Arquivo mensal: outubro 2015
MADRES TERESA DA CASERNA – A Polícia Militar quer que a sociedade civil se foda, o ciclo completo é meramente “ad majorem Dei gloriam” 81
Major Olimpio fala às famílias policial civil e militares, sobre o lamentável episódio ocorrido ontem no qual um policial militar foi autuado e preso “por intransigência e posicionamentos pessoais de um delegado que não representa o pensamento da instituição polícia civil. Houve uma grande mobilização social e, aqui na Câmara dos Deputados, estamos constituindo uma comissão e vamos até o Governo de São Paulo, à Secretaria de Segurança Pública, ao Procurador Geral de Justiça, ao Tribunal de Justiça, à Delegacia Geral de Polícia e ao Comando Geral da PM, numa mobilização intensa para pedir que não aconteça mais esse tipo de conflito. Para que não haja mais esse tipo de interpretação equivocada e preconceituosa e individual que possa geral intriga e instabilidade entre as polícias.
Debatemos o ciclo completo de polícia, mas é preciso que haja isenção das partes nesse debate.
Vamos evoluir para o ciclo completo SIM e a cada dia convencemos mais a população brasileira, o próprio Congresso e os deputados.
O Ciclo vai ampliar as condições de trabalho de ambas as polícias, não vai tirar o poder de nenhuma instituição. Vai melhorar o atendimento das polícias ao cidadão.
Não serão coisas pequenas e atos INDIVIDUAIS que impedirão o avanço do novo sistema de segurança pública.
Até que o ciclo completo seja votado, é preciso que aqueles que estão na linha de frente, na ponta da linha, na luta, que se socorrem e se apoiam nas madrugadas, que lutem juntos.
Não vamos nos desagregar, nos desunir.
RESPEITO À PROFISSÃO
RESPEITO ÀS INSTITUIÇÕES
A luta é intensa, mas lutamos pelo bem maior que é o bem da sociedade.
Serenidade, tranquilidade e equilíbrio.
A própria sociedade brasileira vai impulsionar essa evolução para o ciclo completo a despeito de posicionamentos mesquinhos e individuais, QUE NÃO TRADUZEM O RESPEITO QUE AS INSTITUIÇÕES TÊM UMAS PELAS OUTRAS”.Major Olímpio
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Argumento mentiroso e acusação ridícula, o sargento foi preso em flagrante por ter cometido crime de tortura.
Tortura é crime hediondo; lugar de torturador é a cadeia.
Aliás, verifica-se um certo sadismo de ordem sexual na conduta do PM…
Lesionar o órgão sexual de um preso aberra as rotinas policiais.
De resto, o Major Olímpio – cativando seu eleitorado – quer politizar a questão ofendendo um delegado de polícia honrado; que – legitimamente – deve ter interrompido os vinte e dois anos de carreira corrompida e arbitrária do policial infrator.
Tortura na PM é vício; o sargento deve ser useiro e vezeiro em práticas violentas e assassinatos.
O ciclo completo – além de mais chacinas e torturas impunemente; sem esquecer de mais dinheiro no bolso dos oficiais ( um ADPJ pra eles ) – significa o monopólio e vitaliciamento do militarismo à frente da Segurança Pública.
Seria a decretação do fim das Polícias Civis e de seus membros.
Não existe altruísmo e compromisso público nesse debate.
A Polícia Militar com desfaçatez – por meio de seus deputados demagogos – emprega o nome da sociedade civil apenas para atingir seus mesquinhos objetivos corporativistas; na verdade verdadeira querem que a sociedade se foda!
Não passará!
Por fim, não há respeito da PM em relação à Polícia Civil…
Mentira politicamente correta!
Lembrando, menos perigoso o inimigo declarado do que o falso amigo…
Parabéns ao deputado Delegado Olim, enfim podemos confiar que a Polícia Civil possui representante na ALESP 65
Coronel Telhada – em rede social – lança perdigotos mentais em ofensa aos Delegados de Polícia, caluniando, difamando e injuriando delegado do 103º DP que prendeu PM torturador e homicida 64
Terça feira, 20 de outubro, 22/00 horas saí da Assembleia Legislativa após mais um dia de trabalhos, reuniões, sessões plenárias ordinária e extraordinária, atendimento de munícipes, etc.
