Corregedoria da Polícia – Sai o Dr. Flácido e entra o Dr. Plácido…( Sobrará apenas para os bagrinhos; o MP não é de nada contra tubarões ) 69

Diretor da Corregedoria da Polícia Civil cai após denúncia de ‘mensalão’

Depois de três anos no cargo de Corregedor Geral , Nestor Sampaio Penteado Filho deixa direção do órgão; outras nove pessoas foram afastadas de cargos na Polícia Civil paulista.

R$ 50.000,00 por mês apenas do DEIC

nestor

SÃO PAULO – O secretário estadual de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, convocou uma coletiva nesta segunda-feira, 21, e anunciou que o atual diretor da Corregedoria da Polícia Civil, delegado Nestor Sampaio Penteado Filho, foi afastado do cargo.

No lugar dele, vai assumir o delegado Domingos Paulo Neto, que atualmente é diretor Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap).

Policial da DOP delata ao MP esquema de corrupção na Corregedoria Geral da Polícia Civil: R$ 50.000,00 apenas do DEIC…( Com essa grana qualquer um finge ser honesto sem enrubescer ) 92

dopCorregedoria da polícia é acusada de cobrar mensalão de corruptos

Segundo as investigações, o esquema de achaques de corregedores venderia proteção aos homens que eles deveriam investigar e prender

Correio Braziliense

Um vídeo em que promotores de Justiça são enganados por policiais civis a fim de permitir a fuga de dois investigadores acusados de corrupção é a principal prova do Ministério Público Estadual (MPE) no inquérito que investiga a existência de um “mensalão” pago por policiais corruptos à Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo. O secretário de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, informou que pediu providências sobre os fatos à Delegacia Geral, na quarta-feira (16/12). Por enquanto, ninguém foi afastado.

Segundo as investigações, o esquema de achaques de corregedores venderia proteção aos homens que eles deveriam investigar e prender. É o que diz um policial que delatou o esquema. Em troca de até R$ 50 mil por mês informavam a delegacias o planejamento de operações do MPE e o recebimento de denúncias de vítimas de extorsão da banda podre da polícia.

O vídeo foi gravado pelas câmeras de segurança do Departamento de Investigações Criminais (Deic) e apreendido pelos promotores do Grupo Especial de Controle Externo da Polícia (Gecep) após suspeita de participação de policiais do departamento e da corregedoria na fuga dos agentes. O que foi flagrado pela análise das imagens.

Leia mais notícias em Brasil

No começo de novembro, a Justiça decretou a prisão dos investigadores Mario Capalbo e Raphael Schiavinatto por suspeita de exigir pagamento de propina de R$ 300 mil de uma empresária, dona de uma academia de ginástica na zona norte de São Paulo, para não investigá-la por supostas irregularidades tributárias. Eles trabalham na 3ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG).

Ela procurou os promotores do Gecep e, orientada por eles, gravou a conversa em que os policiais pediram o dinheiro. Com base nas gravações, os dois tiveram a prisão decretada e o investigador Jorge Reed, também da 3ª DIG, passou a ser investigado por suspeita de participação no esquema.

Vídeo
Os promotores do Gecep foram ao Deic prender os policiais no dia 11 de novembro, às 16 horas. A Corregedoria da Polícia Civil foi chamada para acompanhar a operação. Antes da chegada deles no Deic, há uma grande movimentação dos investigadores da DIG. A suspeita do Gecep é que eles foram avisados pela corregedoria.

Quando os promotores chegaram ao Deic, Capalbo, Schiavinatto e Reed estavam na sala do delegado Luiz Longo, responsável pela 3ª DIG. Enquanto os promotores e os corregedores foram encaminhados para a sala do diretor do Deic, delegado Emygdio Machado Neto, os dois policiais que deveriam ser presos continuavam na sala do delegado Longo.

Em seguida, Longo saiu e foi até a sala do diretor do Deic atender os promotores. Nesse intervalo, Capalbo, Schiavinatto e Reed (que imaginava que seria preso também) fogem. Todos passam algumas vezes na frente do agente da Corregedoria Fabio Iezzi, que fica parado na porta do Deic.

Reed chega a cruzar com o chefe dos investigadores do Deic, Silvio Toyama, e faz um gesto de que está fugindo. Logo em seguida, promotores e corregedores descem. Acompanhados pelo delegado Longo, vão à sala dos investigadores e não encontram ninguém.

A reportagem procurou Longo e os demais policiais acusados, mas não os encontrou. Aos promotores, o delegado Longo disse que, naquele dia, viu os policiais acusados à tarde e não sabia se eles estavam no prédio quando o Gecep tentou cumprir os mandados de prisão.

Testemunha
Um policial civil é uma das principais peças da investigação feita pelo Ministério Público Estadual (MPE) sobre o suposto mensalão da Corregedoria da Polícia Civil. Testemunha sob proteção, ele foi ouvido em sigilo pelos promotores, em 1º de dezembro, e contou como o investigador Waldir Tabach, chefe dos investigadores da corregedoria, arrecadaria a propina das delegacias de São Paulo.

Ela afirma que “foi o chefe dos investigadores da Polícia Civil, Waldir Tabach, que informou ao chefe dos investigadores do Deic, Sr. Toyama, que o Gecep (Grupo Especial de Controle Externo da Polícia) e policiais da corregedoria estavam chegando no local para cumprir mandados de prisão”. A testemunha disse que Tabach receberia R$ 50 mil mensais só do Deic para mandar as informações e que falaria com Toyama por meio de celulares chamados “diretinhos” que ninguém sabe o número.

A reportagem pediu à Secretaria de Segurança Pública para entrevistar Tabach e o diretor da Corregedoria, delegado Nestor Sampaio Penteado Filho, mas não houve resposta. A assessoria do Deic também foi procurada, mas ninguém respondeu.

Suspeitas
Os promotores do Gecep encaminharam cópia de toda a investigação sobre as suspeitas de cobrança de propina da Corregedoria da Polícia Civil à Secretaria de Segurança Pública no começo do mês e pediram providências por parte da pasta. O Gecep também mandou cópias para a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, pois há suspeita de enriquecimento ilícito e improbidade administrativa praticada pelos policiais investigados.

Na parte cível, a investigação foi dividida em vários inquéritos Um será apenas para apurar os fatos ocorridos no Deic, que também serão anexados na investigação sobre o suposto mensalão da corregedoria. Outros supostos crimes praticados por outros departamentos, mas sempre relacionados com corrupção, também serão investigados pelos promotores do Patrimônio Público.

Histórico
Essa é a primeira vez que a Corregedoria da Polícia Civil é alvo de suspeitas. Durante a gestão de Ronaldo Marzagão na Secretaria da Segurança (2007-2009), decisões sobre processos administrativos contra policiais corruptos seriam vendidas por integrantes da cúpula da pasta para livrar a banda podre de punições. Foi por isso que o secretário Antonio Ferreira Pinto (2009-2012) fez com que o órgão deixasse de ser subordinado à Delegacia Geral de Polícia e pôs sob a responsabilidade de seu gabinete.

A decisão fez Ferreira Pinto ser alvo de espionagem por parte de policiais civis envolvidos em casos de corrupção. Em uma das ações, os investigados divulgaram imagens de câmeras de segurança de um shopping que mostravam o secretário se encontrando com um jornalista, dando a entender que ele estaria passando informações sigilosas.

Na época, a responsável pela Corregedoria era a delegada Maria Inês Valente. Ela saiu do cargo depois que imagens gravadas pela própria Corregedoria mostraram agentes tirando dinheiro supostamente escondido na calcinha de uma escrivã.

O caso foi arquivado pela Justiça, mas ganhou repercussão após a divulgação das imagens da ação dos policiais da Corregedoria, que foram consideradas arbitrárias pelos colegas. A corregedora entregou o cargo. Desde a queda de Ferreira Pinto, o delegado Nestor Sampaio Penteado Filho assumiu o órgão. Ele sempre foi considerado discreto nas ações do departamento.

Investigação
A Secretaria de Segurança Pública, por meio de nota, informou que o secretário Alexandre de Moraes tomou conhecimento do caso na quarta-feira, dia 16, durante reunião com os promotores do Gecep e pediu “imediata apuração por parte da Delegacia Geral de Polícia”.

