São Vicente, terra do nada e de ninguém…Cidade nobre, povo pobre, prefeito rico! 8

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Em meio a crise financeira, Prefeitura de São Vicente cancela Encenação de 2016

Dificuldades econômicas na cidade impediram que a Prefeitura destinasse orçamento para o evento

DE A TRIBUNA ON-LINE
03/11/2015 – 18:15 – Atualizado em 03/11/2015 – 18:26
Encenação foi cancelada por crise orçamentária

Em razão da crise financeira, o maior espetáculo em areia de praia do mundo não será realizado em 2016. A Prefeitura de São Vicente anunciou nesta terça-feira (3) o cancelamento da Encenação da Fundação da Vila de São Vicente do ano que vem.

A Administração Municipal disse que, diante das dificuldades econômicas, decidiu priorizar os recursos para pagamento de demandas urgentes. O espetáculo tinha custo estimado de R$ 3,3 milhões para o próximo ano.

De acordo com a Prefeitura, as encenações de 2013 e 2014 tiveram apoio e patrocínio do Governo do Estado e de empresas estatais. Já na edição deste ano, a Prefeitura arcou com todo o custo.

Por se tratar de um evento tradicional, criado em 1982, a Administração vicentina informou ter mantido contato com os governos Federal e Estadual e com empresas, mas não conseguiu apoio financeiro para promover o evento em 2016.

A Prefeitura ainda citou diminuição de 30% nos recursos do Ministério da Cultura neste ano, com previsão de novos cortes para 2016, e de 10% em programas mantidos pela Secretaria de Estado da Cultura.

“As condições financeiras implicam na readequação do calendário artístico, fato que infelizmente vem acontecendo em vários municípios já em 2015, onde eventos culturais tradicionais foram cancelados ou tiveram suas edições adiadas para o ano seguinte por falta de recursos e apoiadores”, afirmou a Prefeitura de São Vicente em nota.

No início dos 90, a Encenação também teve edições canceladas pelo mesmo motivo.

Por noite, milhares de pessoas assistiam aos shows

Referência

Considerada o maior espetáculo em areia de praia do mundo, a Encenação foi criada em 1982. No começo, ela era feita em uma pequeno cercado na praia do Gonzaguinha para comemorar o aniversário da cidade. O show começou por 1998, quando foi feita pela primeira vez a arena de apresentação, próximo à Biquinha.

O ano foi um divisor de águas: pela primeira vez, a história da chegada de Martim Afonso seria contata à noite. O espetáculo ganhou repercussão nacional com os números que foi alcançando ao longo dos anos. Em média, segundo dados da Prefeitura, são 56 mil espectadores e 1.300 atores do povo, que ensaiam por meses.

A réplica da caravela do Descobrimento do Brasil, a “Espírito Santo”,  também tornou-se um atrativo do show. Aliado a ela, estão os recursos tecnológicos, que a cada ano proporcionavam uma interação diferente com o público, que trocava o ingresso por um alimento não perecível. Nos últimos anos, a apresentação era em formato de musical.

Renomados atores da TV e do teatro já fizeram parte do maior espetáculo em areia de praia do mundo. Entre eles estão Francisco Cuoco, Humberto Martins, Marcos Pasquim, Jonas Melo, Alexandre Borges, Ney Latorraca, Júlia Lemmertz, Luigi Baricelli, Isadora Ribeiro, Werner Schünemann, Cecil Thiré, Elke Maravilha, Bete Mendes, Antônio Abujamra, John Herbert, Bianca Rinaldi, Iran Malfitano, Taumaturgo Ferreira, Luciano Szafir, Ewerton de Castro, Flávia Monteiro, Solange Frazão, Nuno Leal Maia, Malvino Salvador, Mauro Mendonça, Luciana Vendramini, Ary Fontoura, Leonardo Brício, Mônica Carvalho, entre outros. E diretores como Tanah Corrêa, Abílio Tavares, Charles Möeller, Antonio Roberto Marchese, Amauri Alves, Luiz Mário Vicente, e Roberto Perez

EXEMPLO DE MORALIDADE ADMINISTRATIVA – O 6º BPM/I de Santos – além de passar a caneca nos trouxas e amigos interessados – apura malversação de verbas e desfalques orçamentários por meio de simples sindicância 13

Nova sede da Polícia Militar será entregue até o final do mês

Batalhão de Ações Especiais mudará para prédio na Av. Ana Costa, ao lado do Corpo de Bombeiros; hoje, se localiza no 6º BPM/I

JOSÉ CLAUDIO PIMENTEL – A TRIBUNA DE SANTOS 
A princípio, Comando do Policiamento do Interior (CPI-6),
lotado no Batalhão, no Canal 6, ocuparia imóvel
Prédio, com 1,1 mil metros quadrados, ficou abandonado
por oito anos, devido a problemas na construção

O comando do Batalhão de Ações Especiais (Baep) da Polícia Militar na Baixada Santista mudará, definitivamente, para a nova sede no Gonzaga, em Santos, até o final deste mês. O prédio, abandonado por oito anos devido a problemas na construção, foi recuperado com o apoio da comunidade e está pronto para ser o quartel da tropa, a elite dos oficiais.