Em seguida me desloquei ao 103 DP em Itaquera, onde o Sargento Otaga foi indevidamente autuado em flagrante por tortura e agressão contra um bandido preso por roubo, baseando-se o delegado apenas nas palavras do ladrão. O Delegado totalmente tendencioso, recusou-se a receber a documentação do GPS da viatura entregue pelo Coronel Hernandes que inocentava o Sargento, praticando esse absurdo, cometendo portando no meu entendimento abuso de autoridade, o que com certeza responderá legalmente no devido tempo.
Infelizmente delegados mal preparados como esse, denigrem a imagem da Polícia Civil perante a sociedade e principalmente perante a Polícia Militar, deixando claro que passou da hora de ser implantado o Ciclo Completo de Polícia, pois se assim o fosse, com certeza esse absurdo não teria ocorrido.
Os advogados do sargento tomarão as medidas legais que o caso requer, pois infelizmente nossa legislação tacanha permite tais abortos jurídicos.
Passei no 103 DP para dar um abraço no Sargento Otaga e me colocar à disposição da família. Espero que a Polícia Militar tenha a altivez e o profissionalismo de apoiar o Sargento Otaga evitando assim que isso ocorra novamente.
Sai do 103 DP as 00:20 horas de quarta feira, fiz tudo o que estava a meu alcance, mas infelizmente a injustiça prevaleceu.
Grande abraço a todos.

Defensores da tortura querem intimidar Delegados de Polícia – ( Delegados e demais policiais civis ) Unidos, ( PMs ) aqui não passarão ! 40
Comissão de Deputados da Câmara Federal, e Deputados Estaduais de São Paulo, visitarão nessa quinta-feira, dia 22 de outubro, no Estado de São Paulo, a Secretaria de Segurança Pública, a Procuradoria Geral de Justiça, o Comando da Polícia Militar e a Delegacia Geral da Polícia Civil, preocupados com o acirramento e animosidade entre as policias por causa da discussão pelo Congresso Nacional sobre o Ciclo Completo de Policia, visando nessa visita alertar as autoridades constituídas sobre a iminência da ampliação de conflitos no âmbito do Estado e no País, pedindo equilíbrio e sensatez.
Somos todos Zanon – Muitos anos para se formar, a vida inteira para se orgulhar 48
Promotora toma partido da PM, mas Juiz decreta a prisão preventiva do Sargento torturador 34
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ADPESP hipoteca apoio irrestrito ao Dr. Raphael Zanon , ameaçado e aviltado pela PM por cumprir a Constituição da República 28
21/10/2015 – Comunicado: Apoio irrestrito ao Dr. Raphael Zanon

A Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo reitera seu apoio integral e irrestrito ao Dr. Raphael Zanon, Delegado de Polícia do 103º DP da Capital.
A ADPESP entende que ao Delegado de Polícia, como garantidor e operador do Direito, compete zelar pelos interesses da Sociedade acima de qualquer outro. Razão do nosso sentimento de indignação e perplexidade ao tomar conhecimento de que um colega encerrou seu expediente escoltado, sendo ameaçado por policiais que, de igual forma, devem respeito e obediência às leis.
A atuação policial não pode admitir, em circunstância alguma, conivência com abuso de autoridade, tortura ou qualquer tipo de ação que ameace a vida do cidadão. Essas são práticas criminosas que precisam ser coibidas e autuadas como rege a Lei. É espantoso imaginar uma situação onde o autoritarismo e o corporativismo estejam acima do cumprimento do dever e da integridade física e moral do ser humano.
A materialidade e a autoria dos delitos, já que ambos foram presos em flagrante, infeliz e tragicamente, coloca um infrator da Lei e um agente da autoridade no mesmo patamar.
O que assistimos ontem merece, além do repúdio, profunda reflexão a respeito do atual modelo de Segurança Pública, ineficiente, ineficaz e que permite cizânia entre aqueles que deveriam zelar pela Sociedade, os colocando como opositores.
Assim, lamentando sinceramente o desfecho do evento, a ADPESP mais uma vez sublinha sua solidariedade ao Dr. Zanon, que se fez um exemplo para todos nós. Estaremos vigilantes.
PM defende o crime de tortura e investe contra delegado que cumpriu a lei 82
Sobre o absurdo caso do 103 DP
Deputado Federal Major Olimpio acesse www.majorolimpio.com
Parabéns e total apoio ao delegado Raphael Zanon do 103º DP , cumpra-se a LEI…Chega de alisar cobra venenosa! 208
Prisão de sargento da PM termina em confusão entre polícias Militar e Civil
MARTHA ALVES
DE SÃO PAULO
21/10/2015 04h10
Uma delegacia na zona leste de São Paulo foi cercada por policiais militares de diversos batalhões, no final da noite desta terça-feira (20). Eles estavam revoltados com a prisão de um sargento da corporação suspeito de torturar um jovem preso por roubar R$ 60 de um comércio na região, com uma arma de brinquedo.