A pasta não respondeu aos questionamentos feitos pela reportagem Não informou quais providências poderão ser tomadas em relação aos policiais do Deic e da Corregedoria da Polícia Civil suspeitos de dar fuga aos policiais Mario Capalbo e Raphael Schiavinatto, não disse como será ou se será investigado a existência de um suposto esquema de propina na Corregedoria. A reportagem pediu à assessoria entrevista com o diretor da Corregedoria, delegado Nestor Sampaio Penteado Filho, e também com o investigador chefe Waldir Tabach, mas o pedido não foi respondido.

Todos continuam trabalhando nos seus respectivos cargos normalmente. A assessoria da Secretaria de Segurança Pública também não informou qual a situação os investigadores Capalbo e Schiavinatto, se continuam presos ou se voltaram ao trabalho no Deic.

Em depoimento aos promotores, o delegado Luiz Longo afirmou que, no dia da fuga dos policiais pela porta da frente do Deic, não se lembrava quem eram os investigadores e “após uma breve reflexão, lembrou-se quem eram e que os havia visto, na parte da tarde, na delegacia, mas não sabia se estavam no prédio”.

O agente da Corregedoria Fabio Iezzi afirmou em depoimento que não estava preocupado em saber se havia uma saída pelos fundos, pois não conhece bem o Deic “e que não teria interesse” em beneficiar os policiais acusados de extorsão.

© Copyright 2001-2014 S/A Correio Braziliense. Todos direitos reservados.

COMPETÊNCIA NÃO LHE FALTA – Sem cacique na urna, Alexandre de Moraes poderá disputar – e ganhar – a prefeitura de São Paulo pelo PSDB 17

Sem cacique na urna: o dilema tucano em São Paulo

Malu Delgado

NEXO

Desde 1996, quem concorre à prefeitura da maior cidade do país pelo PSDB é Serra ou Alckmin. Agora, com os dois políticos de olho no Planalto, partido vive uma disputa interna acirrada

Tirar o PT da Prefeitura de São Paulo em 2016 é imperativo para os tucanos.  O problema é saber quem será o nome na urna. Nas últimas duas décadas, José Serra e Geraldo Alckmin se alternaram como candidatos nas eleições municipais – Serra disputou em 1996, 2004 (quando venceu) e 2012 (foi para o segundo turno com o petista Fernando Haddad e perdeu); já Alckmin representou o partido em 2000 e 2008, tendo sido derrotado nas duas disputas.

Pela primeira vez, ambos estão cumprindo mandatos ao mesmo tempo – de governador e senador, respectivamente – e não mostram apetite para encarar pessoalmente a disputa em 2016.

O governador emitiu os primeiros sinais. Deu uma declaração em direção ao empresário João Doria Jr. Logo em seguida, seu secretário de Segurança, Alexandre de Moraes, se filiou ao PSDB

Não há um nome natural no PSDB. Fora Alckmin e Serra, ninguém disposto a ir para a campanha desfruta do chamado “recall”, quando o político é lembrado facilmente pelo eleitor simplesmente porque já disputou eleições majoritárias anteriores. Ou seja, será preciso construir um candidato. Mas quem?

A primeira figura a surgir com mais força foi a do vereador Andrea Maratazzo. Ele trabalha faz tempo para emplacar sua candidatura. O problema é que se trata de um político muito ligado a Serra. E hoje é Alckmin quem comanda o Estado mais rico do país e tem o maior capital eleitoral em São Paulo. Certamente, terá a maior influência nessa decisão.

Como protagonista, o governador emitiu os primeiros sinais em dezembro de que poderia caminhar na direção do empresário João Dória Jr, que já apresentou formalmente sua pré-candidatura à prefeitura ao PSDB. Durante um jantar com empresários na capital no último dia 14, o governador soltou a seguinte frase:

“Victor Hugo dizia, João, que nada segura a ideia de que chegou o seu tempo. E eu quero dizer que ficarei muito feliz se esse tempo for João Doria para trabalhar por São Paulo”

Geraldo Alckmin

Governador de São Paulo, em jantar com empresários no dia 14 de dezembro

A manifestação de Alckmin, porém, não foi interpretada dentro do PSDB como uma decisão objetiva, em razão de haver outras alternativas na mesa e de Doria não ter trajetória política consistente. Dois tucanos muito alinhados ao governador disseram ao Nexo duvidar de que o governador esteja mesmo apostando na candidatura de Doria. “Isso não se confirma”, afirmou, reservadamente, um dirigente do PSDB.

Num lance para complicar ainda mais o cenário, o secretário de Segurança Pública do Estado, Alexandre de Moraes, deixou o PMDB para se filiar ao PSDB, também agora em dezembro. Mais precisamente, Moraes assinou a ficha de filiação ao PSDB um dia após a declaração de Alckmin sobre Doria ter sido divulgada na mídia. O secretário era apontado há alguns meses como o preferido do governador por integrantes do partido.

FOTO: GUILHERME PRADO/NEXO

Alexandre de Moraes, secretário da Segurança Pública cotado para disputar as eleições municipais

ALEXANDRE DE MORAES, SECRETÁRIO DA SEGURANÇA PÚBLICA DE SÃO PAULO

Há ainda mais três outros nomes correndo atrás da indicação.  Os deputados federais Bruno Covas e Ricardo Tripoli e o presidente do Instituto Teotônio Vilela, órgão ligado ao PSDB, José Aníbal, anunciaram que um dos três vai apresentar uma pré-candidatura.

A escolha do candidato tem importância para o projeto político de Alckmin, daí o cuidado no movimento das peças. Embora não abrace publicamente o plano de disputar de novo a Presidência (algo que ele já fez em 2006, sendo derrotado por Lula no 2º turno), o governador não descarta tal aspiração.

O desgaste do PT no cenário nacional dá fôlego aos tucanos para acreditarem numa vitória em 2018. A chegada de um aliado próximo ao comando de São Paulo, maior prefeitura do país, portanto, pode fortalecer Alckmin numa eventual tentativa de concorrer ao Palácio do Planalto.

As prévias, as avaliações e os aliados

Há a possibilidade de o PSDB realizar prévias como as que ocorreram na eleição passada. Em 2012, Tripoli e Aníbal disputaram internamente com Serra a vaga de candidato. A vitória de Serra foi constrangedoramente apertada: ele obteve 52% dos votos e os outros dois tucanos, juntos, tiveram 48%.

Bruno Covas, Ricardo Tripoli e José Aníbal reuniram integrantes do PSDB na segunda quinzena de novembro para anunciar que, desse trio, sairá apenas um nome para disputar as prévias. “Nós três vamos marchar juntos. Conhecemos muito bem todos os meandros da cidade. Não há nenhuma possibilidade de não ser um de nós três o pré-candidato”, afirmou Tripoli.

Uma ala significativa do PSDB quer a realização de prévias em março. Mas o conturbado cenário nacional deixa essa decifinição no ar

Mas um fato chamou a atenção. Nessa mesma reunião estava lá o secretário de Segurança Pública. E o que fazia ali Alexandre de Moraes? “O Alexandre, no início do ano, colocou a pretensão de sair do PMDB e ir para o PSDB. Ele nunca disputou eleição. Ele tem sido um grande parceiro nosso. Daqui a três anos haverá eleição novamente, para vários cargos, governador, deputado, senador, e é provável que ele queira disputar”, justificou Tripoli. Bruno Covas afirmou que Moraes tem toda a legitimidade para, recém-filiado, disputar as prévias. “Mas isso não me tira o desejo de também querer disputar”, antecipou-se.

Uma ala significativa do PSDB quer a realização das prévias apenas em março. O conturbado cenário nacional prejudica ainda mais as definições do partido. Na situação atual, o mais provável é que o PSDB só defina o seu candidato (com prévias ou por indicação direta de Alckmin) na segunda quinzena de abril do próximo ano, disseram ao Nexo dirigentes estaduais do PSDB.

