VOTEI NO AÉCIO – Sou branco, rico, correto e não quero a saída da Dilma; abaixo o golpismo e o militarismo 9

‘Sou negro, pobre e estou pedindo a saída da Dilma’, diz manifestante

DE SÃO PAULO
DO RECIFE
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA EM SALVADOR
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA EM GOIÂNIA

15/03/2015 18h19

Os atos de protesto contra o governo Dilma deste domingo (15) reuniram bem mais que a “elite branca”. Nas diferentes cidades em que as manifestações foram realizadas, celebridades, artistas e socialites caminharam como migrantes, ex-petistas, vendedores ambulantes, militares ou agentes penitenciários.

Nesse caldeirão cultural, as posições políticas e palavras de ordem também variavam, desde os que refutavam a ideia de pedir o impeachment da presidente até os que defendiam a intervenção militar.

“Vamos parar com esse negócio de que só a elite está aqui. Sou negro e pobre e estou pedindo a saída da Dilma”, disse Fernando Silva, conhecido como Fernando Holiday, 18, que participou da manifestação na av. Paulista, em São Paulo.

Renata Agostini/Folhapress
Fernando Silva, conhecido como Fernando Holiday, 18 anos
Fernando Silva, conhecido como Fernando Holiday, 18 anos

Ele entrou para o MBL (Movimento Brasil Livre) após postar um vídeo na internet e ser chamado pelos rapazes do movimento. Filho de ex-funcionária pública aposentada e pai “desparecido”, mora em Carapicuíba.

Estudou em Escola pública toda a vida e agora ainda decide qual faculdade cursará. Ganhou bolsa na PUC para cursar filosofia, mas não gostou. “Existe um sentimento de que só os ricos querem ela fora. Mas muitos pobres querem. O povo quer”, disse à *Folha*.

O pernambucano Antonio Pereira e Silva, 62, foi ao protesto na avenida Paulista de metrô após sair do bairro de Artur Alvim, onde mora na Cohab 1, na zona leste de São Paulo.

Ele refuta a tese de que apenas membros da classe média e da elite estejam insatisfeitos com a presidente Dilma Rousseff (PT). “Eu não ganhei nada para vir aqui. Eu e o país estamos a favor do impeachment”, disse.

Corretor de imóveis, Pereira e Silva conta que, no bairro dele, não ouviu panelaço contra o discurso da presidente, no último domingo. “Mas eu aplaudi a reação de protesto em São Paulo”, observou.

Para a avenida Paulista, ele levou um banner da campanha do Aécio Neves, o qual, segundo ele, também é contra a corrupção.

Um dos famosos que gravaram vídeos chamando para os protestos, o ator Malvino Salvador ficou em uma área cercada do caminhão de som do grupo Vem Pra Rua.

“Vim para pedir uma agenda pro Brasil, saúde e educação. Não vim pedir impeachment. Dilma foi eleita democraticamente, mas o país tem problemas”, afirmou o ator, que, durante a manisfetação, pulava gritando: “Pula aê, pula aê, quem não quer mais o PT.”

Levando uma faixa com a frase “SOS FFAA”, a designer gráfica Valésia Barbosa, 59, defendeu a volta do regime militar na ato contra o governo Dilma na tarde deste domingo (15), em Recife.

“Eu vivi na época do governo militar e foi a melhor época da minha vida. Tinha ensino público de qualidade, segurança pública, e eu quero que volte isso, para o meu neto, que vai fazer um ano”.

Em Goiânia, o empresário do setor de confecções Iron Cordeiro, 40, aproveitou a manifestação para vender camisetas com dizeres “Fora Dilma e leve o PT junto”.

Até as 15h, ele havia vendido 140 das 150 que levou ao evento. Cordeiro diz ser contra a corrupção e contra a atual política econômica, mas afirma não apoiar o impeachment de Dilma.

Conhecida como a “musa da derrota”, por ter aparecido em fotos chorando após a derrota de Aécio Neves nas urnas, a estudante Ana Claudia Maffei, de 22 anos, filiada ao PSDB, avalia que a sociedade está insatisfeita com o governo federal, mas que a até o momento não há provas suficientes para se falar em impeachment de Dilma. “Estou certa de que venceremos na próxima eleição e eu não vou chorar de novo”, disse.