Após saber da prisão do sargento, os policiais militares começaram a se mobilizar por redes sociais para irem ao 103º DP (Itaquera/Cohab) prestar apoio ao colega de farda. Nas mensagens trocadas, alguns militares comentavam “até quando seremos humilhados”, “até esqueceram o ladrão nessa”.
Em mensagens de voz, os militares também criticavam o
que autuou o sargento por tortura. Eles diziam que o delegado “estava mostrando as garras” e atualizavam a todo momento o que estava ocorrendo na delegacia. Um PM disse aos colegas de farda “é hora da gente se unir e defender os nossos”.
A cada policial militar que chegava a confusão ia aumentando do lado de fora da delegacia. O delegado solicitou apoio do GOE (Grupo de Operações Especiais) para garantir a segurança no local. Policiais civis de plantão disseram que os militares estavam ameaçando o delegado e diziam saber onde ele, a namorada e familiares moram.
Afonso de Carvalho Oliveira Trudes mostra marcas no corpo após ser preso por PMs
Policiais de folga disseram à reportagem da Folha que o preso Afonso de Carvalho Oliveira Trudes não foi torturado. Na versão dos PMs, ele foi machucado pela bicicleta que ele usava na fuga quando foi colocado com ela no interior do compartimento de prisão do carro da polícia.
Laudos do IML (Instituto Médico Legal) indicam que Trudes foi agredido com objeto de choque no pênis, bolsa escrotal, pescoço e perna. Ele também apresentava machucados feitos na região da costela e múltiplas lesões na parte esquerda da nádega e nas coxas. Todas as lesões foram fotografadas.
Os policiais reclamavam que o delegado ouviu apenas a versão do suspeito de roubo e deteve três PMs por tortura. Após prestarem depoimento, um cabo e um soldado foram liberados. O sargento Charles Otaga foi transferido no início da madrugada desta quarta-feira (21) ao presídio Romão Gomes, na zona norte de São Paulo.
O delegado que autuou os policiais por tortura deixou a delegacia na madrugada escoltado por cinco carros do GOE. Os PMs que tinham ido à delegacia também já tinha deixado o local.
Duas mulheres que representam um grupo de apoio a policiais e familiares estiveram na delegacia para prestar apoio ao militar preso.
“Os policiais civis e militares têm que se unir, os inimigos deles são os bandidos e o Estado que não dá aumento salarial”, disse Valéria Gimenez, uma das representantes do grupo.
DEFESA
Dois deputados estaduais que representam policiais civis e militares também compareceram à delegacia. O deputado estadual Delegado Olim (PP) defendeu a prisão do sargento suspeito de tortura e disse que a lei foi cumprida, sob protesto de um grupo de PMs que esperava do lado de fora do distrito policial.
“Ele não roubou? Ele está preso. Agora o torturador também está preso”, disse o deputado. Os policiais, segundo Olim, torturaram o jovem, foram até a casa dele sem mandado e depois de quatro horas o levaram à delegacia todo machucado.
“Estou aqui com os laudos, levaram ele para uma quebrada, bateram e deram choque no pênis. Ele não se machucou sozinho carregando a bicicleta”, explicou o deputado, ao mostrar o laudo.
Nesse instante, um grupo de policiais hostilizou novamente Olim e gritou em coro “ah”. Eles também xingaram o deputado e alguns gritaram “falta de vergonha na cara”, “sou policial militar, pai de família”.
O delegado ressaltou que não se sentia intimidado pelos policiais militares que o xingavam em frente à delegacia. “Eu venho aqui a hora que quiser, não vou passar a mão na cabeça de delegado nem policial militar. Sou delegado de polícia, não tenho medo de nada”, disse.
O deputado também denunciou que o delegado, a família dele e a namorada estão sendo ameaçados. “Ele vai ser escoltado até em casa. Tem cabimento isso? Usar a força, a força é a caneta”, enfatizou.