Bruno Covas, o nome que tem o melhor desempenho nas pesquisas internas atualmente, não esconde a descrença no processo de prévias. “Eu gostaria muito de ver isso num papel, mas até agora nada.”

O apoio explícito de Alckmin a um pré-candidato, segundo o deputado, obviamente mudaria o cenário. “Se o governador Geraldo Alckmin declara um apoio, se é que ele vai declarar, surte um efeito muito grande no processo. Não há como negar isso. Agora, se todos vão aceitar [a indicação] a ponto de não ter nenhum processo de prévia, isso eu já não sei.”

Há tucanos que defendam que o nome do candidato não precisa necessariamente ser do PSDB. Segundo José Aníbal, por exemplo, o partido precisa estar aberto ao diálogo. “Quem quer uma aliança e não tem um nome natural tem que estar muito aberto. Precisamos ser muito verdadeiros neste processo e disputar para ganhar.”

Dificilmente, porém, os tradicionais aliados – DEM, PV, PSB e PTB – apresentarão alguém competitivo. A tendência é que apoiem o nome escolhido por Alckmin.

Escolhas tucanas

1996

José Serra concorre pelo PSDB. Celso Pitta (PPB) se elege

2000

Geraldo Alckmin concorre pelos tucanos. A petista Marta Suplicy vence.

2004

Tucano José Serra concorre novamente. Dessa vez, vence

2008

Alckmin volta a concorrer, mas quem vence é Gilberto Kassab (DEM)

2012

Novamente, Serra concorre. Quem vence é Fernando Haddad (PT)

Mais poder a Alckmin na escolha

FOTO: FABIO RODRIGUES POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL

Os tucanos Alckmin e Serra

O GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN E O SENADOR JOSÉ SERRA

Os sinais de que Alckmin quer interferir no processo de escolha do candidato são cada vez mais claros. No dia 30 de setembro, uma resolução nacional do PSDB, assinada pelo senador Aécio Neves, que preside a legenda, tirou poderes dos diretórios locais nas decisões sobre a disputa eleitoral nas cidades com mais de 200 mil habitantes. Agora, cabe à Executiva Nacional, “em última instância”, homologar “as decisões relativas a candidaturas e alianças”.

Alckmin articulou juntamente com Aécio para que a norma tirasse poderes do diretório local, onde Matarazzo tem mais chances de prosperar. Por razões semelhantes às de Alckmin, Aécio também quer ter poderes de definição do candidato na capital de Minas Gerais, Belo Horizonte.

Dias depois, em 14 de outubro, o presidente do PSDB paulistano, Mário Covas Neto, o Zuzinha, divulgou uma nota à imprensa esclarecendo que os dois pré-candidatos à prefeitura até então inscritos para disputar as prévias – Matarazzo e João Doria Jr. – concordavam em estender o prazo para que novos postulantes se apresentassem.

Mesmo tendo questionado a resolução nacional, Zuzinha se viu sem saída e admitiu que o processo será coordenado agora por uma “comissão estadual” supervisionada pelo comando nacional do partido. No diretório estadual a influência de Alckmin é significativa.

Neste cenário, cresceriam substancialmente as chances de Moraes ou algum outro escolhido de Alckmin, como João Doria Jr.

Apostas altas: o homem da máquina e o empresário

FOTO: DIVULGAÇÃO/PSDB-SP

Doria e Serra em encontro do PSDB

JOÃO DORIA AO LADO DE JOSÉ SERRA EM EVENTO DO PSDB

João Doria e Alexandre de Moraes só terão chances de emplacar uma candidatura pelo PSDB se tiverem o aval de Geraldo Alckmin. Os dois nunca disputaram uma eleição e sua experiência política está restrita a cargos no Executivo. Doria foi secretário de Mário Covas; Moraes foi secretário no primeiro governo de Alckmin, na gestão de Gilberto Kassab (PSD) na prefeitura e, agora, retornou à administração tucana.

Doria é o elo que Alckmin precisa com empresários para pavimentar seu projeto de chegar à Presidência. Tanto que o aceno feito pelo governador a ele se deu num ambiente com a presença de gente de peso do PIB. Moraes conhece bem melhor os meandros da política, transita no meio jurídico e é visto como um nome articulado. Os dois seriam uma aposta do governador.

Uma eventual pré-candidatura de Moraes esbarra na pasta que controla. Ao mesmo tempo que lhe dá projeção, o tema segurança pública é sinônimo de instabilidade

Secretário de Segurança Pública, Moraes entrou para a política pelas mãos de Alckmin, em 2002, tornando-se secretário de Justiça do Estado com 33 anos recém-completos. O convite o obrigou a abandonar a carreira no Ministério Público, instituição na qual ingressou após passar em primeiro lugar no concurso. Ao entrar para o governo, afirmou Moraes ao Nexo, percebeu que poderia “ampliar o horizonte de atuação no poder público”.

“Tenho, e terei para sempre, uma dívida com o governador Alckmin por ele ter me escolhido e nomeado para a Secretaria de Justiça de São Paulo com 33 anos. Ou seja, ele confiou em mim. Eu fui e continuo sendo até hoje o secretário de Justiça mais jovem da história de São Paulo. Eu sempre vou retribuir ao governador”, disse ele em entrevista.

A fidelidade a Alckmin é absoluta. Tanto que na disputa estadual nem titubeou quando seu ex-partido, o PMDB, lançou o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, ao governo. Moraes permaneceu ao lado do tucano.

“São 13 anos de convívio e de amizade. Posso dizer que eu me tornei um amigo do governador e da família, a minha esposa é amiga da dona Lu (Maria Lúcia Guimarães Ribeiro Alckmin, esposa do tucano). O governador é um homem público excepcional. É um prazer trabalhar com ele”, afirmou.

O presidente do PSDB paulistano, Zuzinha não crê no azarão de Alckmin. E lembra o pai, Mário Covas, para falar das incertezas da política. “Meu pai queria ser três coisas na vida: prefeito de Santos, presidente do Santos Futebol Clube e presidente da República. Vi ele ser governador de São Paulo sem querer ter sido candidato.”

Uma eventual pré-candidatura de Moraes esbarra na pasta que controla. Ao mesmo tempo que lhe dá projeção, o tema segurança pública é sinônimo de instabilidade.

No final de outubro, por exemplo, Moraes teve de aplacar uma nova crise – numa rixa histórica – entre policiais civis e militares. A prisão de um sargento por suposta prática de tortura, a partir de investigações da Polícia Civil, provocou revolta entre militares.

Moraes entrou em ação para contemporizar a briga. Deu razão aos dois lados. O delegado da Civil que atuou no caso agiu legalmente, afirmou. A prática de tortura teria de ser corroborada pela Justiça, acrescentou o secretário constitucionalista.

No início de novembro, um aliado de Alckmin afirmou ao Nexo que o episódio revelava ao PSDB o perigo de ter um candidato ligado ao tema. “O governador precisa dele na secretaria. Se ele for candidato, terá que sair meses antes do governo, e o tema segurança pública entra automaticamente para a campanha. Pode ser um tiro no pé”, definiu esse aliado reservadamente.

Meses depois, a polícia paulista era flagrada em pancadarias com estudantes da rede estadual, que resolveram ocupar escolas em protesto à reforma do ensino proposta por Alckmin. Moraes disse que não apoiava reintegração de posse em colégios com aparato militar. Mas houve truculência em manifestações de rua. E as cenas certamente vão cair na conta do secretário de Segurança numa eventual disputa eleitoral.

O cenário nacional também poderia tirar Moraes do jogo sucessório em São Paulo. Em caso de impeachment da presidente Dilma, por exemplo, ele pode ser chamado pelo vice-presidente Michel Temer a compor um novo governo, em especial o Ministério da Justiça. Entre a prefeitura de São Paulo e um quinhão na Esplanada dos Ministérios, o segundo cenário pode lhe ser bem mais tentador.

Saída partidária: Matarazzo e outros tucanos

FOTO: /DIVULGAÇÃO

Andrea Matarazzo e Fernando Henrique Cardoso

O VEREADOR ANDREA MATARAZZO E O EX-PRESIDENTE FERNANDO HENRIQUE

Os outros pré-candidatos – Andrea Matarazzo ou um integrante do trio Covas-Tripoli-Aníbal – são nomes que teriam melhor aceitação na estrutura partidária. Todos eles têm experiência política e parlamentar, o que os difere dos outros dois que seriam “apadrinhados” do governador.