Gustavo Uribe/Folhapress
Ana Claudia Maffei, que ficou conhecida como a "musa da derrota" após ser fotografada chorando quando Aécio Neves perdeu a eleição
Ana Claudia Maffei, que ficou conhecida como a “musa da derrota” após ser fotografada chorando quando Aécio Neves perdeu a eleição

Luis Alberto dos Santos, 50, saiu de Limeira (a 151 km de SP) para vender cerveja para os manifestantes na av. Paulista.

Ex-petista, diz que abandonou o partido após a saída de Heloísa Helena. “O governo está ruim, mas quem disse que tirar a presidente vai resolver alguma coisa? Tiraram o Collor, quem veio depois? Itamar e Fernando Henrique. Foi bom?”, pergunta.

Ele disse que não espera vender muito nesta tarde. “A concorrência está brava”, dizia enquanto tirava latas de cerveja de seu Renault Kangoo.

Em Salvador, o agente penitenciário André Luis, 33, defendia uma “intervenção militar”. “Não ditadura, intervenção militar! Impeachment não vai mudar nada, é a mesma corja. É preciso que os militares intervenham e realizem uma nova eleição”, disse.

Para o militar Marcelo Campelo, 43, a “intervenção é constitucional”. Ele alugou um caminhão de som para a manifestação em Brasília. “A única maneira de impedir o avanço do comunismo é a intervenção militar”, disse.

A bacharel em Direito Helena Costa, 58, foi uma das manifestantes que tietaram os policiais do Batalhão de Choque da PM em frente ao Masp, na av. Paulista. “Esse protesto deveria ter acontecido há muito tempo”, disse

Políticos sem moral querem impeachment da Dilma 7

Deputado que pede impeachment de Dilma é hostilizado na Paulista

JULIO WIZIACK
DE SÃO PAULO

15/03/2015 17h26

O deputado federal Paulinho da Força (SD-SP) foi hostilizado pelos manifestantes que acompanhavam um dos caminhões da Força Sindical. Paulinho, que também é o presidente da central, tenta usar o protesto para angariar apoio popular a um pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

Ele falaria depois do ex-jogador Ronaldo, o Fenômeno. Quando ia começar a falar, voltou atrás após sofrer vaias e xingamentos.

Desceu do caminhão e seguiu em direção a um quiosque, na esquina da paulista com augusta, onde o partido pedia assinaturas para um abaixo-assinado pelo impeachment de Dilma.

“Desisti. Pra você ver como esse governo acabou com tudo, até com a classe política”, disse à Folha.

Paulinho falou com senador Aécio Neves (PSDB-MG) por volta das 13h30. Estavam surpresos com o resultado das manifestações e marcaram reuniões dos partidos de oposição para estudar se há, juridicamente, possibilidade para um pedido de impeachment oficial, em nome da oposição.

Polícia Civil abrirá 3.176 vagas ainda neste semestre 56

Oportunidade
De A Tribuna On-line

Quem pretende ingressar na área de Segurança Pública em São Paulo terá boas oportunidades no decorrer de 2015. Enquanto a Polícia Militar (PM/SP) já elabora o edital de seu primeiro concurso do ano, para 2.000 vagas de soldados, previsto para ser publicado até maio, a Polícia Civil do Estado de São Paulo (PC/SP) também se programa para realizar uma série de seleções no decorrer do ano. Para isto, aguarda apenas concluir as últimas etapas de alguns certames iniciados em 2014, bem como a autorização governamental para iniciar a nova série de concursos.

O órgão encaminhou, no final de 2014, uma solicitação à Secretaria Estadual de Gestão Pública, para o preenchimento de 3.176 oportunidades em 2015. O pedido está em fase de análise das condições financeiras e orçamentárias, para que, somente então, seja encaminhado para autorização governamental.

O  pedido tem como base um levantamento da necessidade de pessoal para todos os cargos, mas ainda pode sofrer alterações até a publicação dos editais, em decorrência dos concursos que ainda estão sendo finalizados.

