Gaeco e PM da Baixada Santista continuam sua cruzada contra o crime organizado e fecham mais um Bingo 46

Bingo clandestino é fechado em ação do Gaeco e PM em Santos

O imóvel identificado fica na Rua Mato Grosso, 460

DE A TRIBUNA ON-LINE @atribunasantos
20/09/2017 – 17:11 – Atualizado em 20/09/2017 – 18:04
Local, que funcionava em um casa no Boqueirão, foi lacrado (Foto:Alberto Marques / AT)

A Polícia Militar e o  Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) fecharam  uma casa de bingo clandestino, em Santos, nesta quarta-feira (20).  O imóvel identificado fica na Rua Mato Grosso, 460, Boqueirão.

No local, foram identificadas 35 máquinas. Doze pessoas estavam no estabelecimento no momento da chegada dos agentes. Uma delas se apresentou como responsável e 11 estavam jogando.

A equipe da Secretaria Municipal de Serviços Públicos já está no local para lacrar o imóvel. Os alimentos e bebidas encontradas no local serão  levadas ao Fundo Social de Solidariedade.

Polícia Civil de Itanhaém fecha laboratório do PCC , prende gerente do tráfico e apreende 33 quilos de cocaína 10

Polícia descobre laboratório de drogas em Itanhaém

Local era usado para o preparo dos entorpecentes que abasteciam os pontos de venda da Cidade

EDUARDO VELOZO FUCCIA
22/09/2017 – 08:00 – Atualizado em 22/09/2017 – 08:00
Foram apreendidos 33 kg de cocaína, além de insumos para preparo da droga (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da Itanhaém descobriram um laboratório destinado ao preparo de drogas, na quarta-feira (20) à tarde, e prenderam no local Clauber Lopes dos Santos, o Da Leste, de 34 anos.

O laboratório fica na Rua Califórnia, no Jardim Coronel, e foi descoberto após os policiais seguirem o Corsa prata de Da Leste. Segundo informações, um carro desse modelo era usado por um marginal responsável por abastecer pontos de tráfico em Itanhaém.

Os investigadores Mário Augusto, Luciano Cesar, Gabriel Dante, Fernando Lima e Claudinei Souza não entraram no laboratório de imediato. Eles se revezaram para monitorar o lugar e verificar se mais pessoas ali chegariam.

Porém, volta das 15 horas de quarta-feira, eles decidiram entrar em ação, porque perceberam que Da Leste estava na iminência de sair do imóvel. Apontado como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC), o acusado não reagiu ao ser preso.

Apreensões

Dentro da casa havia 33,2 quilos de cocaína, além de insumos destinados ao preparo do entorpecente, como lidocaína, cafeína, éter e citrato de fentanila. Também foram apreendidas lâmpadas potentes usadas na secagem da droga e máscaras para a proteção respiratória do acusado. A delegada Evelyn Gonzalez Gagliardi autuou Da Leste em flagrante.

Policial da DISE da Seccional de São Bernardo emboscado por traficantes tem alta hospitalar 3

Policial baleado por fuzil tem alta hospitalar

Daniel Tossato
Do Diário OnLine

O policial civil que foi baleado quando chegava em casa na madrugada do dia 6 de setembro, recebeu alta hospitalar na última sexta-feira, e seu quadro é estável. Identificado como Éder Donizete, 47 anos, o agente de segurança foi alvejado por dois tiros, um na região do tórax e outro no abdômen. As informações são da Secretaria de Segurança do Estado de São Paulo.

No dia da ocorrência, o policial chegava em sua residência, na Rua Euclides da Cunha, no Centro de São Bernardo, quando um homem armado começou a disparar de dentro de um veículo Hyundai cinza. O suspeito utilizava um fuzil modelo 556, de uso exclusivo das forças armadas.

O policial chegou a revidar, mesmo enquanto estava no chão e chegou a acertar o automóvel, que segundo o agente civil, ficou perfurado. Os criminosos, então, seguiram para a Rua Santa Aurélia, no bairro Ipiranga, na Capital, onde queimaram o veículo na rua.

Segundo o delegado titular da Seccional de São Bernardo, Aldo Galiano, o policial opera na Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) e tem combatido o tráfico de drogas. “A Dise realizou grandes apreensões de drogas nos últimos dois anos. É bem possível que tenha sido uma retaliação”, afirmou.

À época, a polícia chegou a colocar uma escolta na frente da casa do agente para evitar que os suspeitos retornassem à residência.

Lava devagar na PM – Matéria do “El País” insinua que o deputado Álvaro Camilo ex-comandante da Polícia Militar no estado de São Paulo recebeu dinheiro roubado do povo paulista 30

‘Lava Jato’ na PM de SP: coronel detalha desvio milionário e envolve outros 18 coronéis

Em carta obtida pelo EL PAÍS, ele apresenta roteiro do que pretende delatar sobre esquema que desviou mais de 200 milhões entre 2005 e 2012. Um deputado estadual é citado

Um tenente-coronel promete revelar as entranhas e os beneficiários de um esquema que desviou mais de 200 milhões de reais da Polícia Militar de São Paulo. Detido desde março no presídio militar Romão Gomes no Tremembé, zona norte de São Paulo, o tenente-coronel José Afonso Adriano Filho negocia um acordo de delação premiada com o Ministério Público do Estado de São Paulo.

