar da manifestação de intenções , mesmo diante desse cenário caótico, Tarcísio mantém em seus cargos figuras controversas:

Guilherme Derrite continua como Secretário de Segurança Pública, um lacrador desde seus tempos no Barro Branco, flagrantemente mais interessado em sua própria imagem do que no bem-estar da sociedade.

Nico, um delegado cuja competência é frequentemente questionada internamente, é mais visto como um “carcereiro midiático” do que um verdadeiro agente da lei.

Dizem até que ele é um grande empresário do ramo da pizza com cerveja — talvez seja esse o verdadeiro foco dele.

O governador  afirma que “vai confiar no seu time” e não planeja mudanças na Secretaria da Segurança Pública ou na Polícia Militar.

Diga-se, um time de terceira divisão, onde quem realmente possui mérito foi escanteado e cangalhado pelos dois secretários e respectivos grupos políticos.  

Um time bolsonarista!

Enfim, por ora, Tarcísio parece estar mais preocupado em se livrar da reprovação pelos recentes acontecimentos do que em enfrentar a complexa realidade da segurança pública em São Paulo.

Sua mudança de postura é uma reação às crescentes críticas e não um plano concreto para resolver os problemas estruturais nas forças policiais do estado.

Salário que é bom, nada fala!

 

Deputado Reis: Problemas nas instituições policiais 4

Deputado abordou os seguintes assuntos no grande expediente de hoje na sessão plenária: Confusão entre os diretores do DEIC da ACADEPOL; Policiais Penais enviaram ofícios pedindo a bonificação de resultado. A Polícia tem que agir dentro da regularidade, nós da direita apoiamos a polícia sempre, mas não está certo a polícia agir de forma cruel e brutal com a população. O STF determinou o uso obrigatório de câmeras por policiais.