Amigo dos amigos: Polícia Militar de São Paulo fará a segurança pessoal do Ministro Alexandre de Moraes…( Tá certo, a PF é amadora e traiçoeira, morde a mão de quem lhe alimenta! ) 64

Ministro da Justiça tira a Polícia Federal de sua segurança

Alexandre de Moraes forma equipe pessoal com policiais militares da Força Nacional; segundo assessores, ideia é fazer revezamento para ‘prestigiar todas as forças’ da pasta

Ricardo Galhardo e Fabio Serapião,
O Estado de S.Paulo

13 Outubro 2016 | 05h00

BRASÍLIA – O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, decidiu substituir sua segurança pessoal, até agora a cargo da Polícia Federal, por policiais militares que integram a Força Nacional de Segurança. Segundo assessores, a ideia é fazer um revezamento entre PF e Força Nacional para “prestigiar todas as forças” da pasta.

Foto: Divulgação
Alexandre de Moraes é ministro da Justiça do governo Temer

Alexandre de Moraes é ministro da Justiça do governo Temer

A decisão, no entanto, causou desconforto entre policiais federais que viram a substituição como um sinal de desprestígio da corporação. Segundo fontes da PF, apenas um policial federal será mantido na equipe de segurança do ministro. Todos os outros serão PMs. O Estado apurou que a maior parte é proveniente de São Paulo, onde Moraes foi secretário da Segurança Pública na gestão do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Em conversas reservadas, delegados e agentes da PF questionam a medida lembrando que a corporação tem a prerrogativa legal de cuidar da segurança de ministros conforme a Lei 4.483/64. Questionam ainda a legalidade do uso da Força Nacional, uma vez que nem a lei que determinou sua criação nem a portaria que normatiza sua atuação preveem a atuação do grupo na proteção de autoridades.

Criada em 2004, no governo Luiz Inácio Lula da Silva, a Força Nacional é composta por PMs de todos os Estados da Federação que recebem treinamento específico para atuar em situações geralmente emergenciais como risco à ordem pública e catástrofes ambientais.

Já a PF possui um Núcleo de Segurança de Dignatários (NSD), com sedes em Brasília, Rio e São Paulo, que tem policiais especialmente treinados para a função.

Polêmicas. Desde que assumiu o ministério, em maio, Moraes protagonizou polêmicas em relação à PF. Logo no início da gestão, ele se recusou a receber representantes dos delegados da instituição que solicitavam mudanças no critério de escolha do diretor-geral.

Setores da corporação criticam o estilo “midiático” do ministro que chegou a aparecer cortando pés de uma plantação de maconha. Em setembro, Moraes comentou, em uma conversa com eleitores de Ribeirão Preto, sobre uma nova fase da Operação Lava Jato. O Ministério da Justiça informou que não comenta informações sobre a segurança do ministro.

Escolta de presos sempre foi atribuição – ” exclusiva e privativa ” – da Polícia Civil; qualquer recuo é fraqueza do Governo Estadual 47

Polícia Civil vai escoltar preso no interior de São Paulo

Segundo determinação da Secretaria da Segurança Pública, agentes terão de ficar no fórum até o fim da audiência; antes, detento era entregue à PM 

Alexandre Hisayasu,
O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO – A Secretaria da Segurança Pública (SSP) determinou que policiais civis do interior e da Grande São Paulo também façam a escolta de presos durante as audiências de custódia em fóruns criminais. Na prática, isso significa que o policial vai ficar até o final dos procedimentos judiciais. Antes, ele deixava o preso no fórum, que ficava sob escolta da Polícia Militar, e voltava para a delegacia.

Foto: NELSON ANTOINE/FOTOARENA/PAGOS
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Medida não prejudicará atendimento, diz governo

A Resolução 102 foi publicada no dia 8 e é assinada pelo secretário da Segurança, Mágino Alves Barbosa Filho. No texto de cinco artigos consta que “no interior do Estado e na Grande São Paulo, a apresentação do preso provisório à autoridade judiciária, para realização de audiência de custódia, será feita pela Polícia Civil, sendo que ao menos um policial civil deverá permanecer no fórum até o término das audiências para adoção de providências de polícia judiciária”.