Apesar de ainda ser um nome viável dentro do PSDB, Matarazzo é distante de Alckmin e mantém fortes vínculos com Serra e com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “Eu sempre imaginei sair candidato com o apoio do partido e de todas as lideranças do partido”, disse Matarazzo ao Nexo.

A definição de Alckmin, admitiu, é determinante, mas o vereador não se acha carta fora do baralho e tem a expectativa de cativar a confiança do governador. Para ele, Alckmin observa, atentamente, o cenário nacional e avalia que passos tomar. Por enquanto, parece estar imobilizado.

Em setembro, Matarazzo organizou um evento com a intenção de atrair apoio dos caciques à sua candidatura. Alckmin, segundo um auxiliar do governador, foi “convidado por e-mail”. O tiro saiu pela culatra. Foi “como organizar uma festa no Vaticano e esquecer de convidar o papa”, definiu um outro dirigente tucano, que considera o colega Matarazzo um candidato qualificado, mas cuja ansiedade de ser candidato poderá derrubá-lo.

Além disso, há dúvidas entre os dirigentes do PSDB sobre o perfil de Matarazzo.  Ele é descendente do conde italiano Francesco Matarazzo (1854-1937) – ícone do desenvolvimento econômico e industrial de São Paulo -, e pertence a uma das famílias “quatrocentonas” mais tradicionais do Estado.

Para muitos dentro do próprio partido, tem uma “alma elitista” que poderia se transformar num enorme obstáculo para conquistar votos da classe média e de camadas com renda menor, ainda que receba créditos e elogios por conhecer profundamente a cidade de São Paulo.

“Nós não podemos errar [na escolha do candidato]”, afirmou o presidente do PSDB em São Paulo, Pedro Tobias. “Se errarmos, a decepção será total.” Na primeira semana de dezembro, Tobias declarou ao Nexo estar aflito: “Com essa confusão nacional, ninguém sabe mais o dia de amanhã. Não tem nada concreto [sobre as prévias e as pré-candidaturas]”.

O Brasil em São Paulo

É em São Paulo que a disputa entre PT e PSDB, a chamada polarização partidária, se potencializa. A origem dos dois partidos está intimamente ligada ao Estado, assim como suas principais lideranças, dos dois lados – Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva.

Diante da atual conjuntura de crise política e econômica, com o PT sofrendo um desgaste histórico após mais de uma década de hegemonia nacional, o embate eleitoral na capital paulista seria uma espécie de Batalha de Waterloo, a disputa decisiva que acabou com o império de Napoleão, em 1815. Por enquanto, nenhum “imperador” tucano declarou ao exército qual a tática a ser seguida

Diária Especial por Jornada Extraordinária de Trabalho Policial Civil (Dejec), presidenta do Sinpol considera medida positiva, mas critica defasagem salarial 34

Assembleia aprova trabalho para policiais civis em dias de folga

20/12/15 | Anderson Oliveira – anderson.oliveira@jcruzeiro.com.br

Os policiais civis do Estado de São Paulo poderão trabalhar voluntariamente em suas folgas, com direito a remuneração adicional, conforme projeto de lei aprovado na última quinta-feira, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). O medida, que efetiva a Diária Especial por Jornada Extraordinária de Trabalho Policial Civil (Dejec), segue para sanção do governador Geraldo Alckmin (PSDB). A Dejec é uma boa notícia, segundo o Sindicato dos Policiais Civis de Sorocaba e Região (Sinpol), que aponta a necessidade de aumentar a renda defasada dos policiais paulistas.

A escala remunerada de trabalho proposta pela Dejec tem como objetivo aumentar a renda dos policiais civis, a exemplo do que acontece com os militares por meio da Diária Especial por Jornada Extraordinária de Trabalho Policial Militar (Dejem). De acordo com o governo estadual, a medida deve reforçar o efetivo nas ruas, nas delegacias, no trabalho de investigação e atendimento à população. Cada policial poderá trabalhar até oito horas diárias (fora da jornada normal), por até 10 dias no mês, ou seja, máximo de 80 horas, para que o serviço extraordinário não prejudique o descanso.

O valor pago aos delegados está estimado em R$ 204 por dia, contemplando oito horas de trabalho. As demais carreiras receberão R$ 170 por dia. O valor é calculado com base na Unidade Fiscal do Estado de São Paulo (Ufesp). As atividades e critérios a que serão submetidos os policiais serão estabelecidos por portaria do delegado geral de polícia.

Para a presidente do Sinpol, Maria Aparecida Queiroz de Almeida, a lei é positiva para aqueles policiais que gostariam de complementar a renda. No entanto, ela aponta que a defasagem dos salários acaba levando muitos a fazerem bicos: “O governador quis com isso oficializar os bicos”. Maria Aparecida critica a falta de reposição salarial dos policiais do Estado. “O Sinpol estará com o secretário de Segurança Pública no dia 23 (próxima terça-feira) para saber do Dejec e cobrar o pagamento da reposição da inflação”, diz ela.

Jornal Cruzeiro do Sul

Polícia Militar transformada em organização criminosa 17

É SÓ NO RIO QUE OFICIAIS DA POLÍCIA MILITAR CONTINUAM ROUBANDO
@hotmail.com.br

Agentes do Ministério Público e da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança (Ssinte) cumprem na manhã desta sexta-feira, mandados de prisão preventiva contra 25 acusados de integrarem uma quadrilha que desviou mais de R$ 14 milhões do fundo de Saúde da Polícia Militar do Rio. Entre os acusados estão três coronéis que faziam parte da cúpula da corporação até o final de 2014: o ex-chefe do Estado-Maior Administrativo, Ricardo Pacheco, o ex-diretor de Finanças, Kleber Martins, e o ex-gestor do Fundo de Saúde da PM, Décio Almeida. Os coronéis Ricardo Pacheco e Décio Almeida já estão presos e os agentes seguem para o interior do Rio para capturar o coronel Kleber Martins. Todos vão responder por associação criminosa. A investigação do caso durou mais de um ano e foi feita, em conjunto, pela Ssinte e pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, do MP.

Além deles, outros nove oficiais da corporação, onze empresários, uma ex-funcionária civil da PM e um funcionário da Secretaria estadual de Governo também tiveram mandados de prisão expedidos pela Justiça. Segundo a denúncia do Gaeco, obtida pelo EXTRA, o grupo fez do “Quartel General da PM um verdadeiro ‘balcão de negócios’ e a sede administrativa da organização criminosa, um QG de ‘tratativas criminosas’, de arrecadação de propinas e desvio de valores de verbas do Fundo de Saúde da PM, assim como recebimento ou exigência de vantagens econômicas indevidas”.

FIQUEM SOSSEGADOS, ENQUANTO O MP CARIOCA INVESTIGA AS RATAZANAS COM ESTRELINHAS, AQUI NO TUCANISTÃO ELES SÃO CÚMPLICES.
GAECO E OFICIAIS DA PM COMPARTILHAM INFORMAÇÕES DE CHACINAS,ROUBOS A CAIXAS ELETRÔNICOS, OPERAÇÕES ILEGAIS SEM MANDADOS JUDICIAIS EXIGIDOS POR LEI E NINGUÉM É PUNIDO.
ATÉ AS ESCOLAS PÚBLICAS SERIAM FECHADAS SOB AS VISTAS GROSSAS DO MP, NÃO FOSSE A GRITARIA DA MOLECADA, MUITO MAIS PREOCUPADA COM A EDUCAÇÃO DOS FUTUROS PAULISTAS QUE OS DITOS “DEFENSORES DA SOCIEDADE CIVIL”.

