Investigador Policial morre após troca de tiros em Embu-Guaçu
Por Gabrielly Sousa | 15/06/2016
DivulgaçãoVagner Oliveira estava prestes a se mudar para Tocantins para assumir o cargo de Delegado de Policia
Por Gabrielly Sousa | 15/06/2016
DivulgaçãoVagner Oliveira estava prestes a se mudar para Tocantins para assumir o cargo de Delegado de Policia
A maré não está pra peixe: D.O. de hoje, 1506/2016:
SECRETARIA DA SEGURANÇA PÚBLICA
Decretos de 14-6-2016
CASO PORTO SEGURO
Aplicando a pena de cassação de aposentadoria: nos termos dos arts. 67, VII, 69, 70, I, 74, II, 75, II, e 77, I, da LC 207-79, com as alterações editadas pela LC 922-2002 e à vista do que consta do processo DGP-4409-05-SSP – vols. I ao XXVII e apensos, aplica a pena de cassação de aposentadoria, aos seguintes Delegados de Polícia aposentados, do Quadro da Secretaria da Segurança Pública:
Reinaldo Corrêa, RG 5.230.618;
Guaracy Moreira Filho, RG 5.294.418;
Enjolras Rello de Araújo, RG 3.053.938.
Advogados: Marcelo Winter Pacheco da Silva – OAB/SP – 25.238; Claudinor Roberto Barbiero – OAB/SP – 33.996; Sidney Gonçalves – OAB/ SP – 86.430;
Novas imagens detalham ação da PM que resultou na morte de menino de 10 anosDo UOL, em São Paulo
14/06/201621h34
O jornal “SBT Brasil” revelou nesta terça-feira (14), com exclusividade, novas imagens da ação de policiais militares de São Paulo que resultou na morte do menino Ítalo Cerqueira, 10.
As imagens de circuito de câmera de rua, na zona sul da capital paulista, ajudam a esclarecer de que modo os PMs agiram ao identificar e perseguir um carro furtado por Ítalo e por um colega de 11 anos, na noite de 2 de junho.
Em uma das imagens é possível ver uma viatura da PM tentando interditar uma rua e um policial militar saindo dela com uma arma em punho, e quase sendo atropelado pelo carro furtado. Na sequência aparece um outro policial militar em uma moto; foi da arma dele que partiu o tiro que matou Ítalo, conforme resultado do laudo do exame balístico confirmado pela SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo).
Em depoimento, os policiais militares afirmam que deram ordem de parada, mas os dois meninos aceleraram o Daihatsu preto e fugiram. Eles alegam que Ítalo atirou duas vezes enquanto dirigia, e que teria atirado uma outra vez quando percebeu que estava cercado.
Dois policiais militares admitiram que atiraram durante a perseguição e que Ítalo já estaria ferido quando bateu o carro. Durante a perseguição policial, na região do Morumbi, Italo perdeu o controle do carro e bateu em um ônibus e em um caminhão.
Nas imagens divulgadas pelo “SBT Brasil” é possível também ver o exato momento em que Ítalo foi retirado do carro, pela porta do motorista. Ele é puxado por um PM e depois imobilizado.
A reportagem mostra também o depoimento de uma testemunha que afirma ter ouvido disparos depois que o carro dirigido pelo garoto sofreu uma batida. Essa declaração contradiz o depoimento dos policiais militares aos investigadores do caso.
Apenas quatro dos seis policiais militares envolvidos no caso já foram ouvidos pela Polícia Civil. A principal dúvida dos investigadores é se Ítalo realmente estava de posse de uma arma ou se ela foi plantada pelos policiais militares para justificar sua ação.
A SSP-SP afirmou que só irá se manifestar após a exibição da reportagem do SBT Brasil.
Os policiais envolvidos na ocorrência cumprem desde segunda-feira (13) expediente administrativo na Corregedoria da PM. Os policiais se apresentarão de segunda a sexta-feira na sede do órgão, na Luz (região central), onde ficarão em uma sala fardados, mas desarmados e sem os celulares, das 9h às 18h, constantemente filmados.
Wagner Carvalho
Colaboração para o UOL, em Bauru
14/06/201622h15

Brian da Silva, jovem que foi morto pela PM em Ourinhos
Foi necessário que a Polícia Civil de Ourinhos, 374 km de São Paulo, acionasse a Justiça para que o comando do 31º BPM-I (Batalhão de Polícia Militar do Interior) da cidade entregasse imagens de uma câmara de segurança que o delegado João Beffa acredita tenha flagrado toda a ação da abordagem feita por policiais que acabou na morte de um jovem de 22 anos.