Em contrapartida, o deputado estadual pelo PSDB Coronel Paulo Telhada, ex-comandante da Rota, defendeu o sargento Ogata e disse que a ação dele foi legítima. Para Telhada, o delegado autuou o sargento baseado apenas na palavra do criminoso. Ele reclama que o coronel do batalhão apresentou um relatório do GPS do carro dos policiais que mostra o caminho feito por eles.
“As nossas viaturas têm GPS e o engraçado é que para ajudar nossos policias ele não funciona. Para atrapalhar a vida do policial o GPS serve”, disse Telhada.
Segundo o tucano, o relatório mostra onde o suspeito foi preso, o caminho à casa dele –onde os policiais foram buscar documentos– e que os PMs seguiram direto à delegacia. ” Como eles torturam?”, questiona Telhada.
Na opinião do deputado, o delegado teve uma postura “bem tendenciosa”. Ele falou que nesta quarta vai tomar providências na Assembleia Legislativa e já ligou para o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes.
“Cria um clima desnecessário entre a Polícia Militar e a Civil. É uma pena que tenha acontecido isso”, lamenta Telhada. O deputado também lembrou que um policial quando vai prender um suspeito é obrigado às vezes a jogá-lo no chão e ele fica ferido. “Se todo o delegado tiver esta atitude acho que acabou a polícia”, enfatizou.
Transcrito da Folha de São Paulo ; nos termos do artigo 46 da Lei nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998.
Ciclo Completo de Polícia é “canto da sereia” dos Coronéis 29
———- Mensagem encaminhada ———-
De:
Data: 21 de outubro de 2015 02:54
Assunto: Sangue Azul
Para: dipol@flitparalisante.com
Ciclo Completo de Polícia é “canto da sereia” dos Coronéis

20 de outubro de 2015 Artigos, Carreira Policial
Leia o artigo de Marco Ferreira, cientista político, presidente da APPMARESP: “Não podemos cair no canto da sereia e lutar por algo que não traz absolutamente nenhuma vantagem para a já tão sofrida categoria das praças das polícias militares de todo Brasil.”
20/10/2015 –
Qual seria o interesse da PM em acumular também as funções da Polícia Civil?
Como fazer o trabalho cartorário dignificaria a PM?
CICLO COMPLETO – Significado: Consiste na atribuição à mesma CORPORAÇÃO POLICIAL das atividades REPRESSIVAS DE POLÍCIA JUDICIÁRIA ou investigação criminal e da PREVENÇÃO AOS DELITOS E MANUTENÇÃO DA ORDEM PÚBLICA, realizadas pela presença ostensiva uniformizada dos policiais nas ruas.
Traduzindo em miúdos, a Polícia Militar está reivindicando fazer o trabalho dela (policiamento preventivo ostensivo fardado) e, de quebra, ainda fazer o trabalho da Polícia Civil (repressão e investigação, elaboração de Termo Circunstanciado, Auto de prisão em flagrante delito e Inquérito Policial).
A quem interessa usurpar as funções da Polícia Civil quando não conseguimos sequer cumprir as funções constitucionais da PM?
A Polícia Civil trabalha a partir do momento em que o trabalho da PM (preventivo) falhou, ou seja, a partir de quando ocorre o crime. A falha da PM deve ser atribuída não só à leniência do trabalho de campo, mas também à falta de planejamento adequado, às questões sociais, falta de efetivo, falta de meios e equipamentos além de tantos outros fatores. O fato é que, se conseguíssemos cumprir o trabalho preventivo, a polícia civil nem precisaria existir.
O que significa o CICLO COMPLETO para o soldado, na prática?
Com o acúmulo de funções, de imediato, seriam removidos metade dos policiais de rua para fazerem o trabalho burocrático nos quartéis, o que por si só, já prejudicaria o trabalho preventivo, que já é ruim. Além disso, dobraria o trabalho do patrulheiro e prolongaria indefinidamente seu horário, o que é uma desvantagem, uma vez que não há, por definição militar do ofício, previsão de horas extras e banco de horas.
É ISSO QUE O POLICIAL QUER?
Então, se não conseguimos cumprir satisfatoriamente a nossa parte, por que queremos abraçar a parte dos outros?
A partir dessa análise, caminhamos em direção aos reais motivos do interesse da INSTITUIÇÃO POLÍCIA MILITAR.
Quanto ganha um soldado, em comparação ao salário de um coronel?
