Moção de apoio à Polícia Civil ; especialmente aos policiais do DEIC 16

06/09/2017 – Moção de apoio aos Policiais do DEIC

comunicado

O sacrifício da própria vida em prol da segurança do cidadão é o juramento primordial do policial civil. Pela Lei e pela Ordem, ele deixa o conforto do lar e o seio familiar sem a certeza de que irá retornar, preparado para atender ao cumprimento do dever sob qualquer que seja a circunstância. Dito isso, é importante que a operação realizada pela Polícia Civil no último domingo, 27, seja analisada sob uma ótica sóbria e imparcial.

Em primeiro lugar, deve-se ressaltar que a investigação é a matéria-prima do trabalho empenhado pela Polícia Civil, envolvendo a competência e o profissionalismo de homens e mulheres preparados e bem treinados. Esse é um efetivo que movimenta um grande esforço de logística, estratégia, paciência e pontualidade, uma vez que os trâmites que orbitam a investigação são indispensáveis para que os casos tenham um desfecho definitivo e justo junto à Justiça. Por outro lado, esse trabalho também precisa atender aos anseios da população, já tão farta da insegurança e da impunidade que assolaram as instituições do país.

Para além, o entendimento dos fatos ocorridos no confronto do Morumbi precisa considerar que aquela era uma quadrilha investigada há meses pelos policiais, tida como perigosa, bem armada e de atuação criminosa constante. A operação policial, ainda assim, iniciou-se partindo do pressuposto de que o confronto deveria ser evitado a todo custo, pensando-se sobretudo nas vidas dos policiais e dos cidadãos envolvidos nas localidades do evento.

A equipe policial foi então recebida, após perseguição, pela iminência de uma tentativa de atropelamento provocada pelos criminosos, seguida de uma troca intensa de tiros. Em nenhum momento, os policiais agiram como executores. Pelo contrário, estavam lutando por suas vidas em uma frente de combate restrita e improvisada. É preciso que isso fique claro, uma vez que o caso despertou dúvida, susto e, infelizmente oportunismo em alguns setores da sociedade e da imprensa. Não houve falta de preparo ou cuidado, não houve qualquer reação exacerbada e muito menos descaso aos moradores ali próximos. A possibilidade de confronto é sempre presente nesse tipo de operação, cabendo aos policiais envolvidos o uso da força restrito à proteção de seu efetivo durante os procedimentos, bem como sua suspensão no imediato momento em que a vida de algum civil estiver em risco.

Além disso, os policiais do Departamento de Investigações Criminais, o DEIC, tiveram trabalho reconhecido e congratulado pela própria população ali presente, que os recebeu com alívio e gratidão, apesar dos momentos dramáticos que antecederam o fim da operação.
Portanto, é de suma relevância que se reitere que a atuação da Polícia Civil se deu para a preservação das vidas de seu efetivo, conduzida, ainda que em situação de emergência, para que os riscos fossem ponderados e firmemente considerados, em especial no caso da presença de civis alheios à operação. Nenhum policial ali presente se felicitou com o confronto. Não há homem ou mulher que enxergue alegria na possibilidade de não poder retornar à segurança do lar e da família.

A Polícia Civil tem consigo, na figura do delegado de polícia, a primeira garantia dos direitos do cidadão. Valor que estima, resguarda e leva adiante junto a seus profissionais de todas as carreiras. O cumprimento do dever passa de maneira inexorável pela manutenção da Lei e da Ordem realizada com empenho e alinhamento aos princípios mais básicos da Constituição.

O ciclo completo é da Polícia Civil ; a população apontou o caminho para a Instituição: limpar a área com inteligencia e sem ódios…140 tiros foi pouco ! 50

Suspeitos mortos em confronto com a polícia em SP foram baleados 140 vezes

Dez homens trocaram tiros com policiais civis no Morumbi. Um deles foi atingido por 33 disparos, segundo boletim de ocorrência.


Por G1 SP, São Paulo

05/09/2017 14h32  Atualizado há 6 horas

Corpos de integrantes de quadrilha que assaltava casas no Morumbi (Foto: Divulgação/Polícia Civil)Corpos de integrantes de quadrilha que assaltava casas no Morumbi (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Corpos de integrantes de quadrilha que assaltava casas no Morumbi (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

De acordo com o BO, apenas um dos ladrões foi atingido por um único disparo – na nuca. Todos os outros foram baleados ao menos três vezes. Dois dos mortos utilizavam coletes à prova de bala, que não foram capazes de impedir que eles fossem alvejados mais de oito vezes cada.

O tiroteio deixou marcas em imóveis do bairro, nos carros usados pelos bandidos e pela polícia, e em um veículo que estava estacionado na rua e não tinha nada a ver com a história.

