Delegados baianos serão avaliados por produtividade, diz Polícia Civil 13

O objetivo é acompanhar os trabalhos e conhecer as dificuldades que impedem um maior rendimento.

Postado em 18 de setembro de 2015 por Diogenes Matos

Neste mês de setembro, os delegados baianos começaram a responder e preencher formulários individuais que devem, no final do mês, apresentar o primeiro diagnóstico da produtividade de cada um desses profissionais. O objetivo é acompanhar os trabalhos e conhecer as dificuldades que impedem um maior rendimento e aproveitamento do pessoal, com avaliações mensais. Para a Polícia Civil, medir a eficiência dos profissionais qualitativa e quantitativamente é fundamental para conhecer não apenas a estrutura do sistema e suas deficiências, mas também para apresentar soluções e construir um método de acompanhar os trabalhos realizados em cada delegacia.

Essa será só a primeira Avaliação de Produtividade Individual dos Delegados, que acontecerá mês a mês e vai permitir que sejam montadas estratégias para aumentar o comprometimento dos profissionais, além de valorizar o trabalho dos mais eficientes e ainda avaliar a necessidade de capacitação e requalificação dos profissionais.

Para o delegado-geral da Polícia Civil, Bernardino Brito Filho, essa é uma forma de aprimorar o trabalho. “Queremos saber como os profissionais têm se envolvido com as unidades, saber o que tem dificultado o trabalho dessas pessoas, seja carência de recursos humanos, meios de produção, equipamentos ou dificuldades em gestão ou com a própria legislação”, afirmou o delegado-geral.

Método de avaliação

O método de avaliação acontece quantitativa e qualitativamente, para impedir que os números sejam mal interpretados, já que uma determinada quantidade de ocorrências não é capaz de traduzir os casos e procedimentos que tenham maior ou menor complexidade jurídica. Para isso, primeiro, os delegados preenchem diariamente formulários com detalhamento de números de boletins de ocorrência, inquéritos remetidos, termos circunstanciados lavrados e remetidos, autos de prisão em flagrante, pedidos de prisão à Justiça, autos e apreensões de adolescentes infratores, termos de fiança expedidos, requerimentos de medidas protetivas e outras medidas.

Com posse desses dados, equipes da Corregedoria da Polícia Civil e do gabinete do delegado-geral vão visitar os servidores mais e os menos produtivos para avaliar a qualidade do atendimento à população. “Apenas com dados numéricos seria impossível avaliar a produtividade de um profissional. A quantidade de ocorrências não reflete a natureza dos procedimentos registrados, tampouco as medidas mais adotadas por cada delegado. É isso que as nossas equipes vão avaliar quando forem visitar as unidades”, explicou Bernardino Brito Filho.

Resultados

Depois de realizadas as avaliações, os delegados de cada unidade receberão seus próprios resultados e conhecerão quem são os mais ou menos produtivos somente da delegacia à qual fazem parte. “Não queremos estimular qualquer espécie de ‘bullying’ administrativo, nem expor os servidores, apenas ele saberá os detalhes dos formulários, as informações contidas neles são pessoais. Além disso, os que compartilham o ambiente de trabalho, equipamento e pessoal, como os que trabalham na mesma delegacia, poderão avaliar como está o próprio desempenho em relação aos outros”, disse o delegado-geral.

Premiações

Para valorizar aqueles profissionais com os melhores desempenhos, também serão realizadas premiações administrativas, com solenidades internas em que se reconhece a participação e a produtividade nas unidades, com obras da literatura jurídica, para ampliar o conhecimento do servidor e estimular ainda mais a eficiência. Para o delegado-geral, esse é um resultado técnico que vai permitir acompanhar com eficácia a evolução do trabalho prestado.

“O profissional tem que encarar que está fazendo um papel de responsabilidade e esse acompanhamento vai servir para fortalecer e valorizar as atividades que realiza. Ninguém que exerce sua função de maneira responsável deve ter receio de ser avaliado, se a instituição dá retorno, dando apoio nas ações, conhecendo as dificuldades. E esse é o nosso objetivo”, contou Bernardino Filho.

*Fonte: Secom

Delegado flagra assalto com agressões e prende três suspeitos em Santos; Capitão PM ajuda 45

Delegado flagra assalto com agressões e prende três suspeitos em Santos

O crime aconteceu na Aparecida. Um rapaz de 22 anos levou socos no rosto e foi jogado no chão

EDUARDO VELOZO FUCCIA
19/09/2015

Dois rapazes e um adolescente de 17 anos foram detidos logo após agredir e roubar um jovem em um ponto de ônibus da Rua Guaiaó, em frente ao Praiamar Shopping, na Aparecida.

No exato momento do assalto, o delegado Fábio Pierry transitava pelo local em seu carro. Ao presenciar a ação, ele deu a volta no quarteirão para capturar os acusados.