Ensino médio

Do total de vagas solicitadas pela Polícia Civil/SP, 851 são para cargos com exigência de ensino médio e 2.325 para nível superior, com remunerações iniciais  de R$ 3.336,86 a R$ 8.795,85, todos com jornada de 40 horas semanais.

As oportunidades de ensino médio são para os cargos de agente policial (249 vagas),  atendente de necrotério (54), auxiliar de papiloscopista (136), papiloscopista policial (72), agente de telecomunicações (252), auxiliar de necropsia (36), desenhista técnico pericial (11) e fotógrafo técnico pericial (41).

Para os cargos de agente policial, atendente de necrotério e auxiliar de papiloscopista, o inicial é de R$ 3.336,86, já incluindo o adicional de insalubridade de R$ 543,26. Já nos casos de papiloscopista, agente de telecomunicações, auxiliar de necropsia, desenhista técnico e fotógrafo, o inicial é de R$ 3.995,04, já com o adicional.

A diferença se refere à lei complementar 1.249, sancionada pelo governador Geraldo Alckmin em 3 de julho de 2014, que altera a escolaridade dos cargos de agente, atendente de necrotério e auxiliar de papiloscopista de ensino fundamental para médio, sem compatível alteração salarial.

Segurança pública: confira todos os concursos abertos e previstos

Nível superior

Por fim, para nível superior, as oportunidades são para escrivão de polícia (922), investigador de polícia (985), médico legista (68), perito criminal (129) e delegado de polícia (221). Os iniciais são de R$ 4.018,16 para investigador e escrivão, de R$ 8.510,24 para legista e perito e de R$ 8.795,85 para delegado.

“Antiprojeto” alckmista quer delegação aos estados da competência para legislar sobre inquérito policial e lavratura de termos circunstanciados 36

São Paulo, fevereiro de 2015.

Senhor Presidente

Na oportunidade em que cumprimento Vossa Excelência, sirvo-me do presente para encaminhar-lhe esboço de anteprojeto de lei complementar em que o Congresso Nacional, nos termos do parágrafo único, do art. 22 da Constituição Federal, delega competência legislativa de algumas questões específicas em processo penal para os Estados-Membros e distrito Federal.

 

A princípio cabe à União legislar sobre Processo Penal, nos termos do art. 22, I da Constituição Federal. Entretanto, o Constituinte viabilizou que determinadas questões relacionadas às matérias deste artigo pudessem ser delegadas por Lei Complementar para que os Estados-Membros e o Distrito Federal pudessem legislar, atendendo às peculiaridades de cada Estado da Federação, com realidades diferentes. Trata-se da hipótese de delegação de competência legislativa.

Neste cenário, será um avanço para a modernização da legislação processual penal e o efetivo combate à criminalidade, respeitadas as especificidades de cada ente da Federação, se o Estado-Membro e Distrito Federal receberem competência legislativa sobre questões afetas a: (I) – Procedimento da autoridade policial no momento em que tiver conhecimento da prática da infração penal; (II) – Regulamentação dos atos procedimentais do inquérito Policial;(III) – Atos processuais referentes à fase preliminar dos Juizados Especiais Criminais; (IV) – Normas procedimentais relativas a medidas cautelares de investigação nas hipóteses de crimes hediondos, assemelhados e organizações criminosas.

 

Convicto da necessidade das mudanças e limitado ao presente, renovo protestos de estima e consideração.

GERALDO ALKMIN

Governador do Estado de São Paulo

Ao Exmo. Sr.

Deputado Eduardo Cosentino da Cunha

  1. Presidente da Câmara dos Deputados

Brasília

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº, de  2015

(Do…..)

O Congresso Nacional, nos termos do artigo 22, parágrafo único, da Constituição Federal, delega aos Estados-Membros e ao Distrito Federal competência legislativa sobre questões específicas relacionadas à  processo penal.

