Comissão de Deputados da Câmara Federal, e Deputados Estaduais de São Paulo, visitarão nessa quinta-feira, dia 22 de outubro, no Estado de São Paulo, a Secretaria de Segurança Pública, a Procuradoria Geral de Justiça, o Comando da Polícia Militar e a Delegacia Geral da Polícia Civil, preocupados com o acirramento e animosidade entre as policias por causa da discussão pelo Congresso Nacional sobre o Ciclo Completo de Policia, visando nessa visita alertar as autoridades constituídas sobre a iminência da ampliação de conflitos no âmbito do Estado e no País, pedindo equilíbrio e sensatez.
Arquivo diário: 21/10/2015
Somos todos Zanon – Muitos anos para se formar, a vida inteira para se orgulhar 48
Promotora toma partido da PM, mas Juiz decreta a prisão preventiva do Sargento torturador 34
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ADPESP hipoteca apoio irrestrito ao Dr. Raphael Zanon , ameaçado e aviltado pela PM por cumprir a Constituição da República 28
21/10/2015 – Comunicado: Apoio irrestrito ao Dr. Raphael Zanon

A Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo reitera seu apoio integral e irrestrito ao Dr. Raphael Zanon, Delegado de Polícia do 103º DP da Capital.
A ADPESP entende que ao Delegado de Polícia, como garantidor e operador do Direito, compete zelar pelos interesses da Sociedade acima de qualquer outro. Razão do nosso sentimento de indignação e perplexidade ao tomar conhecimento de que um colega encerrou seu expediente escoltado, sendo ameaçado por policiais que, de igual forma, devem respeito e obediência às leis.
A atuação policial não pode admitir, em circunstância alguma, conivência com abuso de autoridade, tortura ou qualquer tipo de ação que ameace a vida do cidadão. Essas são práticas criminosas que precisam ser coibidas e autuadas como rege a Lei. É espantoso imaginar uma situação onde o autoritarismo e o corporativismo estejam acima do cumprimento do dever e da integridade física e moral do ser humano.
A materialidade e a autoria dos delitos, já que ambos foram presos em flagrante, infeliz e tragicamente, coloca um infrator da Lei e um agente da autoridade no mesmo patamar.
O que assistimos ontem merece, além do repúdio, profunda reflexão a respeito do atual modelo de Segurança Pública, ineficiente, ineficaz e que permite cizânia entre aqueles que deveriam zelar pela Sociedade, os colocando como opositores.
Assim, lamentando sinceramente o desfecho do evento, a ADPESP mais uma vez sublinha sua solidariedade ao Dr. Zanon, que se fez um exemplo para todos nós. Estaremos vigilantes.
PM defende o crime de tortura e investe contra delegado que cumpriu a lei 82
Sobre o absurdo caso do 103 DP
Deputado Federal Major Olimpio acesse www.majorolimpio.com
Parabéns e total apoio ao delegado Raphael Zanon do 103º DP , cumpra-se a LEI…Chega de alisar cobra venenosa! 208
Prisão de sargento da PM termina em confusão entre polícias Militar e Civil
MARTHA ALVES
DE SÃO PAULO
21/10/2015 04h10
Uma delegacia na zona leste de São Paulo foi cercada por policiais militares de diversos batalhões, no final da noite desta terça-feira (20). Eles estavam revoltados com a prisão de um sargento da corporação suspeito de torturar um jovem preso por roubar R$ 60 de um comércio na região, com uma arma de brinquedo.
Após saber da prisão do sargento, os policiais militares começaram a se mobilizar por redes sociais para irem ao 103º DP (Itaquera/Cohab) prestar apoio ao colega de farda. Nas mensagens trocadas, alguns militares comentavam “até quando seremos humilhados”, “até esqueceram o ladrão nessa”.
Em mensagens de voz, os militares também criticavam o
que autuou o sargento por tortura. Eles diziam que o delegado “estava mostrando as garras” e atualizavam a todo momento o que estava ocorrendo na delegacia. Um PM disse aos colegas de farda “é hora da gente se unir e defender os nossos”.
A cada policial militar que chegava a confusão ia aumentando do lado de fora da delegacia. O delegado solicitou apoio do GOE (Grupo de Operações Especiais) para garantir a segurança no local. Policiais civis de plantão disseram que os militares estavam ameaçando o delegado e diziam saber onde ele, a namorada e familiares moram.