Jonathan Helbert Bravo Aires da Cunha, de 19 anos, Jony da Silva Franco, de 21, e o adolescente infrator foram alcançados na Avenida Epitácio Pessoa com a Rua Januário dos Santos.

Pierry desembarcou do veículo, deu voz de prisão ao trio e ordenou que ele se deitasse no chão. Capitão da Polícia Militar, Michael Douglas Morais estava de folga e à paisana, passava de carro pelo local e parou para dar apoio ao delegado.

Jony portava o celular da vítima, enquanto uma mochila com outros pertences dela foi recuperada em poder de Jonathan. Os acusados estavam desarmados.

O jovem roubado tem 23 anos e trabalha em uma loja do shopping. Ele foi levado ao Pronto-Socorro da Zona Leste, sendo realizado curativo em seu rosto e tirada radiografia de suas costas.

Na Central de Polícia Judiciária (CPJ), a delegada Cláudia Santana Barazal autuou os dois adultos em flagrante. O adolescente foi removido ao Núcleo de Atendimento Integrado (NAI)

Secretário de Segurança exonera comandante da ROTA 32

PM muda comandante da Rota pela segunda vez em 7 meses

Por Luís Adorno/RedeTV!

Alexandre Gaspar Gasparian foi trocado por Alberto Malfi Sardilli; SSP diz que troca de cargos é rotineira dentro da polícia

O tenente coronel Alexandre Gaspar Gasparian não está mais à frente da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), a auto denominada tropa de elite da PM-SP (Polícia Militar do Estado de São Paulo).

Por “conveniência de serviço”, o secretário da SSP (Secretaria da Segurança Pública), Alexandre de Moraes, determinou a troca entre os comandos da Rota e da Cavalaria da PM.


Troca foi publicada no DOE-SP (Diário Oficial) deste sábado (19) (Foto: Reprodução/DOE)

Assim, Gasparian vai para a cavalaria e o ex-comandante da Cavalaria Alberto Malfi Sardilli assume a Rota. A transferência foi publicada no DOE-SP (Diário Oficial) deste sábado (19).

Com a determinação, Alexandre Gaspar Gasparian ficará marcado por ter permanecido no comando da Rota por menos de sete meses – do dia 26 de fevereiro de 2015 ao dia 18 de setembro do mesmo ano.

No curto período, policiais da tropa tiveram ao menos três fortes desvios de conduta comprovados. No mais recente dos casos, o soldado Fabrício Emmanuel Eleutério, transferido recentemente pelo comando da PM para a Rota – por ter envolvimento em mais de três supostos confrontos seguidos de morte nos últimos cinco anos –, foi reconhecido por uma das vítimas da chacina de Osasco e Barueri, em 13 de agosto deste ano. Ao todo, 19 pessoas morreram.

A SSP (Secretaria da Segurança Pública) informou que a troca de cargos na carreira policial é rotineira.

Trabalho escolar classifica Polícia Militar como ‘grande problema da atualidade’ e causa polêmica 36

Um trabalho escolar sobre o filósofo Michel Foucault realizado por um aluno da Escola Estadual Professor Aggêo Pereira do Amaral, em Sorocaba (SP), causou polêmica esta semana nas redes sociais por criticar a Polícia Militar e concluir que a corporação é “o grande problema da atualidade”.

A imagem do cartaz foi divulgada pela própria PM de São Paulo através de seu perfil no Twitter. Nela, aparece um desenho de um esqueleto com farda da Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar) segurando uma premiação com um cadáver dentro. No “troféu” ainda está escrito: “Pelos relevantes serviços prestados”.

Projeto era baseado em reportagens e no livro 'Vigiar e Punir' de Michel Foucault. (Twitter)Projeto era baseado em reportagens e no livro ‘Vigiar e Punir’ de Michel Foucault. (Twitter)

A corporação classificou a abordagem como infeliz. “Não queremos acreditar que, em pleno século XXI, profissionais da área de ensino posicionem-se de maneira discriminatória, propagando e incutindo o discurso de ódio em desfavor de profissionais da segurança, estimulando seus alunos a agirem sem embasamento e direcionando-os de acordo com ideologias anacrônicas, que em nada contribuem para a melhoria da sociedade”, diz trecho do comunicado publicado em nota, que cita diretamente o professor responsável, Valdir Volpato.

Fachada da Escola Estadual Professor Aggêo Pereira do Amaral, em Sorocaba. (GoogleMaps)Fachada da Escola Estadual Professor Aggêo Pereira do Amaral, em Sorocaba. (GoogleMaps)

Entretanto, a Diretoria Regional de Ensino de Sorocaba justificou, em resposta, que o trabalho na disciplina filosofia é baseado na obra do livro “Vigiar e Punir”, do francês Michel Foucault, em paralelo com reportagens publicadas nos principais veículos de comunicação. “O trabalho não reflete a opinião do professor ou da instituição de ensino”, diz o órgão. “[O projeto] tem cunho pedagógico e estabelece a discussão sobre determinado tema, visando orientá-lo sem cercear o direito de livre expressão.”

