DEINTER – 6 : Operação da Polícia Civil captura 382 pessoas na Baixada Santista e Vale 15

Também foram apreendidos 16,8 kg de drogas e 11 armas de fogo

EDUARDO VELOZO FUCCIA
23/06/2016 – 10:11 – Atualizado em 23/06/2016 – 10:13
Ação foi realizada em 24 cidades, de Bertioga a Barra do Turvo (Foto: Alberto Marques/A Tribuna)

A Polícia Civil realizou nos 24 municípios da Baixada Santista, do Litoral Sul e do Vale do Ribeira operação que resultou na captura de 382 pessoas acusadas de diversos crimes, entre as 13 horas de terça-feira (21) e o início da tarde de quarta-feira (22). Onze armas de fogo foram apreendidas, sendo retirados de circulação 16,8 quilos de maconha, cocaína e crack.

Nem todos os acusados, no entanto, foram encaminhados à cadeia. Apontados como autores de infrações penais de menor potencial ofensivo, 170 deles foram liberados após a elaboração de termos circunstanciados (TCs).

“A Polícia Civil faz o seu papel e prende, mas a legislação não prevê para estes tipos de infrações penais o encarceramento. Mas isso não significa impunidade, porque o Juizado Especial Criminal (Jecrim) irá julgá-las”, declara o delegado Gaetano Vergine.

Diretor do 6º Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter-6), que abrange as 24 cidades na faixa entre Bertioga e Barra do Turvo, na divisa com o Paraná, Vergine divulgou os resultados da operação durante coletiva no Palácio da Polícia, em Santos.

“Essas atuações de campo de polícia judiciária são realizadas mensalmente pelas quatro delegacias seccionais do Deinter-6, que são Santos, Itanhaém, Registro e Jacupiranga. Elas costumam ocorrer em dias diferentes, mas agora as deflagramos na mesma data”, conta o chefe da Polícia Civil.

Apesar do aparato envolvido de 364 policiais e 131 viaturas, não houve o registro de incidentes. De acordo com o diretor do Deinter-6, isso se deve ao “levantamento prévio” efetuado pelos agentes antes de saírem a campo. “As equipes não vão às ruas a esmo. Tudo é feito de forma planejada”.

Além das 170 detenções que resultaram em TCs, houve 44 prisões em flagrantes, 49 apreensões de adolescentes infratores e 119 capturas em razão do cumprimento de mandados judiciais, entre as quais a de Vanderlei Ricardo da Costa, de 46 anos, e Carlos Henrique Rezende dos Santos, de 24.

Sentenciado a 16 anos de reclusão por homicídio qualificado, Vanderlei teve a condenação confirmada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo e foi localizado por policiais do 2º DP de São Vicente em uma casa, no Catiapoã.

Acusado de roubar celulares próximo de um colégio particular na Avenida Ana Costa, na Vila Mathias, em Santos, Carlos Henrique já foi reconhecido em sete casos. Porém, policiais do 7º DP suspeitam que ele possa estar envolvido em mais crimes e convocam as eventuais vítimas para reconhecê-lo.

Para o prosseguimento das investigações, a Justiça decretou a prisão temporária de Carlos Henrique. Segundo os policiais, ele abordava principalmente adolescentes, alunos do colégio. Simulando portar arma de fogo sob a camisa, o rapaz agia de bicicleta e usava boné, que foram apreendidos.

Dois detidos na hora do tráfico

Uma das apreensões de drogas realizadas na operação resultou nas detenções de Wellington Moreira Lopes, de 21 anos, e de um adolescente, de 15. Eles traficavam na frente de um bar na Rua Paraguaçu, no Jóquei Clube, e foram surpreendidos ao servir maconha para um viciado.

Com o adulto, policiais da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) apreenderam um filete de maconha que seria entregue ao viciado. Em seguida, eles foram até um terreno ao lado, onde os acusados escondiam os entorpecentes.

Neste local, os investigadores acharam mais 116 filetes de maconha, 12 cigarros da erva, três tijolos do mesmo tóxico, 520 cápsulas de cocaína e oito tubos com lança-perfume de fabricação caseira. A pesagem da maconha e da cocaína totalizou mais de 2 quilos.

Fuga pela água

Agentes da Dise também apreenderam drogas durante incursão na Avenida Brasil, na Favela México 70, em São Vicente. O local já é conhecido dos policiais como ponto de tráfico e lá eles suspeitaram de um homem branco, magro e alto, que carregava uma sacola.

O suspeito correu ao perceber os investigadores e entrou na maré, conseguindo escapar pela água sem ser identificado. Antes, ele dispensou a sacola, que foi recuperada. Nela havia uma porção de cocaína pesando 1,8 quilo, 94 cápsulas dessa droga, 50 pedras de crack e 20 porções de maconha.