Afonso de Carvalho Oliveira Trudes mostra marcas no corpo após ser preso por PMs
Policiais de folga disseram à reportagem da Folha que o preso Afonso de Carvalho Oliveira Trudes não foi torturado. Na versão dos PMs, ele foi machucado pela bicicleta que ele usava na fuga quando foi colocado com ela no interior do compartimento de prisão do carro da polícia.
Laudos do IML (Instituto Médico Legal) indicam que Trudes foi agredido com objeto de choque no pênis, bolsa escrotal, pescoço e perna. Ele também apresentava machucados feitos na região da costela e múltiplas lesões na parte esquerda da nádega e nas coxas. Todas as lesões foram fotografadas.
Os policiais reclamavam que o delegado ouviu apenas a versão do suspeito de roubo e deteve três PMs por tortura. Após prestarem depoimento, um cabo e um soldado foram liberados. O sargento Charles Otaga foi transferido no início da madrugada desta quarta-feira (21) ao presídio Romão Gomes, na zona norte de São Paulo.
O delegado que autuou os policiais por tortura deixou a delegacia na madrugada escoltado por cinco carros do GOE. Os PMs que tinham ido à delegacia também já tinha deixado o local.
Duas mulheres que representam um grupo de apoio a policiais e familiares estiveram na delegacia para prestar apoio ao militar preso.
“Os policiais civis e militares têm que se unir, os inimigos deles são os bandidos e o Estado que não dá aumento salarial”, disse Valéria Gimenez, uma das representantes do grupo.
DEFESA
Dois deputados estaduais que representam policiais civis e militares também compareceram à delegacia. O deputado estadual Delegado Olim (PP) defendeu a prisão do sargento suspeito de tortura e disse que a lei foi cumprida, sob protesto de um grupo de PMs que esperava do lado de fora do distrito policial.
“Ele não roubou? Ele está preso. Agora o torturador também está preso”, disse o deputado. Os policiais, segundo Olim, torturaram o jovem, foram até a casa dele sem mandado e depois de quatro horas o levaram à delegacia todo machucado.
“Estou aqui com os laudos, levaram ele para uma quebrada, bateram e deram choque no pênis. Ele não se machucou sozinho carregando a bicicleta”, explicou o deputado, ao mostrar o laudo.
Nesse instante, um grupo de policiais hostilizou novamente Olim e gritou em coro “ah”. Eles também xingaram o deputado e alguns gritaram “falta de vergonha na cara”, “sou policial militar, pai de família”.
O delegado ressaltou que não se sentia intimidado pelos policiais militares que o xingavam em frente à delegacia. “Eu venho aqui a hora que quiser, não vou passar a mão na cabeça de delegado nem policial militar. Sou delegado de polícia, não tenho medo de nada”, disse.
O deputado também denunciou que o delegado, a família dele e a namorada estão sendo ameaçados. “Ele vai ser escoltado até em casa. Tem cabimento isso? Usar a força, a força é a caneta”, enfatizou.
Em contrapartida, o deputado estadual pelo PSDB Coronel Paulo Telhada, ex-comandante da Rota, defendeu o sargento Ogata e disse que a ação dele foi legítima. Para Telhada, o delegado autuou o sargento baseado apenas na palavra do criminoso. Ele reclama que o coronel do batalhão apresentou um relatório do GPS do carro dos policiais que mostra o caminho feito por eles.
“As nossas viaturas têm GPS e o engraçado é que para ajudar nossos policias ele não funciona. Para atrapalhar a vida do policial o GPS serve”, disse Telhada.
Segundo o tucano, o relatório mostra onde o suspeito foi preso, o caminho à casa dele –onde os policiais foram buscar documentos– e que os PMs seguiram direto à delegacia. ” Como eles torturam?”, questiona Telhada.
Na opinião do deputado, o delegado teve uma postura “bem tendenciosa”. Ele falou que nesta quarta vai tomar providências na Assembleia Legislativa e já ligou para o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes.
“Cria um clima desnecessário entre a Polícia Militar e a Civil. É uma pena que tenha acontecido isso”, lamenta Telhada. O deputado também lembrou que um policial quando vai prender um suspeito é obrigado às vezes a jogá-lo no chão e ele fica ferido. “Se todo o delegado tiver esta atitude acho que acabou a polícia”, enfatizou.