Volpato não se manifestou sobre o assunto. Nas redes sociais, os alunos da escola Professor Aggêo Pereira do Amaral criaram a hashtag #SomosTodosValdir em solidariedade ao professor e acrescentaram que o cartaz faz parte de um trabalho sobre o sistema penitenciário brasileiro.

Abaixo, leia o comunicado da Polícia Militar de São Paulo na íntegra:

Esclarecimento e Repúdio – Cabe à Diretoria de Ensino, Região de Sorocaba, pronunciar-se sobre a veracidade do material e sobre a real qualidade de professor do senhor VALDIR VOLPATO.

Não queremos acreditar que, em pleno século XXI, profissionais da área de ensino posicionem-se de maneira discriminatória, propagando e incutindo o discurso de ódio em desfavor de profissionais da segurança, estimulando seus alunos a agirem sem embasamento e direcionando-os de acordo com ideologias anacrônicas, que em nada contribuem para a melhoria da sociedade.

A Polícia Militar de São Paulo e seus policiais, retratados numa infeliz charge, sempre difundida por determinados e conhecidos grupos, sempre foi e será grande defensora dos Direitos Humanos e dos deveres morais, éticos e legais da sociedade.

Estimular trabalhos apenas com pesquisas em Internet, matérias jornalísticas e material de criação confeccionados por pessoas parciais, está longe de ser uma metodologia aceitável. É preciso ter responsabilidade no processo de ensino.

A Polícia Militar está, como sempre esteve, de portas abertas a quem quiser conhecê-la e repudia a postura do infeliz professor, caso efetivamente tenha ocorrido esse erro lastimável.

PM emprega a ROTA para intimidar estudantes e professores estaduais 19

pmaggeo

Em Sorocaba a Comissão de Direitos Humanos da OAB juntamente com outras entidades está enfrentando uma situação típica de um regime ditatorial.

Na Escola Estadual Aggeo a PM está intimidando a comunidade escolar numa tentativa de censurar os trabalhos escolares baseados na obra “Vigiar e Punir” de Michel Foucault, material que integra o currículo escolar do ensino médio e constitui leitura obrigatória para estudo da filosofia.

Ao tomar conhecimento dos trabalhos uma tenente e dois cabos foram até a escola para intimidar o corpo docente, entretanto, diante da firmeza da direção e dos professores várias viaturas da ROTA passaram a rondar a escola com objetivo de amedrontar e ameaçar a comunidade escolar, sim a ROTA que é considerada na corporação o grupo de elite, passou a fazer patrulha escolar.

Não satisfeita a PM divulgou uma nota oficial em sua página expondo o nome do professor dos estudantes, da escola, da direção e exigiu que a Diretoria de Ensino tome providências para censurar e repreender o professor e os alunos. Isso mesmo a PM está tentando interferir no conteúdo do currículo escolar.

Tudo por conta de um trabalho sobre obra “Vigiar e punir” de Michel Foucault.
No trabalho foi usada uma charge do Latuff que retrata a face da polícia militar (Rota) com o rosto de uma caveira, a mesma caveira que a própria polícia adota como símbolo e se orgulha de reafirmar sempre.

Toda a comunidade escolar está sendo duramente atacada, a nota da PM provocou uma reação descontrolada, professores, direção e alunos estão sendo alvo de ataques, ameaças e ofensas.

A Comissão de Direitos da OAB Sorocaba está articulando uma rede de apoio para defender a liberdade dos estudantes, a liberdade de cátedra, a integridade da comunidade escolar e repudiar a ação ilegal da PM que ultrapassa em muito a esfera de suas atribuições e constitui crime de abuso de autoridade, constrangimento ilegal e censura, que é inadmissível num estado democrático de direito.

Polícia ou qualquer outra instituição não pode interferir no currículo e no conteúdo pedagógico de uma escola, essa discussão cabe exclusivamente aos órgãos de educação.

Não é atribuição da polícia realizar monitoramento e patrulhamento de conteúdo acadêmico!!!!

Essa situação é a prova mais concreta de que a PM precisa se adequar ao modelo constitucional inaugurado em 1988.

A estrutura a polícia militar, que oprime o próprio policial que é destituído de todos seus direitos, aprofunda um processo de criminalização secundária e seletividade penal orientada por critérios de vulnerabilidade social e econômica.

A ousadia da PM de acreditar que tem legitimidade para censurar um professor e seus alunos remonta os tempos do regime militar!

Pedimos o apoio de organizações sociais com notas públicas repudiando a ação da PM e defendendo a liberdade da comunidade escolar.
Lançamos também a campanha ‪#‎somostodosaggeo‬.

Compartilhem esse texto com essa imagem. Precisamos do apoio de vocês, essa luta é de todos!!!!

Hugo BatalhaDefensoria Pública do Estado de São Paulo