LITORAL – População deve adotar cuidados ao sair e chegar em casa 17

Diretor do Deinter-6, Gaetano Vergine aconselha as pessoas a acionar a polícia diante de indivíduos com comportamento suspeito

EDUARDO VELOZO FUCCIA – A TRIBUNA 
16/12/2015 – 07:44 – Atualizado em 16/12/2015 – 09:59
Antes de abrir o portão é preciso
examinar a parte externa, afirma delegado

O momento de sair e, principalmente, de entrar em casa requer bastante cuidado dos moradores, porque são nessas ocasiões que assaltantes costumam agir.

No final da tarde e na noite de segunda-feira (14), duas famílias foram assaltadas, respectivamente, em Peruíbe e Praia Grande, quando chegavam de carro na residência. Uma das vítimas é um policial militar.

Diretor do Departamento de Polícia Judiciária do Interior-6 (Deinter-6), o delegado Gaetano Vergine alerta que, ao perceber a presença de qualquer pessoa suspeita, o melhor é não abrir a porta, bem como não acionar o portão eletrônico da garagem.

A maioria das abordagens dos assaltantes ocorre quando as vítimas estão dentro de carros, porque elas estão com as atenções voltadas com a manobra que deverão fazer.

“É nessas horas que elas estão mais vulneráveis. É preciso verificar se não há ninguém suspeito na frente ou próximo da casa. Caso haja, a recomendação é não parar e dar uma volta no quarteirão”, diz o chefe da Polícia Civil na região.

Na hipótese de o suspeito continuar nas imediações, Vergine orienta a ligar para as polícia Civil (197) ou Militar (190). A mesma cautela, segundo o delegado, vale para sair de casa. “Antes de abrir o portão da garagem é preciso examinar a parte externa”.

Peruíbe

Por volta das 18 horas de segunda-feira, com o sol ainda brilhando forte, uma dona de casa, de 63 anos, chegava em sua residência, no Jardim Peruíbe, dirigindo uma caminhonete Montana.

Ela retornava das compras no supermercado e era aguardada no portão da garagem pelo marido, um aposentado de 70 anos, quando foram rendidos por quatro marginais.

O bando obrigou o casal a entrar no imóvel e separou vários objetos da moradia, entre os quais duas bicicletas. Dois ladrões fugiram pedalando estes veículos, enquanto os demais escaparam levando os outros produtos na Montana.

Momentos depois, durante patrulhamento pelo bairro, PMs viram a caminhonete e a perseguiram até ela atolar em uma rua. Os dois ocupantes da Montana conseguiram escapar e não foram identificados. Um deles dispensou na fuga um revólver de brinquedo.

Dois televisores, notebook, aparelho de som, climatizador, aspirador de pó e outros objetos roubados da casa foram recuperados dentro da Montana. Os marginais conseguiram levar algumas joias e um celular, além das bicicletas.

Praia Grande

Dois homens não identificados aproveitaram o momento em que um casal aguardava o portão eletrônico do edifício em que mora abrir para assaltá-lo, às 23h30 de segunda-feira.

O prédio fica no Bairro Guilhermina e o casal chegava ao local com um Chevrolet Prisma preto. Os marginais portavam armas de fogo e exigiram a entrega do carro.

No veículo havia diversos pertences das vítimas, que também foram levados. O dono do Prisma é um policial militar, de 49 anos. No carro estava a sua carteira funcional, mas os assaltantes não a perceberam.

PSDB retomando o governo federal aumentará a contribuição previdenciária e extinguirá quinquênio e licença-prêmio do servidores; o diabólico sinal vem de Goiás 39

Marconi acaba com quinquênio e licença-prêmio dos servidores

Mesmo às vésperas do Natal, o governador Marconi Perillo (PSDB) enviou para a Assembleia Legislativa mais um absurdo ‘pacote de maldades’ em desfavor dos servidores públicos estaduais. O conjunto de projetos visa acabar (e não apenas suspender) conquistas históricas dos funcionários públicos como a licença-prêmio remunerada e o quinquênio – abono incorporado ao salário dos servidores a cada cinco ano.

Os projetos de lei começam a tramitar na Casa nesta terça-feira, 15, última semana de trabalhos no legislativo. A informação foi divulgada pela coluna Giro desta terça-feira, 15.

Outro projeto de lei enviado para aprovação dos deputados mexe na aposentadoria dos servidores públicos. O tucano quer criar uma aposentadoria complementar, aumentando o desconto em folha, para os funcionários que quiserem aposentar-se mantendo seus vencimentos integrais. Quem não aderir à mudança, terá a aposentadoria comprometida.

Os projetos devem ser lidos nesta terça na sala das comissões reunidas da Assembleia. Se aprovado, deve seguir amanhã para primeira votação em plenário. Se os planos de Marconi Perillo não forem alterados, na quinta-feira, 17, os servidores públicos já terão conquistas históricas retiradas pelo atual governo.

Helio de Sousa e Jose Vitti preparam votacao quinquenio
Vitti pediu adiamento; Hélio guarda leitura do projeto para 2016

O projeto de lei do governo de Goiás que muda o quinquênio e a licença-prêmio dos servidores estaduais já está na Assembleia Legislativa, segundo informação do presidente do Poder Legislativo, Hélio de Souza.

As mudanças ainda não são conhecidas pelo fato de que o deputado ainda não leu o projeto no plenário da Assembleia. A informação, divulgada no O Popular com redação de Fabiana Pulcinelli.

Ao Diário de Goiás, o deputado José Vicci informou que os deputados argumentaram com o governador Marconi Perillo (PSDB) que seria melhor deixar as pautas polêmicas para o ano que vem. “Temos que discutir com mais calma, não ficaria bom aprovar aqui na última semana dos trabalhos da Assembleia”, disse ele

Mensaleiros do tráfico – BOPE mostra a verdadeira face: BANDIDOS DE ELITE…( Foram presos apenas 5 recolhas ) 18

EXCLUSIVO: Mensagens mostram como agentes do Bope ajudavam criminosos do Rio

Ao informar a facção do Comando Vermelho sobre operações policiais, grupo da tropa de elite contribuiu para manter à solta alguns dos maiores bandidos cariocas

Por: Leslie Leitão, do Rio de |Janeiro

  •  

O Batalhão de Operações Especiais (Bope), tropa de elite do governo fluminense, veio aos holofotes na semana passada não por razões que honram a farda. Cinco de seus integrantes, um sargento e quatro cabos, foram presos depois que a subsecretaria de Inteligência (SSinte) e o Ministério Público reuniram informações para cravar que, no lugar de trabalhar pelos cidadãos de bem, esta banda podre do batalhão agia em prol da bandidagem havia pelo menos um ano. Antes de sair do quartel para fazer a patrulha, os agentes avisavam os marginais. Isso mesmo: era tudo fachada. VEJA teve acesso a trocas de mensagens entre o bando corrompido do Bope e integrantes do alto escalão do crime, material que desencadeou a operação “Black Evil” (mal negro, alusão à cor do uniforme da tropa) . O conteúdo escancara detalhes desta extensa rede criminosa.

Às 7h24 minutos da manhã de 17 de setembro uma mensagem de texto pipocou em um grupo do BlackBerry Messenger (BBM), sistema criptografado de mensagens muito usado por traficantes do Comando Vermelho (CV): “O Preto 4 avisou que vão sair daqui a pouco mas ainda não sabe pra onde vão. Geral do CV fica ligado pra não sofrer surpresa desagradável”. Várias áreas dominadas pela maior facção criminosa do Rio de Janeiro recebiam, naquele instante, um alerta de que homens do Bope estavam se preparando para sair às ruas supostamente para fazer seu serviço. Às 8h17, já ciente de que a operação não seria em domínios do CV, o cabo Maicon Ricardo informou de forma sucinta: “Ninguém de vocês, não”.

O aviso daquela manhã de setembro era um alerta rotineiro. “Eles davam bom dia e boa noite para os traficantes, só para dar uma satisfação”, conta a promotora Angélica Glioche. Essa era uma das obrigações do acordo: sempre dar o alerta de que haveria uma ação policial, ainda que ainda não soubessem o lugar preciso da operação. Pela venda das informações, os agentes faturavam até 10 000 reais semanais por favela. Estima-se que pelo menos onze delas tenham sido blindadas pelo esquema.