Nos corredores do Tribunal de Justiça Militar de São Paulo, o caso é apelidado de Operação Lava Jat‘ da PM. Isso tanto pelo valor desviado quanto pela alta patente dos beneficiários e envolvidos. Além de tentar um acordo com o Ministério Público, o tenente-coronel escreveu uma carta, enviada à Corregedoria da Polícia Militar, em que tenta demonstrar uma espécie de lealdade à corporação e dá um roteiro do que pretende delatar.

No documento, obtido pelo EL PAÍS, Adriano levanta suspeitas de que 18 coronéis e um deputado estadual receberam recursos desviados da Polícia Militar. Ao longo de 15 páginas, o coronel se diz disposto a colaborar com investigações e sugere à Corregedoria que faça determinadas perguntas a essas 19 pessoas. Informa também que parte dos “documentos comprobatórios” de suas denúncias estão em um pendrive e um CD apreendidos pela polícia quando foi preso. Diz até que “depósitos bancários foram efetuados em dezenas de vezes, para atender a demanda desses oficiais, em épocas distintas, para diversos fins”. Mas o coronel reclama do que chama de “total parcialidade” da Corregedoria da PM. Para ele, a investigação da corporação poupou oficiais mais graduados.

Em carta, o coronel José Afonso Adriano Filho menciona
Em carta, o coronel José Afonso Adriano Filho menciona “depósitos bancários” para atender a demandas de coronéis que pretende delatar DANIEL HAIDAR EL PAÍS

No fim de agosto, Adriano foi condenado pelo Tribunal de Justiça Militar de São Paulo à perda de patente e de aposentadoria. Ainda responde a uma ação penal por peculato e é investigado em mais de 20 inquéritos. Adriano tenta uma delação premiada para receber punição mais branda em troca de revelações às autoridades.

Até se aposentar em outubro de 2012, Adriano trabalhou mais de 12 anos no Departamento de Suporte Administrativo do Comando-Geral da Polícia Militar de São Paulo. Fez boa parte da carreira no setor, que é responsável por compras e licitações na corporação. Esteve lá em gestões de sucessivos comandantes da PM e de vários secretários de Segurança nos governos de Geraldo Alckmin (PSDB), Alberto Goldman (PSDB) e José Serra (PSDB). Algumas aquisições do Departamento de Suporte Administrativo precisam ser aprovadas pelo comandante-geral da PM e até pelo secretário estadual de Segurança Pública. Nas investigações da Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo, até agora foram identificados desvios e fraudes em mais de 200 compras entre 2005 e 2012, com mais de 20 fornecedores envolvidos – incluindo empresas de fachada.

O jornal Folha de S. Paulo revelou em 2015 que as investigações começaram restritas aos anos 2009 e 2010, mas foram ampliadas depois das reportagens do jornal. Ainda assim, o único punido até agora foi o tenente-coronel Adriano.

Ele acabou preso preventivamente depois que um outro investigado disse em depoimento à Corregedoria da PM que foi ameaçado. De acordo com esse investigado, o coronel Adriano lhe falou para “ficar com o bico calado, pois estava mexendo com peixe grande”. A prisão foi decretada pelo juiz Marcos Fernando Theodoro Pinheiro, que assumiu um dos inquéritos contra Adriano depois que o juiz José Álvaro Machado Marques, inicialmente responsável pelo caso, se declarou impedido para julgar o coronel. O capitão Dilermando César Silva, subordinado de Adriano no departamento de compras, também foi preso, mas responde a processo em liberdade.

Autoridades que acompanham o caso temem que o esquema não seja totalmente investigado pelo Ministério Público e pela Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo. Procurado, o corregedor da PM, coronel Marcelino Fernandes, não quis dar explicações sobre o andamento das investigações das denúncias mencionadas na carta de Adriano. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo disse que “foi instaurado um Inquérito Policial Militar para apurar os fatos. O IPM está em segredo de Justiça, motivo pelo qual detalhes da investigação não podem ser passados”.

Como envolve pelo menos uma autoridade com foro privilegiado, um deputado estadual, a negociação da delação premiada de Adriano depende do aval do procurador-geral de Justiça de São Paulo, Gianpaolo Smanio. O Ministério Público informou que a proposta de colaboração premiada está sendo avaliada. “No momento, as informações estão sob análise, não cabendo ao MPSP tecer qualquer tipo de consideração sobre tais tratativas”, afirmou, em nota.

https://brasil.elpais.com/brasil/2017/09/21/politica/1505958460_055385.html

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A matéria quando deixa de mencionar o nome do deputado supostamente envolvido nessas fraudes, acaba indiretamente prejudicando a imagem dos dois outros coronéis deputados PMs:  Paulo Telhada ( ROTA )  e Edson Ferrarini ( na reserva há décadas ). 

Assim, visando o esclarecimento dos eleitores deve ficar claro – sem prejulgar –  que o único deputado da PM que foi responsável pelo setor de finanças do órgão trata-se de Álvaro Camilo, ex-comandante geral.