Paralelamente, será entregue ao Estado o resultado da sindicância que apura as circunstâncias que ocasionaram, à época, a não conclusão do edifício. Com mais de 1,1 mil metros quadrados, ele foi planejado para abrigar, originalmente, o Comando do Policiamento do Interior (CPI-6), responsável pela região e o Vale do Ribeira, e que hoje está no Batalhão do Canal 6.

A mobilização ocorreu depois que A Tribuna denunciou a precariedade do prédio, em maio deste ano. A Reportagem entrou no imóvel abandonado e encontrou um cenário de degradação e descaso com o dinheiro público: infiltração nas paredes, pisos de mármore quebrados, aparelhos de ar condicionado depredados e, ainda, documentos e registros de ocorrências no chão.

A partir daí, ocorreu a autorização do Comando Geral da PM em São Paulo para que a corporação fizesse a ocupação. Definiu-se que o comando do Baep, instalado provisoriamente em salas do Batalhão, fosse transferido em definitivo para lá. O problema é que não havia condições operacionais e estruturais de a mudança ocorrer, já que o prédio exigia reforma.

“Fomos atrás do apoio da comunidade para que tudo isso fosse rápido. Sensibilizamos e as empresas conseguiram nos ajudar a recuperar todo aquele espaço com o apoio de material e conhecimento. A mão de obra foi nossa”, explicou o comandante regional da PM, coronel Ricardo Ferreira de Jesus. O receio era ter que abrir licitação pública, o que protelaria todos os planos.

Foram doados 810 litros de tintas, 800 sacos de cimento e mais de 60 metros cúbicos de areia, entre outros materiais. Houve a participação da Associação Comercial de Santos, além do Ciesp de Cubatão, Senai de Santos e das Associações de Engenheiros e Arquitetos da região. O coronel Ricardo estima que o valor que seria gasto para toda a recuperação ultrapasse o R$ 1 milhão.

Sindicância

A quantia é quase o dobro do total pago para que a RM Queiroz Construções construísse o prédio: R$ 659.573,41. A Polícia Militar alega que ele não foi finalizado e, por isso, não pode ser ocupado quando entregue, em 2010. Mais tarde, o tempo revelou outros problemas. “A laje não estava impermeabilizada e a drenagem da água escorria pelas paredes internas do prédio”, constatou o comandante regional.

A alegação da construtora é que o Estado deve à empresa ao menos R$ 319 mil, referentes a obras civis, instalações elétricas, juros e correção monetária de 96 meses de paralisação, além de 20% da multa por rescisão contratual. O imbróglio se prolongou até este ano, quando o Ministério Público também passou a investigar o caso.

A expectativa é que o coronel Ricardo de Jesus, que preside a sindicância, entregue-a ao Estado até o final de novembro. A partir daí, caberá à Fazenda e ao departamento Jurídico de São Paulo estabelecer o que será feito. “Se ele já estivesse ocupado, teríamos os problemas do mesmo jeito”, pondera o coronel.

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“Fomos atrás do apoio da comunidade para que tudo isso fosse rápido. Sensibilizamos e as empresas conseguiram nos ajudar a recuperar todo aquele espaço com o apoio de material e conhecimento. A mão de obra foi nossa”, explicou o comandante regional da PM, coronel Ricardo Ferreira de Jesus.

O receio era ter que abrir licitação pública, o que protelaria todos os planos.

Leitor do blog:

Sou vizinho desse prédio, foram mais de cinco anos de total abandono e minha família inteira contraiu dengue.
Sempre quis uma solução, mas saber que quem deu um jeito foram os comerciantes e empresários “sensibilizados ?????” que vergonha, ainda falam isso como se tivessem resolvido
“receio de abrir licitação pública ?????” seria uma justificativa de dispensa de licitação ??? quem falou essa asneira?? MP, TCE e SEFAZ cadê vocês ???
“protelaria os planos ???” Que planos seriam esses??

