Arquivo diário: 28/11/2017
Ministério Público vazou investigação e denúncia para a Rede Globo com a finalidade de causar clamor público e forçar Presidente do Tribunal de Justiça a decretar prisão de policiais civis de São José dos Campos 26
Inconformados com o indeferimento dos requerimentos de prisões preventivas e buscas e apreensões em desfavor dos policiais civis de São José dos Campos, o GAECO daquela região interpôs recurso em sentido estrito objetivando a reforma da sentença da Juíza de 1ª instância; concomitantemente a medida cautelar incidental com pedido liminar endereçada ao Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo.
Ora, está mais do que na cara que as reportagens da Rede Globo, exibidas nacionalmente, tiveram a finalidade de pressionar o Presidente do Tribunal de Justiça no sentido de que se vergue ao MP do Vale do Paraíba; já que reportagens do Fantástico e outros noticiários rotineiramente se transformam em ordens para que o Judiciário faça a vontade da população insuflada pela matéria instrumentalizada pelo Ministério Público.
Tal fato já virou rotina.
Matéria da Globo – em parceria com o MP – não pode ser contrariada , sob pena de o Juiz acabar desmoralizado publicamente.
Observem que o recurso acima foi subscrito no dia 17 e já no dia 23 de novembro ganhava matéria da Rede Globo.
Ah, mesmo com a decretação de sigilo processual! E deslavadamente com trechos da sentença da Juíza que indeferiu as prisões e decretou o segredo de justiça.
Quem levou os autos para os jornalistas?
A Juíza não foi; os acusados muito menos, não é?
Com efeito, os policiais acusados devem – imediatamente – processar cada um dos promotores por perdas e danos morais.
Embora, infelizmente, ao jornalista do caso – para não comprometer nenhum membro do MP – será assegurado o sagrado direito de sigilo da fonte; se os agravados pela quebra do sigilo fossem promotores o autor da matéria já estaria sendo processado e obrigado a informar o nome de quem vazou sob pena de cadeia por concorrer a crime contra a Justiça!
Gente hipócrita!





