Publicado em 31 de ago de 2016
Hoje, no plenário, me posicionei contrário ao Promotor Amauri que enfatizou, injustamente, a participação do Dr. Clemente Calvo Castiglioni no vazamento de informações de investigações contra policiais do GAECO de Campinas.
Arquivo diário: 31/08/2016
Maquineiro contrata PM para executar chefe de gabinete da prefeitura de São Vicente 12
Munição utilizada contra atentado em São Vicente é da PM
O cartucho faz parte de um lote distribuído ao Comando de Policiamento do Interior-6 (CPI-6)
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| Fechamento de casa noturna seria o motivo do atentado (Foto: Luigi Bongiovanni) |
A munição utilizada no atentado contra Humberto de Araújo Santiago, de 39 anos, chefe de gabinete do vice-prefeito de São Vicente, pertence a um lote encaminhado à Polícia Militar.
A certeza decorre da pesquisa da numeração de uma cápsula de calibre .40. Sem disparar, ela foi ejetada intacta da pistola de um dos dois executores da tentativa de homicídio, porque a arma falhou.
O cartucho faz parte de um lote distribuído ao Comando de Policiamento do Interior-6 (CPI-6), que congrega os seis batalhões da PM na Baixada Santista, no Litoral Sul e no Vale do Ribeira.
Dois homens apontados como participantes da execução já estão na cadeia. A pedido do delegado Luiz Ricardo de Lara Dias Júnior, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Santos, eles tiveram a prisão temporária de 30 dias decretada pelo juiz Luís Guilherme Vaz de Lima Cardinale, da 2ª Vara Criminal de São Vicente.
Um deles é o soldado Marcelo Granado Borg, de 35 anos. Lotado na 4ª Companhia do 6º BPM/I, ele teria cuidado da logística, fornecendo a arma e pilotando a moto Honda Broz usadas no atentado.
Em sua casa foi apreendida uma pistola .40 da PM. Perícia para confrontar o armamento com o projétil que atingiu a vítima e a munição intacta apreendida foi requerida, mas o laudo ainda não está pronto.
Borg negou o crime, mas foi acusado pelo segurança Anderson Martinez de Lima, de 30 anos, que admitiu ter atirado no chefe de gabinete. O autor confesso do disparo ainda incriminou o empresário Wassim Abdouni, de 37 anos, sócio da Juá, uma das mais tradicionais casas noturnas da região, localizada na Ilha Porchat.
Pistolagem de aluguel
Funcionário da boate, Martinez disse que o patrão lhe prometeu R$ 30 mil para matar Santiago, adiantando o pagamento de R$ 8 mil. Desta quantia, o segurança contou que deu R$ 3 mil de entrada no financiamento de um automóvel Fusion, dividindo o restante com o soldado Borg.
O policial e o segurança tentaram eliminar o chefe de gabinete no dia 11 de agosto. A emboscada aconteceu no momento em que a vítima entrava de carro na garagem do prédio onde mora, na Rua Jacob Emerick, no Centro de São Vicente.
Martinez desceu da garupa da moto pilotada por Borg e atirou no automóvel. A vítima foi atingida de raspão nas costas e na mão esquerda pelo mesmo tiro. Logo em seguida, a dupla fugiu na Honda Broz pilotada pelo policial militar.
De acordo com o segurança, o patrão quis se vingar por causa da suposta cobrança de propinas que era feita pelo chefe de gabinete para deixar a Juá funcionar. Ainda conforme Martinez, quando esses repasses de dinheiro deixaram de ser realizados, a boate foi fechada em fiscalização de agentes da Administração Municipal.
Santiago refutou para A Tribuna a cobrança de propinas e também negou qualquer ligação sua com a interdição da casa noturna, motivada por várias irregularidades administrativas, entre as quais a falta do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB).
Abdouni também teve a prisão temporária de 30 dias decretada. Com autorização judicial e na presença de testemunha, policiais da DIG revistaram o apartamento do suposto mandante, na Pompeia, em Santos, mas não o localizaram. Com paradeiro ignorado, ele é considerado foragido.
