A Faculdade de Direito da UNISANTOS recebe nota máxima (5) em avaliação do MEC 11

Faculdade de Direito recebe nota máxima (5) em avaliação do MEC

Campus-Boqueirão---Direito

Infraestrutura e apoio ao discente estão entre os diferenciais da Faculdade de Direito

A Faculdade de Direito da UNISANTOS recebeu a nota máxima (5) em recente avaliação do Ministério da Educação (MEC). Para fins de renovação de reconhecimento de curso, a comissão de avaliação esteve na instituição entre os dias 2 e 5 deste mês e considerou a excelência nas dimensões analisadas (organização didático-pedagógica, corpo docente e infraestrutura), com destaque para os objetivos do curso, estrutura e conteúdo curriculares, infraestrutura, titulação e experiência do corpo docente, e perfil profissional do egresso.

Entre os itens que receberam destaque pelos avaliadores, estão: Estágio Curricular Supervisionado, Atividades Complementares, TCC, Apoio ao Discente, e as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs). Eles consideraram que os objetivos do curso de Direito apresentam excelente coerência quanto ao perfil profissional do egresso, estrutura curricular e contexto educacional. “O perfil profissional expressa de maneira excelente as competências do egresso”, destacam.

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Eventos acadêmicos e científicos são destacados para a formação profissional

Os avaliadores também registraram que a estrutura curricular implantada contempla de maneira excelente os aspectos da flexibilidade, interdisciplinaridade, compatibilidade da carga horária total e articulação da teoria com a prática. A atuação do coordenador e a sua experiência também mereceram destaque, assim como as salas de aula, biblioteca e a bibliografia (básica e complementar), além dos periódicos especializados, incluindo também as bases de dados exclusivas aos alunos da UNISANTOS.

OAB Recomenda – A Faculdade de Direito da UNISANTOS foi uma das 15 instituições comunitárias, ou seja, públicas não-estatais, de todo o Brasil, que foram reconhecidas por seu ensino de qualidade. No dia 13 de janeiro deste ano, ela recebeu, pela quarta vez, o selo de qualidade emitido pela entidade, que está na sua 5ª edição.

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A Extensão, por meio de práticas jurídicas, como ocorre no Juizado Cível, também representa diferencial do curso

A inócua carta aberta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva: Gilmar Mendes já antecipou seu voto desfavorável 62

Carta aberta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva 
Creio nas instituições democráticas, na relação independente e harmônica entre os Poderes da República, conforme estabelecido na Constituição Federal.

Dos membros do Poder Judiciário espero, como todos os brasileiros, isenção e firmeza para distribuir a Justiça e garantir o cumprimento da lei e o respeito inarredável ao estado de direito.

Creio também nos critérios da impessoalidade, imparcialidade e equilíbrio que norteiam os magistrados incumbidos desta nobre missão.

Por acreditar nas instituições e nas pessoas que as encarnam, recorri ao Supremo Tribunal Federal sempre que necessário, especialmente nestas últimas semanas, para garantir direitos e prerrogativas que não me alcançam exclusivamente, mas a cada cidadão e a toda a sociedade.

Nos oito anos em que exerci a presidência da República, por decisão soberana do povo – fonte primeira e insubstituível do exercício do poder nas democracias – tive oportunidade de demonstrar apreço e respeito pelo Judiciário.

Não o fiz apenas por palavras, mas mantendo uma relação cotidiana de respeito, diálogo e cooperação; na prática, que é o critério mais justo da verdade.

Em meu governo, quando o Supremo Tribunal Federal considerou-se afrontado pela suspeita de que seu então presidente teria sido vítima de escuta telefônica, não me perdi em considerações sobre a origem ou a veracidade das evidências apresentadas.

Naquela ocasião, apresentei de pleno a resposta que me pareceu adequada para preservar a dignidade da Suprema Corte, e para que as suspeitas fossem livremente investigadas e se chegasse, assim, à verdade dos fatos.

Agi daquela forma não apenas porque teriam sido expostas a intimidade e as opiniões dos interlocutores.

Agi por respeito à instituição do Judiciário e porque me pareceu também a atitude adequada diante das responsabilidades que me haviam sido confiadas pelo povo brasileiro.

Nas últimas semanas, como todos sabem, é a minha intimidade, de minha esposa e meus filhos, dos meus companheiros de trabalho que tem sido violentada por meio de vazamentos ilegais de informações que deveriam estar sob a guarda da Justiça.

Sob o manto de processos conhecidos primeiro pela imprensa e só depois pelos diretamente e legalmente interessados, foram praticado atos injustificáveis de violência contra minha pessoa e de minha família.

Nesta situação extrema, em que me foram subtraídos direitos fundamentais por agentes do estado, externei minha inconformidade em conversas pessoais, que jamais teriam ultrapassado os limites da confidencialidade, se não fossem expostas publicamente por uma decisão judicial que ofende a lei e o direito.

Não espero que ministros e ministras da Suprema Corte compartilhem minhas posições pessoais e políticas.

Mas não me conformo que, neste episódio, palavras extraídas ilegalmente de conversas pessoais, protegidas pelo Artigo 5º. da Constituição, tornem-se objeto de juízos derrogatórios sobre meu caráter.

Não me conformo que se palavras ditas em particular sejam tratadas como ofensa pública, antes de se proceder a um exame imparcial, isento e corajoso do levantamento ilegal do sigilo das informações.

Não me conformo que o juízo personalíssimo de valor se sobreponha ao direito.

Não tive acesso a grandes estudos formais, como sabem os brasileiros. Não sou doutor, letrado, jurisconsulto. Mas sei, como todo ser humano, distinguir o certo do errado; o justo do injusto.

Os tristes e vergonhosos episódios das últimas semanas não me farão descrer da instituição do Poder Judiciário. Nem me farão perder a esperança no discernimento, no equilíbrio e no senso de proporção de ministros e ministras da Suprema Corte.

Justiça, simplesmente justiça, é o que espero, para mim e para todos, na vigência plena do estado de direito democrático.

Luiz Inácio Lula da Silva