As mensagens chegavam a informar o Comando Vermelho até mesmo quando as ações policiais atingiriam uma facção rival. Em 8 de agosto, às 14 horas em ponto, veio o aviso: “Pessoal na rua. Saindo agora (para a) Pedreira”. Como o Morro da Pedreira, controlado pela quadrilha Amigos dos Amigos (ADA), é vizinho a um conjunto de favelas comandadas pelo CV, integrantes do bando começaram a enviar mensagens ao PMs para saber se nada mesmo aconteceria no naco deles. “Mas chapa (Complexo do Chapadão) vai não, né?! Só Pedreira mesmo?”, quis saber um criminoso. À confirmação seguiu-se o alívio e um pedido: “Valeu, tranquilo. Qualquer coisa dá o alô. Valeu”. Também notícias de prisões de rivais do crime eram recebidas em primeira mão pelos altos quadros do CV.

Em uma mensagem, um dos homens do Bope dá a “boa notícia” à bandidagem: “Falaram ki (sic) prenderam o peixe dos alemão (os rivais) agora.” Quem assina é o sargento André Silva de Oliveira. Depois de 26 minutos, o grupo recebe uma prova da informação: a foto de Rafael Alves, o Peixe, e seu braço-direito, Marco Antonio Sena, o Lambão, da favela Vila Aliança, dentro da viatura do Bope — momentos após a dupla ser capturada em um condomínio de classe média da Barra da Tijuca.

A foto de Peixe e Lambão enviada por agentes do Bope para o grupo dos bandidos, provando que um dos principais inimigos do CV estava preso
De dentro da viatura: a foto de dois criminosos do alto escalão de uma quadrilha rival foi enviada pelo Bope a integrantes do CV assim que eles foram presos(Internet/Reprodução)

Mensagens obtidas por VEJA mostram certos padrões nas conversas. O cabo Maicon Ricardo Alves da Costa, identificado como Preto 1, mantinha o canal sempre aberto para se comunicar com criminosos identificados como Lord of War, Lili pro Fu, Lobo Mau, Dumbo e Vênus, entre outros. Já “Preto 4” seria, de acordo com a denúncia dos promotores, o cabo Rodrigo Mileipe Vermelho Reis, que apesar de lotado no Bope integrava a escolta pessoal de Marcelo Montanha, chefe de gabinete do secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame. “O Bope é o farol da PM. Esses homens estavam desonrando nossa história e o que cultuamos no nosso dia a dia. A gente precisava dessa resposta”, diz o tenente-coronel Carlos Eduardo Sarmento, comandante da tropa de elite do Rio.

Cabo Maicon Ricardo, de acordo com as investigações, era o Preto 1
O cabo Maicon Ricardo: um dos cinco presos por ganhar dinheiro para passar informações às quadrilhas.(Internet/Reprodução)

RIPA CABULOSA – Decisão do TJ determina a anulação de remoção de delegado de polícia de Diadema perseguido por apreender caça-níqueis 111

Delegado de Polícia  consegue anular ato de Delegado Seccional na Justiça
DEMACRO blinda contraventores,  operações  apenas com autorização superior
Por Roberto Conde Guerra – 14 de dezembro de 2015
O desembargador FERRAZ DE ARRUDA , da E.  13ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo, anulou o ilegal ato do delegado seccional de Diadema  que determinou a remoção, em fevereiro do corrente,  do delegado HENRIQUE KÄSTNER JÚNIOR,   lotado na Delegacia do 3º DP daquele município ,  após o plantonista deflagrar uma operação – com a colaboração da Guarda Civil – que resultou na apreensão de dezenas de caça-níqueis.
O Seccional –  Dr. OSWALDO ARCAS FILHO – depois do episódio, visivelmente contrariado com a operação efetivada  pelo subordinado  , proibiu  expressamente que as autoridades ou policiais civis daquela sub-região prestassem apoio aos delegados plantonistas; sendo que – segundo ele –  toda notícia anônima pertinente a jogatinas  devem ser previamente submetidas aos setores que lhe são  diretamente subordinados ou à Diretoria do DEMACRO.
Lamentavelmente, conforme e-mail institucional obtido pelo FLIT PARALISANTE, remeteu mensagem no mesmo sentido ao Coronel  Ricardo Andrioli , comandante da GCM de Diadema , ao comando da PM e outras autoridades locais , com a finalidade de que nenhum apoio fosse prestado pela Guarda Civil ou PM sem a solicitação da Seccional.
Alegou ser defeso aos delegados deflagrarem operações – no caso tudo não passou de meras diligências batizadas de Game Over – sem prévia autorização dos superiores.
O e-mail  em questão – ainda mais encaminhado para oficias da PM – caracteriza verdadeira afronta e desprestígio aos delegados de polícia.
Não por acaso a PM caga,  deita e rola sobre a carreira dirigente da Polícia Civil.
Em seguida promoveu  a “transferência” do delegado de seu distrito de origem para outro um pouquinho menos inóspito  , empregando termos genéricos vetados pela  Portaria DGP 58, de 28.12.2011, ou seja, assim escreveu em seu ato:  “remoção por necessidade do serviço e melhoria do atendimento ao público”.
“Art. 5.o. Fica vedado, em expedientes relativos à matéria tratada nesta portaria, o emprego de expressões lacônicas e não técnicas, tais como a referência simples ao ‘interesse policial’ ou ‘interesse da Administração, dentre outras.
Aliás, atentou absolutamente contra as normas constitucionais, ordinárias e administrativas baixadas pela Delegacia Geral.
Em juízo,  simploriamente,  alegou que o ato se deu a pedido verbal do superior hierárquico do removido, ou seja,  a pedido do titular do DP.
Outrossim, deslavadamente, que a ausência de fundamentação objetivava a preservação do removido.
Na sequência – buscando a coonestação da ilegal remoção –  baixa o sarrafo no coitado,  suscitando fatos impertinentes e ocorridos  na gestão da delegada Martha Rocha de Castro.
O papel aceita tudo!
Verdadeiramente,  flagrante é a intenção do Seccional em coarctar as iniciativas dos subordinados , blindando – ainda que inconscientemente – a exploração de jogos de azar.
Flagrante ainda, nos autos, restou a sua intenção de provocar a exoneração do delegado ainda em estagio probatório.
Frise-se em detrimento de toda a carreira!
Absurdamente, de forma intempestiva e impertinente, traz à luz –  defendendo com unhas e dentes palavras de policias militares – uma censura e providencial representação por suposta prevaricação quando de  decisão pela não lavratura de auto de  flagrante, cujas diligências pelo serviço reservado foram eivadas por irregularidades e falsidades.
A sequência cronológica dos atos em desfavor do delegado plantonista revelam odiosa retaliação.  Tudo editado no interregno da impetração do mandado e respectivo julgamento.
E  indo mais longe em suas criticas teceu insinuações desairosas sobre a conduta do delegado plantonista e expressamente – em comunicação endereçada à Corregedoria da Polícia Civil – vislumbrou  eventual criação de dificuldades para  vender facilidades.
Ademais, até pretendeu increpar o subordinado pelo emprego do termo “RIPA” nos autos do mandado de segurança, desconsiderando que a expressão foi utilizada pelo advogado  que elaborou e subscreveu a petição e não pelo impetrante.
“Ripa” ou “bonde” no jargão policial significam remoção como forma de punição.
Como sempre, a Corregedoria deu razão ao classe especial em detrimento do delegado , ainda, estagiário.
O Seccional repetindo argumentação vetusta , baixa e muito suspeita  chega a questionar:
Por que não se dedica aos crimes mais graves e violentos ?
Ora, nós já ouvimos a mesma frase em algum lugar…
Com efeito, quem não faz o menos não faz o mais!
Em sede de Mandado de Segurança, a autoridade policial aviltada alegou o desvio de finalidade e o descumprimento da legislação pertinente a remoção de delegados de polícia.
A PGE – por meio de parecer que beira a infantilidade – alegou que a “transferência” de uma delegacia para outra no mesmo município não caracteriza ato de remoção.
O Juízo de primeiro grau – defendendo supostos direitos da Administração e  negando-se  a enfrentar questões mais polêmicas  – denegou a ordem , alegando que:

A relotação de delegados de polícia dentro do mesmo Município insere-se nos poderes de conveniência e oportunidade da Administração, que, porém, deve sempre autuar com vistas a atingir a preservação do interesse público. Daí porque se vier a agir com desvio de finalidade, o ato administrativo pode ser judicialmente invalidado.
Ocorre que o reconhecimento do alegado desvio de finalidade, ou seja, que a transferência estaria a representar uma punição ou perseguição ao impetrante, demanda ampla dilação probatória, o que é incabível em sede mandado de
segurança.

