Criminalidade segue em queda, aponta Estado
Dos delitos registrados em Boletins de Ocorrência, só furto teve ligeira alta na região
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| Coronel da PM atribui queda à harmonia entre as polícias |
A criminalidade segue em queda na Baixada Santista, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado. Nos 10 primeiros meses deste ano, em relação ao mesmo período de 2014, apenas o furto de veículos teve ligeira alta na região. Os outros seis indicadores apresentaram queda. Os dados levam em conta apenas crimes registrados em boletins de ocorrências.
A modalidade que mais caiu entre janeiro e outubro deste ano foi estupro, cujos números recuaram 21,8 %, passando de 284 ocorrências em 2014 para 222 neste ano, somando a quantidade de ocorrências nas nove cidades da Baixada.
O município que mais registrou casos de estupro foi Guarujá, seguido de Praia Grande e Santos, com 46, 44 e 41 ocorrências, respectivamente.
Em números absolutos, independentemente dos percentuais de queda, ainda chama a atenção a quantidade de furtos e roubos na região. Foram 21.321 furtos na Baixada somente este ano – Santos teve o maior número de casos, com 5.293.
Tratando-se de roubos, o total na região foi 15.081 ocorrências. Santos também é a Cidade que mais teve casos desse tipo de crime, acumulando 3.617 casos de janeiro a outubro de 2015. O furto de veículos aumentou de 3.723 ocorrências em 2014, para 3.732 este ano.
Homicídios
O número de homicídios dolosos nos 10 primeiros meses de 2015 teve o segundo pior recuo, em relação ao verificado em 2014. De 142 ano passado, baixaram para 126 – menos 11,3%. Ao mesmo tempo, registrou um aumento de 13 casos em relação a setembro, quando foram registrados 113.
Só em Praia Grande, ocorreram 31 homicídios dolosos. São Vicente registrou 22 mortes, Itanhaém, 17, e Guarujá, 15.
Já os latrocínios (roubo seguido de morte) recuaram 20,8%. Em 10 meses, 19 pessoas foram vítimas dessa modalidade criminosa. Em 2014, foram 24.
Insegurança
Apesar da queda nos índices, o comandante da Polícia Militar na Baixada Santista, Coronel Ricardo Ferreira de Jesus, reconhece a sensação de insegurança da população. Segundo ele, uma única ocorrência propagada é capaz de potencializar o sentimento. Quanto à redução da criminalidade, atribui ao trabalho em conjunto das polícias Militar e Civil.