Barbosa Filho determina também que todas as movimentações do preso dentro do fórum devem ser acompanhadas pela PM. Depois da audiência, caso a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) não tenha meios para transportar o preso até o Centro de Detenção Provisória (CDP), a tarefa fica também com a PM.

A resolução é uma tentativa de acalmar os ânimos entre as duas corporações. PMs estariam insatisfeitos em cuidar exclusivamente da escolta do preso, pois consideram este serviço da Polícia Judiciária. Do outro lado, policiais civis alegam que, diante da falta de efetivo nas delegacias, deslocar um investigador para ficar o dia inteiro no fórum vai prejudicar ainda mais as investigações.

O presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), Renato Sérgio de Lima, disse que o ideal seria saber quais os motivos alegados pela SSP para adotar essa resolução. “Concordo que a Polícia Civil sofra de carência grave de efetivo, porém, qual é o seu projeto de gestão? Me parece que, em vez de liberar mais policiais para as ruas, você acaba amarrando mais agentes para cumprir as mesmas funções. É o uso de recursos de maneira pouco eficiente”, afirmou.

Regra. Em nota, a SSP informou que não há nova regra e que o procedimento já é adotado desde 2015. A pasta diz também que “a Polícia Civil é responsável por escoltar os presos que serão submetidos a audiência de custódia das delegacias até o fórum, onde são entregues à PM” e que, “caso a prisão seja mantida, ele deverá ser levado à unidade prisional por escolta da Secretaria de Administração Penitenciária. Se o local não for provido deste serviço pela SAP, a PM fará o transporte”.

A SSP não cita o parágrafo 1 da Resolução 106, que determina que o policial civil fique até o final da audiência, fato que não ocorria antes. A pasta afirmou que a medida não trará prejuízo no atendimento à população.

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Paralisação inofensiva…Uma hora a mais , uma a menos tanto faz…Policial civil – PARALISADO – é como bancário: só adianta o lado do banqueiro! 37

Policiais Civis paralisam serviços por uma hora nesta quarta-feira

Categoria vai parar em forma de protesto pelas condições de trabalho

DE A TRIBUNA ON-LINE
18/10/2016 – 16:54 – Atualizado em 18/10/2016 – 18:30

Policiais civis vão paralisar nesta quarta-feira (19)  durante uma hora, das 12 às 13 horas, em forma de protesto. Durante esse período, os serviços nas delegacias serão interrompidos para que a sociedade fique ciente dos problemas enfrentados por esses trabalhadores.

Chamada de Operação Nocaute, a paralisação acontecerá em nível estadual com a participação da Associação dos delegados do Estado de São Paulo e os sindicatos dos policiais civis de Santos, Presidente Prudente e Bauru. Em Santos, a concentração está marcada para o Palácio da Polícia (Deinter 6), na Avenida São Francisco, 136, no Centro. Na ocasião, representantes do Sindicato dos Policiais Civis de Santos e Região (Sinpolsan) vão distribuir informativos para a população.

“Vamos pedir melhores condições de atendimento à população e de trabalho para a categoria. Um dos nossos objetivos também é alertar as pessoas de que se a delegacia não atende a contento, a culpa não é nossa, mas sim do administrador, nesse caso os governantes. Também queremos sensibilizar o governo para que resolva os problemas, apesar de sabermos que o governo não considera prioridade serviços essenciais como segurança, saúde e educação”, afirmou o presidente do Sinpolsan, Marcio Pino.

Não é de hoje que o Sinpolsan tem buscado um novo cenário para os policiais civis. Ações na justiça, reuniões com parlamentares, protestos e mobilizações integram a luta do Sindicato, que está longe de desistir. “Após esse manifesto, vamos ver os novos rumos a serem tomados. Provavelmente, outras manifestações irão ocorrer”, disse Pino.