Em grau de recurso,  por votação unânime  , no dia 11 do corrente,  os desembargadores deram provimento à apelação  concedendo o  mandado de segurança em favor do delegado .
A decisão determina o retorno do delegado à sua unidade de origem. De acordo com entendimento do desembargador, a lei que dispõe sobre a reorganização da Polícia Civil estadual (Lei 207 / 1979 ) deixa claro que quem deve promover a remoção é o delegado-geral de Polícia Civil, ouvido o Conselho da Polícia Civil, não um mero delegado  de município ( Diadema é Seccional de muito cacique pra pouco índio ).

MANDADO DE SEGURANÇA ATO DE REMOÇÃO DE  DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO, BEM COMO DE PRÉVIA MANIFESTAÇÃO DO CONSELHO DA POLÍCIA
ANULAÇÃO NECESSIDADE OFENSA AOS ARTIGOS 140, §6o, DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL, 36, DA LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 207/79 E PORTARIA DGP  58/2011 RECURSO PROVIDO PARA CONCEDER A SEGURANÇA.

O Desembargador FERRAZ DE ARRUDA também assinalou que a portaria de remoção carecia de fundamentação idônea ; ferindo direito líquido e certo do impetrante.

Enfim,  lamentavelmente, agora, se a Polícia Civil  fosse mais séria – sem o compadrio e corporativismo nefastos –  removido e processado deveria ser o Delegado Seccional de  Diadema.
Infelizmente, não obstante a vitória processual, o delegado HENRIQUE KÄSTNER JÚNIOR deverá se acautelar em relação à Administração e parcela pestilenta da Corregedoria da Polícia Civil.
CUIDADO!
sarrafo

Resoluçao 57, instrumento para extorsão do “ciclo completo” pela PM – O descalabro administrativo instalado pelo Secretário de Segurança com a total omissão da cúpula da Polícia Civil 45

Essa loucura resulta no seguinte :

Em São Jose dos Campos um individuo foi ao Center Vale Shopping e furtou três livros, seguranças chamaram a PM, que  em lá comparecendo conduziu as partes ao 2 Distrito Policial, em lá chegando abandonaram vitima representante da loja Saraiva,  segurança e o roubador , depois de certo tempo um Policial civil pergunta as pessoas o que faziam lá pois não fora avisado de nada , e o roubador fala : ” eu roubei a loja e a PM me trouxe aqui para ser preso “.

Foi autuado em flagrante, mas e a PM abandonou o local por que?

Por ter isso se tornado rotina, ao se localizar um veiculo roubado a PM avisa a vitima entrega-lhe o veiculo e manda que a mesma comunique a Delegacia .

Ora isso e o caos que se instala sem que os ” Cardeais ” Policia Civil  tomem qualquer atitude em defesa da classe e da Instituição . A Policia Civil caminha a passos largos para o fim.

João Alkimin

———————————

Falando  em encontro de veículos, alguns malandros fardados – corruptos travestidos de honestos – ao tempo da propina paga pelas seguradoras e recuperadoras, nunca abriram mão de apresentar a ocorrência na Delegacia e , ao final, receberem o auto de exibição e apreensão ; documento com o qual cobravam  o prêmio  – indevido –  oferecido pelas empresas interessadas.

Aguardavam – sem reclamações – o dia inteiro se necessário!

PM não atende homicídio doloso e foda-se a família da vítima – Polícia Militar tá cagando e andando para a resolução do secretário Alexandre de Moraes 12

Mais um desserviço da organização fardada que se acha a reserva moral do estado

Dr guerra segue matéria onde mostra como a polícia militar usa em seu favor a resolução e dane se a população , me mantenha no anonimato pois eles estão fora de controle aqui na nossa região , muito obrigado por nos defender chefe.                                 TodoDia Online.
Rapaz é morto a tiros, e PM não registra o BO
Polícia

Atualizado em 12/12/2015-21:04:24

Um rapaz foi morto com dois tiros na frente de um bar no Jardim Boa Esperança, em Hortolândia, ontem de manhã. Os fatos foram informados pelos pais do rapaz no Plantão da Polícia Civil da cidade porque os policiais militares que atenderam a ocorrência não fizeram o registro até as 19h25 de ontem. Por causa disso, um boletim de ocorrência sobre a falta de comunicação do crime foi registrado pelos pais do jovem.
Segundo a Polícia Civil, a vítima foi Weslei Michel dos Santos Veloso, 27. No registro policial não constam local do crime nem as circunstâncias.
Por volta de 12h de ontem, a Polícia Militar informou à reportagem, por telefone, que o crime tinha ocorrido no Jardim Boa Esperança, que a vítima havia sido conduzida por uma equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) até o Hospital Municipal e Maternidade Governador Mário Covas, mas que o rapaz havia morrido.
Segundo a Polícia Civil, os policiais militares se negaram a apresentar a ocorrência e a passar mais informações sobre o ocorrido. Os policiais disseram no plantão que o farão durante o expediente, amanhã. A reportagem esteve na delegacia às 15h de ontem, mas os familiares do rapaz não quiseram se pronunciar.
Os policiais militares que atenderam a ocorrência não passaram mais detalhes à reportagem e nem o comandante das operações, que não se identificou. O sargento não identificado disse que não poderia atender a reportagem porque teria de fazer uma diligência sobre o crime.
A reportagem não localizou o comandante do 19º Batalhão de Americana, coronel Marcelo de Oliveira, que responde por Hortolândia, ontem à noite. A reportagem também ligou três vezes no telefone fixo da PM de Hortolândia por volta de 18h40 de ontem, mas ninguém atendeu as ligações.  CLAUDETE CAMPOS

————————————————–

Diário Oficial do Estado.

Sábado, 9 de maio de 2015 Diário Oficial Poder Executivo – Seção I São Paulo, 125 (85) – 13

GABINETE DO SECRETÁRIO

Resolução SSP-57, de 08-05-2015

Dispõe sobre o atendimento e o registro de ocorrências e dá outras providências

O Secretário da Segurança Pública,

Considerando que compete ao Estado aprimorar a qualidade e eficiência dos serviços prestados à coletividade;

Considerando que a atuação conjunta dos organismos policiais deve nortear a política de segurança pública;

Considerando que a integração dos esforços dispendidos concorre para a melhoria da eficiência das ações desenvolvidas;

Considerando que o atendimento e o registro das ocorrências apresentadas nas unidades policiais devem ser céleres, de modo a permitir o imediato retorno dos agentes ao patrulhamento, resolve:

Artigo 1º – Os policiais militares e civis de serviço terão atendimento preferencial em todas as ocorrências criminais apresentadas à Polícia Civil, devendo ainda ser observado:

I – No acionamento de policial militar para comparecimento em hospitais, prontos socorros ou congêneres relacionados à entrada de vítimas de crimes diversos e, verificando não haver campo para ações da Polícia Militar ou pessoas a serem presas e não estando o ofendido com alta médica, deverá ser elaborado o BO/PM e informado à Polícia Civil;

II – Em caso de flagrante delito, deverão ser adotadas posturas para a rápida liberação dos policiais militares, previamente lavrando-se as peças complementares que dependam de suas assinaturas, buscando a pronta liberação da guarnição após as suas oitivas e a entrega do recibo de preso;

III – Nas ocorrências de constatação de morte natural, ou seja, não havendo indícios da prática de crime, o policial militar deverá realizar o registro do BO/PM, comunicar o distrito policial com circunscrição local e retornar ao policiamento preventivo. Parágrafo único – Nas situações previstas nos incisos I e III deste artigo, o BO/PM será enviado ao órgão da Polícia Civil com atribuição para os atos de polícia judiciária, sem prejuízo da prévia comunicação do fato pelo COPOM para o CEPOL ou centro de comunicação equivalente.