Cade o responsável por esse absurdo, se eu não pago meu imposto sou punido na mesma hora.
Quem vai ressarcir o erário e o dono da construtora que tomou o chapéu ???

A sindicancia ainda será entregue no final de novembro ????? crime agora se apura com sindicancia ????

Quem falou isso ai foi um dos chefes da corporação que quer o ciclo completo, afinal seria bem mais facil “sensibilizar” a população com esse poder nas mãos.

Delegado de Polícia considera legítima defesa a ação de PM que resultou na morte do menino Eduardo 18

Anistia diz que é “aberração” inocentar PM que matou criança no Rio

Do UOL, no Rio

03/11/201520h40

  • Gabriel de Paiva/Agência O Globo

    Ativistas da ONG Rio de Paz fizeram um protesto dias após a morte de Eduardo

    Ativistas da ONG Rio de Paz fizeram um protesto dias após a morte de Eduardo

A Anistia Internacional classificou como “uma aberração” o inquérito da Polícia Civil do Rio de Janeiro sobre a morte do menino Eduardo de Jesus Ferreira, 10, atingido por um tiro quando estava na porta de casa, no Complexo do Alemão, zona norte da capital fluminense, em 2 de abril deste ano.

As investigações da DH (Delegacia de Homicídios), concluídas nesta terça-feira (3), sete meses após a ocorrência, apontaram que o disparo foi feito por um policial militar, mas o delegado Rivaldo Barbosa decidiu não indiciar o PM por considerar que ele agiu em legítima defesa, já que a equipe da qual fazia parte havia sido atacada a tiros por criminosos.

Em nota oficial, a ONG afirmou que a Delegacia de Homicídios “conferiu legitimidade” a ação de policiais militares que mataram uma criança na porta de casa com um tiro na cabeça e que a tese defendida pela Polícia Civil “reforça a rotina de impunidade, falta de responsabilização e de controle do uso da força letal pela polícia fluminense”.

“É uma verdadeira aberração. Este fato reitera a percepção de que as favelas são vistas e tratadas como territórios de exceção e que qualquer morte provocada pela polícia pode ser legitimada pelo sistema jurídico”, afirmou o diretor-executivo da organização, Atila Roque.

“O crime aconteceu à luz do dia e os policiais estavam a cerca de cinco metros de distância de Eduardo, como consta no laudo divulgado pela imprensa”, apontou a Anistia, na nota. “Não há legítima defesa de policiais quando um menino de 10 anos, desarmado, morre com um tiro de fuzil na cabeça disparado por um policial militar.”

A Anistia citou apurações próprias para contestar a informação do inquérito de que não havia confronto ou troca de tiros no momento da morte do menino. “Eduardo estava sentado na frente de casa, esperando a irmã e brincava com o celular quando foi atingido. Os policiais militares ainda tentaram modificar a cena do crime, retirando o corpo, o que só não ocorreu por mobilização da família e vizinhos”, disse a nota.

O texto divulgado pela ONG ainda lembrou um encontro relatado pela mãe de Eduardo, Terezinha de Jesus, com PMs que estavam no local: “Em desespero gritou aos policiais ‘Você matou meu filho’, teve como resposta um fuzil apontado para a sua cabeça e uma ameaça: ‘Assim como eu matei seu filho, eu posso muito bem te matar porque eu matei um filho de bandido, um filho de vagabundo'”.

O inquérito seguiu para o MP-RJ (Ministério Público do Estado), que pode discordar da decisão e denunciar o policial. Na nota, a Anistia disse esperar que a entidade “rejeite a conclusão equivocada do inquérito e que os autores desse homicídio sejam responsabilizados”.

“Não se conformam”

Em entrevista à Globo News no início da noite, o defensor público Fábio Amado, que representa a família de Eduardo, disse que os parentes do menino discordam e “não se conformam” com o resultado do inquérito. “Não é admissível para a família e para a sociedade que um crime como esse permaneça sem a identificação do autor e sem uma resposta adequada”, afirmou Amado, que é coordenador do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos do órgão.

Segundo o defensor, há depoimentos nos autos do inquérito que divergem da conclusão, informando que não havia confronto no momento em que Eduardo foi baleado. Ele afirmou ainda que uma efetiva punição do autor do disparo teria caráter pedagógico. Amado disse aguardar que o MP-RJ “ofereça denúncia à Justiça ou pelo menos requisite novas investigações à Polícia Civil”.

A reportagem tentou entrar em contato com Terezinha de Jesus, mas o celular dela se encontrava desligado até a publicação deste texto. (Com Agência Estado)