DEINTER-6 faz megaoperação 25

Em megaoperação, polícia detém 95 pessoas no litoral de SP

18/03/15 às 21:47 Folhapress
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Polícia Civil realizou uma megaoperação para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão nesta quarta-feira (18) em seis cidades do litoral paulista. A ação acabou com 95 detidos – 87 adultos presos e oito adolescentes apreendidos. Além disso, 15 quilos de drogas, – entre maconha, cocaína, crack e lança-perfume – R$ 13, 5 mil em espécie e 86 máquinas caça-níqueis também foram recolhidos pelos agentes. Um dos presos estava foragido da Justiça, 60 outros tinham mandados de prisão expedidos. Entre os menores, seis também tinham mandados ordenando sua apreensão. A operação também recuperou dois veículos que haviam sido roubados ou furtados e apreendeu outros três, além de quatro armas de fogo. As ações ocorreram nas cidades de Bertioga, Guarujá, São Vicente, Cubatão, Santos e Praia Grande, todos no litoral paulista.

DECADE fecha carteado 33

Após denúncia, polícia faz operação em clube de pôquer em Pinheiros

REYNALDO TUROLLO JR.
DE SÃO PAULO

18/03/2015 20h50

A Polícia Civil de São Paulo fez uma operação em um clube de pôquer na tarde desta quarta-feira (18) em Pinheiros, na zona oeste da capital. Cerca de 60 pessoas, entre jogadores e funcionários foram levados à delegacia para prestar depoimento.

Os donos do local, o H2 Club, também serão ouvidos. O advogado da casa negou haver irregularidades.

Segundo o delegado Osvaldo Nico Gonçalves, diretor do Decade (Departamento de Capturas e Delegacias Especializadas), responsável pela operação, os donos do clube exploravam “jogo ilegal”–a modalidade “cash game”, em que se apostam fichas valendo dinheiro.

“Muitas famílias vão nos agradecer, havia apostas de R$ 20 mil. Foi encontrado muito dinheiro em espécie”, disse Gonçalves. O valor não foi informado porque estava sendo contabilizado. O clube permanece fechado nesta noite para perícia.

De acordo com o delegado, houve denúncias de familiares de jogadores contra o local, e policiais infiltrados fizeram a investigação.

Ainda segundo Gonçalves, o clube tinha licença para realizar somente torneios de pôquer, não o “cash game”.
Jogadores que prestavam depoimento na delegacia como testemunhas afirmaram que foram surpreendidos pela operação. “A gente achou que era um assalto”, disse um deles, sem se identificar.

OUTRO LADO

O advogado do H2 Club, Cassio Paoletti, classificou a ação policial de “ocorrência rotineira”. “A casa foi investigada mais de dez vezes e a Justiça sempre restituiu o material e arquivou”, disse.

Ele negou haver irregularidades, afirmou que pôquer não é jogo de azar e que o local tinha todas as licenças necessárias para funcionar.