Artigo 2º – Nas ocorrências criminais de mera transmissão de dados, a Polícia Militar deverá tão somente elaborar BO/ PM, devendo encaminhar cópia ao órgão da Polícia Civil, com atribuição do local dos fatos.

Parágrafo único – Nessas hipóteses, o policial militar notificará as pessoas envolvidas na ocorrência para que compareçam àquele órgão ou, por questões de segurança, prestará o apoio para que isso ocorra, devendo retornar, em ambos os casos, imediatamente ao policiamento preventivo.

Artigo 3º – Nas ocorrências em que a prisão em flagrante delito for realizada por qualquer do povo, o policial militar ou civil, quando acionado, prestará o apoio necessário na condução da ocorrência à Polícia Civil, fornecendo os seus dados qualificativos.

§ 1º – O policial militar ou civil que prestar o apoio será, imediatamente, dispensado para o retorno às suas respectivas atribuições não sendo necessária sua oitiva nem assinatura no auto de prisão em flagrante que deverá, somente, conter seus dados qualificativos.

§ 2º – A pessoa que efetivou a prisão figurará como condutor da ocorrência, devendo ser ouvida, assim como as testemunhas presenciais do fato, nos termos da lei.

§ 3º – Caso o delegado de polícia entenda necessária a oitiva dos policiais militares que apresentaram a ocorrênciapara a formação de sua convicção, poderá fazê-lo imediatamente ou, ainda, intimá-los para outros esclarecimentos.

Artigo 4º – O policial militar ou civil que atender ocorrência de localização de veículo produto de ilícito penal, nos termos da Resolução SSP 173/2013, tomará as providências necessárias visando ao comparecimento do proprietário ou responsável no local em que se encontra o veículo, para acompanhar os registros e procedimentos necessários junto à Polícia Civil.

§ 1º – Em havendo o comparecimento do proprietário ou responsável ao local de encontro do veículo, o policial militar ou civil encarregado da ocorrência o acompanhará à Polícia Civil.

§ 2º – O policial militar ou civil, com vistas ao pronto retorno às suas respectivas atribuições, fornecerá ao proprietário ou responsável, em documento próprio, os dados para as providências legalmente cometidas à Polícia Civil, do qual constará a ciência sobre a necessidade de imediato registro da ocorrência.

Artigo 5º – A elaboração do BO/PM deverá ser feita no local dos fatos, exceto nos casos em que for necessária a apresentação pessoal da ocorrência à Polícia Civil, sem prejuízo da comunicação prévia e do envio, nos termos desta resolução.

Parágrafo único – A apresentação pessoal da ocorrência deverá ser feita nos crimes cometidos com violência à pessoa ou grave ameaça, salvo nas hipóteses autorizadas pela Secretaria da Segurança Pública para realização de BO eletrônico e nos crimes definidos em Portaria Conjunta pelo Delegado Geral de Polícia e Comandante Geral da Polícia Militar.

Artigo 6º – Se no atendimento de ocorrência for constatada a necessidade de preservação de local de crime, o policial militar deverá, imediatamente, transmitir os dados da ocorrência ao COPOM que os retransmitirá ao CEPOL ou ao centro de comunicação equivalente da Polícia Civil para a adoção das providências determinadas na Resolução SSP-382, de 1/09/1999.

Artigo 7º – O Delegado Geral de Polícia e o Comandante Geral da Polícia Militar, em portaria conjunta, adequarão os procedimentos operacionais e administrativos para o cumprimento do estabelecido na presente Resolução.

Artigo 8º – Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Tudo o que estamos colhendo hoje foi plantado na ditadura, na verdade já esteve MUITO PIOR 21

Alguns pedem a volta do regime militar por causa da situação da segurança pública, porém, o que os cabeças de balde fizeram em prol da segurança?

Tudo o que estamos colhendo hoje foi plantado na ditadura, na verdade já esteve MUITO PIOR, compare o período do fim da ditadura até 90 e pouquinho com hoje…

Na ditadura não se tinha nem gasolina pras viaturas, qualquer um entrava na polícia, não se tinha treinamento algum, o único armamento que a polícia tinha direito era SUCATA do exército, não existia politica de segurança pública, 30 anos de ditadura e o código penal era o mesmo de 45, não diminuíram a maioridade penal, não construíram presídios decentes, corrupção corria solta, era pior que hoje, o que existia era uma preocupação de matar guerrilheiros de maneira clandestina, e nem isso fizeram, a própria Dilma, líder terrorista, deveria ter sido condenada pela lei marcial e condenada a morte por fuzilamento.

Comando vermelho, PCC, ADA, todos tem origem na falta de politica de segurança pública dos militares.

HÉLIO

Hélio
Hélio
Solta meu primeiro comentário ai guerra, e só complementado o comentário filtrado, general não manda nem em seu quartel, acham que eles tem peito pra dar golpe? E na lava jato teve um almirante preso

CUECÃO DE OURO – Membro do Ministério Público é flagrado com 30.000 euros…( Será propina de alguma mineradora que deixou de ser fiscalizada ? ) 25

Promotor-Fabio-Guedes-299x192

Promotor de Uberlândia é detido com mais de R$ 100 mil em aeroporto

O promotor do Ministério Público Estadual (MPE) em Uberlândia Fábio Guedes de Paula Machado foi detido, na noite desta quinta-feira (10), no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos (SP). Segundo informações da Polícia Federal (PF), ele levava consigo 30 mil euros (cerca de R$ 126.405,00, na cotação atual) não declarados e foi pego em uma ação da Receita Federal. O promotor está em férias e tentava embarcar para Europa. A informação foi confirmada pelo MPE em Belo Horizonte.

Guedes assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), se comprometendo a comparecer em juízo para responder sobre o caso, e foi liberado. O procedimento do TCO é comum para o caso. O dinheiro foi apreendido e está na Receita Federal, mas, em função do sigilo fiscal, o órgão informou em nota que não pode se pronunciar sobre dados do passageiro. O promotor não apresentou o comprovante necessário para justificar a origem do dinheiro e embarcar com a quantia.

Conforme informou a Receita, qualquer valor superior a R$ 10 mil, mesmo em moeda estrangeira, deve ser declarado. Nessa hipótese, independentemente da caracterização ou não de crime (que dependerá de investigação), os valores superiores aos R$ 10 mil devem ser apreendidos. Sair com valor não declarado pode ainda caracterizar o crime de evasão de divisas, cuja pena é de reclusão de 2 a 6 anos, além de multa.

Conforme informou a PF, o promotor seguiu nesta sexta-feira (11) para Belo Horizonte onde seria apresentado ao procurador-geral do Estado de Minas Gerais.

MPMG  se pronuncia

A reportagem do CORREIO de Uberlândia contatou a assessoria de imprensa do Ministério Púbico Estadual (MPE) em Belo Horizonte, que afirmou ter sido informada, na manhã desta sexta-feira (11), sobre a detenção do promotor Fábio Guedes.

Em nota, o órgão informou que “por determinação do procurador-geral de Justiça, houve, nesta manhã, o deslocamento de procurador de Justiça para o referido aeroporto, com o objetivo de se inteirar dos fatos e circunstâncias, trazendo toda a documentação necessária para análise e providências que o caso venha a reclamar”.

O CORREIO também contatou o promotor por meio do celular pessoal, que foi atendido por outra pessoa, que se identificou como advogado. A ligação foi desligada e não houve mais sucesso no contato.

Promotor atua na área de meio ambiente e habitação

Fabio Guedes Paula Machado possui graduação em direito pela Faculdades Metropolitanas Unidas (1987) e em Ciências Contábeis pela Universidade São Judas Tadeu (1986).  Ele é promotor do Ministério Público Estadual há 26 anos, e em Uberlândia atua nas áreas de meio ambiente, habitação e urbanismo. Além da função na Justiça mineira, Guedes é também professor na área de direito penal da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) desde 1992. O promotor é autor de mais de dez livros sobre direito penal.

mariana1_-_reproducao_tv_globo