UM SOLDADO GANHA PELO MENOS SEIS VEZES MENOS DO QUE UM CORONEL, numa instituição cuja previsão constitucional não distingue cargos e funções, mas tão somente define como corporação. A imensa cratera entre os vencimentos não é a única discriminação que os separa. Os coronéis gozam da dupla jurisdicionalidade, não trabalham períodos noturnos, nem finais de semana ou feriados, possuem veículo institucional com motorista pessoal para buscá-los e levá-los todos os dias, desde sua residência em qualquer cidade do estado até seu trabalho, possuem cartão corporativo para suas despesas de alimentação, hospedagem, viagens internacionais, diárias pagas em resorts e mais uma série de benefícios, enquanto o soldado não tem vale-alimentação, nem vale transporte, nem recebe adicional por trabalhar no período noturno, nem aos finais de semana ou feriados, não recebe adicional de periculosidade, previsto na CLT para quem trabalhe em serviço de risco, não tem direito a banco de horas, FGTS, e mais uma série de restrições, que atingem diretamente a sua dignidade humana, como por exemplo, os procedimentos e processos administrativos onde, ao arrepio da Constituição Federal, não têm direito a um advogado e são julgados por pessoas leigas, subordinadas à mesma administração e em cargos de chefia, com vínculos diretos de superioridade subordinativa aos acusados.
Que interesse teria um soldado, que é quem realmente trabalha na PM, em acumular funções de outra polícia?
Ao fazermos essa reflexão, chegamos a outro assunto: A HEGEMONIA DO CORONELISMO NAS POLÍCIAS.
Qual o poder legítimo dos coronéis?
Um coronel tem sob seu poder milhares de homens, conduzidos por uma disciplina militar rígida, que não lhes permite pensar, mas sim obedecer irrestritamente sob pena até de prisão, às ordens “superiores”, sem que lhes seja permitido questionarem suas ordens, quer moralmente, quer legalmente.
A Disciplina Militar institui a “verdade institucional”, ou seja, a verdade do chefe.
Com esse instrumento institucional, um único coronel consegue movimentar milhares de policiais para atingir um fim específico, determinado por algum político ou latifundiário, ou industrial, ou banqueiro com ascendência direta sobre ele, tornando legítima qualquer ação da corporação, uma vez que quem edita a legislação interna são os coronéis.
Esse poder é exclusivo dos coronéis, não acontecendo o mesmo com os delegados de polícia, que mal conseguem comandar o ralo efetivo de cada delegacia das quais fazem parte.
Então, por que motivo os soldados, quase oitenta por cento do efetivo das Polícias Militares, estaria encampando a luta dos oficiais?
DESCONHECIMENTO.
Falta ao policial militar das categorias de base, conhecimento político e inserção na sociedade. Somos uma categoria dessindicalizada, sem representatividade política e sem representatividade social. O mais perto que passamos da sociedade são os Conselhos Comunitários de Segurança, mas ainda assim, quem determina a participação policial no CONSEGs são os coronéis.
Qual o interesse dos oficiais no ciclo completo de polícia?
PODER. PURO E SIMPLES.
Você sabia que há no Congresso nacional, pelo menos um coronel da PM do estado de São Paulo, cujas despesas, salário, subvenções e verbas de gabinete são pagas pela PM simplesmente para que ele passe o dia inteiro cuidando do LOBBY institucional da PM?
Você sabia que há no Congresso Nacional, pelo menos dois projetos de lei e Emenda Constitucional que dá aos oficiais da PM poderes de delegados de polícia, promotores de justiça e até juízes?
E às praças, oitenta por cento do efetivo? Quais os projetos lhes conferem dignidade?
NENHUM, porque não é uma vontade institucional A EMANCIPAÇÃO do efetivo, mas sim a segregação e dominação irrestrita pelos coronéis, que usam a PM para garantir às oligarquias a manutenção do PODER PELO PODER.
Não há congressistas praças, e quando há, são “paus mandados” do oficialato, que tem interesses corporativos.
Não podemos cair no “CANTO DA SEREIA” e lutar por algo que não traz ABSOLUTAMENTE NENHUMA VANTAGEM para a já tão sofrida categoria das praças das Polícias Militares de todo Brasil.
Senhores coronéis, se querem realmente ajudar seu efetivo, se querem realmente fortalecer sua polícia, se querem realmente que a persecução penal seja melhorada, comecem por permitir dignidade aos seus homens.
Permitam que eles levem comida pra dentro de casa, de maneira digna, sem precisarem se matar no bico nas horas de folga.
Querem saber o que deseja o seu efetivo?