Carro usado pelos bandidos foi alvejado e colidiu contra poste no Morumbi (Foto: Reprodução/TVGlobo/Almir Padial)Carro usado pelos bandidos foi alvejado e colidiu contra poste no Morumbi (Foto: Reprodução/TVGlobo/Almir Padial)

Carro usado pelos bandidos foi alvejado e colidiu contra poste no Morumbi (Foto: Reprodução/TVGlobo/Almir Padial)

Moradores da região contam que o confronto começou pouco depois das 19h e durou quase 20 minutos. Alguns pensavam se tratar de fogos de artifício. Um dos vizinhos registrou o som da troca de tiros em um vídeo.

Até o momento, não há relato de integrantes da quadrilha que tenham sobrevivido e fugido. Ainda assim, as vítimas do roubo que antecedeu o tiroteio relataram que não conseguiram recuperar cerca de R$ 5 mil e dois relógios levados pelo bando. Elas reconheceram parte dos mortos como os autores do crime. Os dez já foram identificados.

Placas sinalizam onde estão parte das dezenas de cápsulas deflagradas no tiroteio do Morumbi (Foto: Will Soares/G1)Placas sinalizam onde estão parte das dezenas de cápsulas deflagradas no tiroteio do Morumbi (Foto: Will Soares/G1)

Placas sinalizam onde estão parte das dezenas de cápsulas deflagradas no tiroteio do Morumbi (Foto: Will Soares/G1)

Investigação e confronto

Segundo a Polícia Civil, os bandidos integravam uma quadrilha especializada em roubos a residência que vinha sendo monitorada havia mais de um ano por suspeitas de atuação na região. Eles já teriam promovido ao menos 20 assaltos do tipo. Em um deles, em agosto, a vítima foi um desembargador.

O confronto aconteceu no bolsão residencial formado pelas ruas Pirapó, Pureus, Melo Morais Filho e Santo Eufredo. Corpos baleados podiam ser encontrados nas três vias. Os criminosos estavam em dois carros – um Hyundai Santa Fé e um Fiat Toro – e tinham acabado de deixar uma casa da vizinhança quando foram cercados pela polícia.

Na casa em questão haviam quatro pessoas. Os bandidos renderam os moradores e tentavam abrir um cofre quando foram avisados por comparsas sobre uma movimentação suspeita do lado de fora do imóvel. Eles desconfiaram que era a polícia e abortaram o roubo, deixando para trás parte dos pertences que já estavam separados.

Carro usado por bandidos colidiu contra viatura descaracterizada da polícia (Foto: Will Soares/G1)Carro usado por bandidos colidiu contra viatura descaracterizada da polícia (Foto: Will Soares/G1)

Carro usado por bandidos colidiu contra viatura descaracterizada da polícia (Foto: Will Soares/G1)

República sindicalista – Gilmar Mendes afirma que o único mérito de Janot foi ser ex-presidente de associação para que se tornasse procurador-geral da República…Verdade, o inimigo geral dos delegados de polícia se ferrou na mão da Polícia Federal 13

Gilmar Mendes diz que houve obstrução na delação da JBS

Ministro do STF criticou atuação da Procuradoria e apontou erros no acordo, como a falta de perícia nos áudios

Da Redação Com Rádio BandNews FM – 5/09/2017 – 19:37 Atualizado em 5/09/2017 – 21:21

Gilmar Mendes: Procuradoria parece querer superar PF (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

O ministro Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes disse que as revelações feitas na segunda-feira (4)  pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, configuram um caso de obstrução de Justiça.Em entrevista ao jornalista Reinaldo Azevedo no programa O É da Coisa, da Rádio BandNews FM, o ministro criticou a Procuradoria e afirmou que o órgão parece ter vontade de superar o trabalho da Polícia Federal.

O magistrado citou erros na delação premiada de executivos da JBS, como, por exemplo, deixar de fazer uma perícia nos áudios fornecidos.

“Isto é um vexame, qualquer estudante de nossas academias se sente constrangido, A polícia Federal ri deste vexame que também envolveu o Supremo Tribunal Federal”, ironizou Mendes.

Gilmar Mendes também disse que o Supremo Tribunal Federal tem sido complacente com as atitudes de Rodrigo Janot, criticando a postura do procurador.

“Certamente nos rebaixamos tanto por conta deste modelo de república sindicalista, que permitiu que um sindicalista, cuja maior nota no currículo é ser ex-presidente de associação se tornasse procurador-geral da República”, disse o ministro.

“O próprio Supremo, vamos dizer claramente, foi de alguma forma complacente com os abusos desse senhor e de seu grupo que, claro, tinha um projeto político: assumir a supremacia de toda a ordem institucional. É evidente isso.

Ele também revelou que ficou perplexo com tantos desmandos, ao se referir à gravação que mostra que havia a intenção de conseguir com o ex-ministro da Justiça José Eduard Cardozo elementos para prejudicar ministros do STF.

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Confira trechos dos novos áudios da JBS