Na segunda-feira, as investigações foram transferidas para a Delegacia Seccional da cidade e o delegado seccional Paulo Henrique Carvalho afirmou que a PM estava obstruindo a Justiça ao insistir em não entregar as imagens gravadas pelo sistema de segurança de uma empresa próxima do local e nem a arma do policial de onde partiu o disparo que matou o jovem Brian Cristian Bueno da Silva, 22.
No final da tarde de segunda-feira (13), o delegado protocolou na Justiça um requerimento para ter acesso as imagens. De acordo com Carvalho a PM decidiu levar a ocorrência para o quartel e não apresentar na Polícia Civil, ou seja, o delegado plantonista no dia da ocorrência, não tomou conhecimento dos fatos.
Com a persistência da PM em não entregar as imagens que foram retiradas da empresa próxima ao local e que possivelmente filmou toda a ação de abordagem dos policiais e o disparo que atingiu o jovem o caso ganhou repercussão nacional.
Na tarde desta terça-feira tanto as imagens do circuito interno quanto a arma do policial foram entregues para a Polícia Civil. O vídeo agora será analisado pela perícia civil e por um perito da Unicamp contratado pelo Condepe (Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Humana) que tem prestado apoio para a família do jovem morto.
Testemunhas do caso e familiares de Brian estiveram hoje em São Paulo para participar de uma reunião com as ouvidorias das polícias do Estado. O ouvidor da Justiça de São Paulo Júlio César Fernandes Neves, de acordo com familiares, afirmou que vai encaminhar ao caso ao Procurador Geral da Justiça solicitando que um promotor acompanhe a investigação a partir de agora.
Emocionada Valdineia Pontes, mãe de Brian, lembrou que o filho não esboçou nenhuma reação ele apenas ergueu os braços para mostrar que não devia nada. “Ele não teve tempo nem de tirar o cinto, quanto mais reagir”, afirmou.
O policial acusado pelo homicídio, está na Polícia Militar há seis anos e trabalha em Ourinhos há três anos. A corregedoria da PM afirmou que militar poderá responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, ele foi levado para o presídio Romão Gomes, mas foi solto na noite de ontem. O policial que não teve o nome divulgado foi afastado do trabalho nas ruas até o fim das investigações.
Uma equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) registrou um boletim de ocorrência afirmando que foi parada pelos policiais após o jovem ter sido atingido pelo disparo durante a ação. Segundo declarações que constam no boletim de ocorrência, a equipe do Samu, composta de uma médica e uma enfermeira, foi ameaçada pelos policiais para que prestassem socorro para Brian. A equipe precisou interromper um atendimento com um paciente em coma alcoólico e traumatismo craniano na ambulância, que estava no veículo.
Brian Cristian Bueno da Silva, 22, morador de Santa Cruz do Rio Pardo, cidade vizinha a Ourinhos, estava com mais quatro amigos em um veículo pela avenida Jacinto Ferreira de Sá, via de acesso a uma feira agropecuária que acontecia na cidade.
Segundo a comandante do 31º BPM-I, tenente-coronel Cenise Araújo Calasans, um dos policiais avistou o carro ocupado pelos jovens seguindo em direção à feira e deu ordem de parada ao motorista, que obedeceu.
“Os policiais observaram que os indivíduos que estavam dentro do carro pegavam cones de sinalização e tiravam do posicionamento”, afirmou. Durante a abordagem de acordo com o comando da PM um segundo policial se posicionou ao lado do colega, com arma em punho e determinou que os jovens saíssem do carro para que fosse iniciada a busca pessoal e a vistoria no veículo.
De acordo com os amigos que estavam com Brian no veículo, ao avistar o policial com a arma em punho, ele ergueu os braços para mostrar que não tinha nada de errado e foi nesse momento que ocorreu o disparo que transfixou o cinto de segurança e atingiu o pescoço do jovem.
A comandante do batalhão conta que o soldado alegou que estava com a arma em posição de segurança, com o cano apontado para baixo. Como a vítima estava sentada, o projétil atingiu seu pescoço, transfixou e saiu abaixo do braço.
“O policial não declara que teria acionado o gatilho. E também não teria nem motivo para fazer isso porque os jovens não se recusaram a sair do carro ou tentaram fugir. Foi uma coisa muito rápida”, declara. Nenhum dos ocupantes do veículo tinha passagem pela polícia.
Depois de sete dias : tempo mais do que suficiente para contaminar as provas!