– Adicional noturno (lei 8112/1990);
– Adicional de periculosidade (lei 12.740/2012);
– Banco de horas (lei 9.601/1998);
– Auxílio alimentação (Lei 8.460/1992);
– Vale Transporte (Lei Complementar nº 150/2015);
– FIM DO RETP.
Essas são conquistas que abrangem toda a categoria, conferindo dignidade a todos os postos e patentes, e não só aos marajás que já têm todo um séquito a seu serviço.
SENHORES POLICIAIS MILITARES POLÍTICOS, se desejam realmente defender a categoria, façam propostas nesse sentido, daí acreditaremos na seriedade do seu trabalho.
PELO FIM DO ABISMO QUE SEPARA PRAÇAS E OFICIAIS DA PM.
Marco Ferreira
Cientista Político
Presidente da APPMARESP
Fonte: http://www.aprapr.org.br/
ENCENAÇÃO…PM – igual ao PT – tenta se limpar e faz pose de vítima: Corregedoria da polícia vê ação de organização criminosa dentro da PM 29
ENCENAÇÃO
Publicação: 20/10/2015
Art. 157 – Polícia Civil – por consideração – abafa a prisão em flagrante do filho de comandante da segurança do TJ-SP: 35
Filho do oficial PM comandante da segurança do Fórum da Barra Funda ( APMTJ ) , foi preso em flagrante no último dia 6 de outubro ; por infração ao art. 157 do Código Penal: roubo a mão armada em concurso com outros criminosos.
A investigação e prisão foi efetuada por policiais civis de Osasco.
A Polícia Militar ficou bem quietinha para não macular a sua imagem junto ao TJ e juízes da Barra Funda, afinal não pega nada bem filho de oficial PM ladrão e ainda tatuado como PCC.
Os policiais civis de Osasco ficaram com pena do pai do roubador e não divulgaram a prisão.
Com todo respeito, inocentes.
Oficial PM não merece tal consideração da casa.
Se o criminoso – capturado por PMs – fosse filho de Delegado ou de qualquer policial civil a prisão teria sido levada ao Fantástico.
Com o cu na mão, coronéis ordenam que seus vassalos – empregando equipamentos do estado – votem contra a PEC-51 44
PEC-51 – VISAO DOS CORONÉIS DA PM
Mensagem enviada a todos os coronéis
No âmbito da PMESP, determino que sejam todos os seus respectivos colaboradores orientados cerca dos sérios prejuízos que esta PEC-51, nos trará, bem como que seja disponibilizado um equipamento de informática dos Batalhões e companhias, para que votem e confirmem seu voto.
Segue o meu texto:
Senhoras e senhores Coronéis,
Preocupa-me, como imagino deva também ser preocupação de todos, os contornos que vem sendo dados à discussão sobre o “Ciclo Completo de Polícia” e a “Desmilitarização das PM”, temas que são objetos de PEC-51 em trâmite na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.
Sob minha ótica caminhava muito bem o Ciclo Completo, ganhando grau de importância e reconhecimento nas Audiências Públicas realizadas nos diversos Estados. Os Delegados de Polícia (Civil e Federal) preocupados com a possibilidade deste ganho em favor da sociedade (embora afirmem que o ganho seria dos coronéis) se mexeram e, conforme vimos no vídeo do Deputado João Campos (GO), durante encontro de todos os Del Pol dos Estados e do Superintendente da PF, deixaram claro que deveriam partir para o contra ataque, nos colocando na defensiva.
E penso que estão conseguindo:
O Ciclo Completo perdeu intensidade e começou-se a se falar com mais força na Desmilitarização das Polícias Militares.
Eu acompanho de perto a enquete que se encontra no site do Senado, disponível no link: http://www12.senado.gov.br/ecidadania/visualizacaomateria?id=114516
Desde o início sempre o voto CONTRA a Desmilitarização esteve na frente! Surpreendentemente, depois da reunião dos Delegados e do acordo da unificação dos temas relativos à segurança pública o voto “A FAVOR” passou a liderar: no momento em que escrevo esta mensagem está 8460 (CONTRA) e 7362 (A FAVOR).
Este é o único argumento que tem os Delegados a favor da Desmilitarização, ou seja, vão dizer que o “povo” é a favor, embora saibamos quem são os que estão votando.
Estou colocando tudo isto para despertar a todos a necessidade de uma ação articulada de comunicação, de modo a explicar e convencer os nossos colaboradores o quanto é importante mantermos o status de militar e o quanto perderá a sociedade, o Estado, a segurança pública e, principalmente, cada um de nós, se isto mudar.