Transcrito da Folha de São Paulo ; nos termos do artigo 46 da Lei nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998.
Ciclo Completo de Polícia é “canto da sereia” dos Coronéis 29
———- Mensagem encaminhada ———-
De:
Data: 21 de outubro de 2015 02:54
Assunto: Sangue Azul
Para: dipol@flitparalisante.com
Ciclo Completo de Polícia é “canto da sereia” dos Coronéis

20 de outubro de 2015 Artigos, Carreira Policial
Leia o artigo de Marco Ferreira, cientista político, presidente da APPMARESP: “Não podemos cair no canto da sereia e lutar por algo que não traz absolutamente nenhuma vantagem para a já tão sofrida categoria das praças das polícias militares de todo Brasil.”
20/10/2015 –
Qual seria o interesse da PM em acumular também as funções da Polícia Civil?
Como fazer o trabalho cartorário dignificaria a PM?
CICLO COMPLETO – Significado: Consiste na atribuição à mesma CORPORAÇÃO POLICIAL das atividades REPRESSIVAS DE POLÍCIA JUDICIÁRIA ou investigação criminal e da PREVENÇÃO AOS DELITOS E MANUTENÇÃO DA ORDEM PÚBLICA, realizadas pela presença ostensiva uniformizada dos policiais nas ruas.
Traduzindo em miúdos, a Polícia Militar está reivindicando fazer o trabalho dela (policiamento preventivo ostensivo fardado) e, de quebra, ainda fazer o trabalho da Polícia Civil (repressão e investigação, elaboração de Termo Circunstanciado, Auto de prisão em flagrante delito e Inquérito Policial).
A quem interessa usurpar as funções da Polícia Civil quando não conseguimos sequer cumprir as funções constitucionais da PM?
A Polícia Civil trabalha a partir do momento em que o trabalho da PM (preventivo) falhou, ou seja, a partir de quando ocorre o crime. A falha da PM deve ser atribuída não só à leniência do trabalho de campo, mas também à falta de planejamento adequado, às questões sociais, falta de efetivo, falta de meios e equipamentos além de tantos outros fatores. O fato é que, se conseguíssemos cumprir o trabalho preventivo, a polícia civil nem precisaria existir.
O que significa o CICLO COMPLETO para o soldado, na prática?
Com o acúmulo de funções, de imediato, seriam removidos metade dos policiais de rua para fazerem o trabalho burocrático nos quartéis, o que por si só, já prejudicaria o trabalho preventivo, que já é ruim. Além disso, dobraria o trabalho do patrulheiro e prolongaria indefinidamente seu horário, o que é uma desvantagem, uma vez que não há, por definição militar do ofício, previsão de horas extras e banco de horas.
É ISSO QUE O POLICIAL QUER?
Então, se não conseguimos cumprir satisfatoriamente a nossa parte, por que queremos abraçar a parte dos outros?
A partir dessa análise, caminhamos em direção aos reais motivos do interesse da INSTITUIÇÃO POLÍCIA MILITAR.
Quanto ganha um soldado, em comparação ao salário de um coronel?
UM SOLDADO GANHA PELO MENOS SEIS VEZES MENOS DO QUE UM CORONEL, numa instituição cuja previsão constitucional não distingue cargos e funções, mas tão somente define como corporação. A imensa cratera entre os vencimentos não é a única discriminação que os separa. Os coronéis gozam da dupla jurisdicionalidade, não trabalham períodos noturnos, nem finais de semana ou feriados, possuem veículo institucional com motorista pessoal para buscá-los e levá-los todos os dias, desde sua residência em qualquer cidade do estado até seu trabalho, possuem cartão corporativo para suas despesas de alimentação, hospedagem, viagens internacionais, diárias pagas em resorts e mais uma série de benefícios, enquanto o soldado não tem vale-alimentação, nem vale transporte, nem recebe adicional por trabalhar no período noturno, nem aos finais de semana ou feriados, não recebe adicional de periculosidade, previsto na CLT para quem trabalhe em serviço de risco, não tem direito a banco de horas, FGTS, e mais uma série de restrições, que atingem diretamente a sua dignidade humana, como por exemplo, os procedimentos e processos administrativos onde, ao arrepio da Constituição Federal, não têm direito a um advogado e são julgados por pessoas leigas, subordinadas à mesma administração e em cargos de chefia, com vínculos diretos de superioridade subordinativa aos acusados.