Sugiro que seja preparado um texto breve, com apresentações de argumentos e o link com orientações para que todos os policiais militares votem CONTRA.
Também entendo conveniente que todas as Entidades de Classe e nossas Associações sejam concitadas a nos apoiar.
Na minha área vou prelecionar todos os meus colaboradores e deixar um computador disponível para que votem e confirmem seu voto.
Caros(as) Coronéis, posso estar equivocado, mas não vejo a enquete como um simples indicativo da opinião de internautas: ela será usada como o mais importante elemento para justificar a intensão.
É a minha colaboração.
Cel PM Grande Mané Trambiqueiro
Motivos contra o ciclo completo da Polícia Militar: oficiais da PM exaltam a ditadura militar fazendo apologia à tortura , assassinatos e censura 19
Coronel aposentado da PM-SP defende torturador Ustra: “cumpriu o dever”
Maurício Marchese Rodrigues faz homenagem ao ex-comandante do DOI-Codi, Carlos Alberto Brilhante Ustra, e a todos os militares da ditadura: “que continuem nos inspirando no caminho da verdadeira democracia e decência”
Na última quinta-feira (15) morreu, aos 83 anos, Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-comandante do DOI-Codi de São Paulo, um dos maiores centros de tortura da ditadura civil-militar do Brasil. Ele “cumpriu o dever” que lhe cabia e, assim como outros “heróis”, deixou um “legado”. Essa é a opinião do coronel aposentado da PM-SP (Polícia Militar do Estado de São Paulo) Maurício Marchese Rodrigues, que recebe mensalmente do Estado aproximadamente R$ 12 mil líquidos.
Com a morte de Ustra, a impunidade venceu a justiça
Durante décadas, familiares de mortos e desaparecidos lutaram para que Ustra fosse responsabilizado pelas torturas e assassinatos ocorridos nas dependências do DOI-Codi no período em que ele comandou o órgão de repressão. Apenas em 2008 o militar foi declarado torturador pela Justiça de São Paulo, em ação movida pela família Teles. Em 2012, foi condenado, em primeira instância, a pagar uma indenização à família Merlino, em ação por danos morais.
Na mesma quinta, Marchese Rodrigues cobrou homenagens do Estado, através do Facebook, ao homem que, de acordo com suas palavras, “cumpriu o dever que lhe cabia naquela época”. “Infelizmente, para ele [Ustra] e os demais daquele período, não haverão (sic) homenagens militares ou sessões solenes”. Ele complementa que “os governantes sócio/comunistas não suportariam”.
“Seria uma ‘afronta’ aos princípios comunistas e aos ‘mortos’ que queriam transformar o Brasil num apêndice de Republiquetas falidas e caóticas que imperavam naquele mesmo momento histórico”. O coronel aposentado ainda pede a Deus que a população continue a “zelar pelo legados que esses verdadeiros ‘heróis’ deixaram” e faz uma homenagem ao coronel Ustra: “Embora incompreendidos e perseguidos, que continuem nos inspirando no caminho da verdadeira democracia e decência… esta última tão castigada e aviltada por nossos atuais governantes! Ao cel [coronel] Ustra, minha respeitosa continência!”.
Procurada, a SSP (Secretaria da Segurança Pública) decidiu não se manifestar por classificar a postagem como uma opinião pessoal.
Leia, abaixo, o que escreveu Maurício Marchese Rodrigues no Facebook:
Outro lado
Horas após esta publicação, Maurício Marchese Rodrigues escreveu em seu Facebook pessoal e num grupo fechado para policiais na mesma rede social – marcando o perfil do repórter Luís Adorno, para que todos tenham acesso à sua página – um texto rechaçando esta publicação. Para ele, esta reportagem o enfatizou como alguém “incitador” a atos errados e criminosos executados na ditadura civil militar. “Ao exaltar o heroísmo do falecido Cel Ustra, quero demonstrar a abnegação daquele militar frente à um quadro de Terrorismo e tentativa de instalação de uma Ditadura nos moldes Orientais, o que teria nos levado ao caos completo”, explica.
Ele escreveu também: “Em qualquer momento, disse que a “tortura ou atos exacerbados que violem Direitos Humanos para conseguir uma confissão” são aceitáveis!”. Isto não foi sequer citado nesta reportagem. Ele pontua que sua opinião não é a do Grupo CBB, do Facebook, ou da Polícia Militar do Estado de São Paulo. “Tenho minhas convicções políticas, religiosas,preferências pessoais e particulares, como todos os cidadãos Brasileiros.”
Leia a postagem de Maurício Marchese Rodrigues rechaçando esta reportagem:
“Maurício Marchese Rodrigues
Boa noite caros Amigos do Grupo,
Hoje fui surpreendido com a notícia no site do Jornalista Luís Adorno, membro de nosso seleto Grupo CBB e no site da Rede TV com a integra de minha publicação sobre a morte do Cel Ustra.
Eles enfatizam minhas palavras como sendo “incitadora” de atos errados e criminosos executados na época do Regime Militar.
Ao exaltar o heroísmo do falecido Cel Ustra, quero demonstrar a abnegação daquele militar frente à um quadro de Terrorismo e tentativa de instalação de uma Ditadura nos moldes Orientais, o que teria nos levado ao caos completo. Isso não é só minha “opinião ´pessoal”, mas de especialistas sérios e renomados no assunto.
Em qualquer momento, disse que a “tortura ou atos exacerbados que violem Direitos Humanos para conseguir uma confissão” são aceitáveis!
Como a esquerda idolatra figuras como Fidel Castro, Che Guevara e outros daquele período, também tenho o direito de homenagear e emitir minhas opiniões sobre os Militares e Civis que combateram Grupos Terroristas daquele mesmo período.
Estamos numa Democracia, num Estado de Direito, onde opiniões pessoais e posturas que não atinjam reputações ou pessoas são admitidas por LEI.
Minha opinião não é a opinião do Grupo ou da Polícia Militar do Estado de São Paulo.
Tenho minhas convicções políticas, religiosas,preferências pessoais e particulares, como todos os cidadãos Brasileiros.
Além de Oficial Superior da Reserva da PMESP, também sou Oficial da Reserva do Glorioso Exército Brasileiro!
Sempre me irmanei com meus companheiros de farda verde-oliva!
O fato de ter minha opinião pessoal e minha foto ( de arquivo pessoal) estampada em veículos públicos “sem minha autorização”, serão objeto de estudo por parte de meus Advogados e tomarei as medidas legais.
CEL PM MAURÍCIO MARCHESE RODRIGUES”
Liberdade de informação
De acordo com Ariel de Castro Alves, coordenador do Movimento Nacional de Direitos Humanos em São Paulo, membro do Condeca (Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente) e um dos cinco candidatos ao cargo de ouvidor da Polícia de São Paulo, “publicações em redes sociais são publicas e podem ser utilizadas para matérias jornalísticas. A liberdade de informação está prevista no artigo 220 da Constituição Federal de 1988. Quem comete crime é quem exalta a ditadura militar, fazendo apologia à violência”.
Para o advogado e dono de uma agência de publicidade de São Paulo focada em mídias sociais, Marco Antonio Badia, o repórter teve todo o direito de usar as informações porque foi aceito no grupo ao qual Marchese Rodrigues escreveu a homenagem ao coronel Ustra. “O grupo CBB no Facebook é uma comunidade online feita para policiais da ativa e da reserva. Porém, o repórter solicitou sua entrada no ambiente restrito. E foi aceito. Além do mais, o próprio coronel aposentado é um dos administradores do grupo. Logo, poderia ter vetado a entrada do jornalista. Além do mais, a reportagem não expressou opinião sobre juízo de valor do personagem. Relatou o que ele escreveu. Se estivesse seguro em sua posição, não iria precisar intimidar, de forma velada, o jornalista”.
Após a publicação de Maurício Marchese Rodrigues marcando o repórter, o profissional da imprensa foi adicionado por diversos policiais no Facebook. Alguns deles haviam comentado no post do coronel aposentado afirmações do tipo “Ferro neles! Assino em baixo (sic)!”. Ouvidoria e Corregedoria da Polícia Militar foram informadas sobre o assunto, assim como Sindicato dos Jornalistas, Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), ABI (Associação Brasileira de Imprensa) e OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).
O personagem afirmou ainda na rede social que pediria o direito de resposta. No mesmo momento, foi acionado pelo repórter, que informou seus e-mails para que esse direito lhe fosse garantido. O coronel aposentado da PM visualizou as duas mensagens enviadas pelo repórter, mas não respondeu até o momento.
Fonte: http://ponte.org/coronel-aposentado-da-pm-sp-defende-torturador-ustra-cumpriu-o-dever/