Que interesse teria um soldado, que é quem realmente trabalha na PM, em acumular funções de outra polícia?
Ao fazermos essa reflexão, chegamos a outro assunto: A HEGEMONIA DO CORONELISMO NAS POLÍCIAS.
Qual o poder legítimo dos coronéis?
Um coronel tem sob seu poder milhares de homens, conduzidos por uma disciplina militar rígida, que não lhes permite pensar, mas sim obedecer irrestritamente sob pena até de prisão, às ordens “superiores”, sem que lhes seja permitido questionarem suas ordens, quer moralmente, quer legalmente.
A Disciplina Militar institui a “verdade institucional”, ou seja, a verdade do chefe.
Com esse instrumento institucional, um único coronel consegue movimentar milhares de policiais para atingir um fim específico, determinado por algum político ou latifundiário, ou industrial, ou banqueiro com ascendência direta sobre ele, tornando legítima qualquer ação da corporação, uma vez que quem edita a legislação interna são os coronéis.
Esse poder é exclusivo dos coronéis, não acontecendo o mesmo com os delegados de polícia, que mal conseguem comandar o ralo efetivo de cada delegacia das quais fazem parte.
Então, por que motivo os soldados, quase oitenta por cento do efetivo das Polícias Militares, estaria encampando a luta dos oficiais?
DESCONHECIMENTO.
Falta ao policial militar das categorias de base, conhecimento político e inserção na sociedade. Somos uma categoria dessindicalizada, sem representatividade política e sem representatividade social. O mais perto que passamos da sociedade são os Conselhos Comunitários de Segurança, mas ainda assim, quem determina a participação policial no CONSEGs são os coronéis.
Qual o interesse dos oficiais no ciclo completo de polícia?
PODER. PURO E SIMPLES.
Você sabia que há no Congresso nacional, pelo menos um coronel da PM do estado de São Paulo, cujas despesas, salário, subvenções e verbas de gabinete são pagas pela PM simplesmente para que ele passe o dia inteiro cuidando do LOBBY institucional da PM?
Você sabia que há no Congresso Nacional, pelo menos dois projetos de lei e Emenda Constitucional que dá aos oficiais da PM poderes de delegados de polícia, promotores de justiça e até juízes?
E às praças, oitenta por cento do efetivo? Quais os projetos lhes conferem dignidade?
NENHUM, porque não é uma vontade institucional A EMANCIPAÇÃO do efetivo, mas sim a segregação e dominação irrestrita pelos coronéis, que usam a PM para garantir às oligarquias a manutenção do PODER PELO PODER.
Não há congressistas praças, e quando há, são “paus mandados” do oficialato, que tem interesses corporativos.
Não podemos cair no “CANTO DA SEREIA” e lutar por algo que não traz ABSOLUTAMENTE NENHUMA VANTAGEM para a já tão sofrida categoria das praças das Polícias Militares de todo Brasil.
Senhores coronéis, se querem realmente ajudar seu efetivo, se querem realmente fortalecer sua polícia, se querem realmente que a persecução penal seja melhorada, comecem por permitir dignidade aos seus homens.
Permitam que eles levem comida pra dentro de casa, de maneira digna, sem precisarem se matar no bico nas horas de folga.
Querem saber o que deseja o seu efetivo?
– Adicional noturno (lei 8112/1990);
– Adicional de periculosidade (lei 12.740/2012);
– Banco de horas (lei 9.601/1998);
– Auxílio alimentação (Lei 8.460/1992);
– Vale Transporte (Lei Complementar nº 150/2015);
– FIM DO RETP.
Essas são conquistas que abrangem toda a categoria, conferindo dignidade a todos os postos e patentes, e não só aos marajás que já têm todo um séquito a seu serviço.
SENHORES POLICIAIS MILITARES POLÍTICOS, se desejam realmente defender a categoria, façam propostas nesse sentido, daí acreditaremos na seriedade do seu trabalho.
PELO FIM DO ABISMO QUE SEPARA PRAÇAS E OFICIAIS DA PM.
Marco Ferreira
Cientista Político
Presidente da APPMARESP
Fonte: http://www.aprapr.org.br/