 

O Congresso Nacional decreta:

 

Art. 1º O Congresso Nacional, nos termos do artigo 22, parágrafo único, da Constituição Federal, delega aos Estados-Membros e ao Distrito Federa, competência legislativa sobre questões específicas relacionadas à matéria processo penal:

I – Procedimento da autoridade policial no momento em que tiver conhecimento da prática da infração penal;

II – Regulamentação dos atos procedimentais do inquérito Policial;

III – Atos processuais referentes à fase preliminar dos Juizados Especiais Criminais;

IV – Normas procedimentais relativas a medidas cautelares de investigação nas hipóteses de crimes hediondos e assemelhados.

 

Art. 2ºEsta lei entra em vigor na data de sua publicação.

 

JUSTIFICAÇÃO

 

A princípio cabe à União legislar sobre Processo Penal, nos termos do art. 22, I da Constituição Federal. Entretanto, o Constituinte viabilizou que determinadas questões relacionadas às matérias deste artigo pudessem ser delegadas por Lei Complementar para que os Estados-Membros e o Distrito Federal pudessem legislar, atendendo às peculiaridades de cada Estado da Federação, com realidades diferentes. A hipótese é de delegação de competência legislativa.

Neste cenário, será um avanço para a modernização da legislação processual penal e o efetivo combate à criminalidade, respeitadas as especificidades de cada ente da Federação, se o Estado-Membro e Distrito Federal receberem competência legislativa sobre questões afetas a: (I) – Procedimento da autoridade policial no momento em que tiver conhecimento da prática da infração penal; (II) – Regulamentação dos atos procedimentais do inquérito Policial;(III) – Atos processuais referentes à fase preliminar dos Juizados Especiais Criminais; (IV) – Normas procedimentais relativas a medidas cautelares de investigação nas hipóteses de crimes hediondos, assemelhados e organizações criminosas. 

Como passar em concurso público sem gastar muito dinheiro 12

13/03/2015 – 11:53:22

CONCURSO

Criatividade, força de vontade e convívio social são ferramentas úteis para quem não possui condições de investir alto na preparação

  • Correio Web
  • Do CorreioWeb

Quanto é necessário gastar até passar em um concurso público? O investimento é alto e, segundo o empresário e professor voluntário da área jurídica, Godofredo Filho, a bolada pode chegar a R$ 65 mil até a primeira aprovação. Os cálculos levam em conta despesas com livros, apostilas, mensalidades de cursinhos, inscrições em processos seletivos e até transporte para o local de prova.

Diante da fortuna prevista, e quem optou pela carreira pública justamente por não ter uma boa condição financeira e deseja mudar de vida? Como arcar com tantas despesas sem pesar no orçamento diário?

Para Godofredo, a criatividade e o convívio social são ferramentas importantes para quem está nessa situação. “Reunir os colegas, fazer grupos de estudo, dividir os materiais, além de ser uma forma de incentivo, é uma maneira econômica de adquirir conhecimento”, conta. O professor ressalta a importância de sempre estar atento às possibilidades que a Internet oferece.

Confira quatro alternativas para aumentar as chances de passar em um concurso sem gastar muito.

Cursos voluntários
Em Brasília, existem grupos de professores que se reúnem para ensinar aqueles que querem ingressar na carreira pública e não tem condições de fazer matrículas em cursinhos ou comprar materiais preparatórios.

A Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) criou o Projeto Conhecer Direito, que oferece gratuitamente aulas de conhecimento jurídico básico. Só podem participar alunos do 3º ano do ensino médio da rede pública de ensino do DF. O objetivo do curso é proporcionar aos estudantes a oportunidade de conhecer sobre temas de justiça e valores da cidadania. O curso ainda conta com uma versão para deficientes auditivos com aulas de direito na Linguagem Brasileira de Sinais (Libras). As aulas são ministradas duas vezes por semana, durante seis meses. Para fazer as inscrições, acesse o site.

Outro curso que segue a mesma linha é o Cursinho Solidário, que hoje atende gratuitamente mais de 300 pessoas, com 35 professores voluntários que ministram aulas de acordo com o edital trabalhado. Para se inscrever, os interessados devem acessar o site http://www.cursinhogratuito.org, preencher a ficha e aguardar contato da equipe de voluntários.

Redes Sociais e aplicativos de mensagem
As redes sociais e os aplicativos são instrumentos muito utilizados para reunir pessoas e difundir conteúdos. Concurseiro há quatro anos, André Vilaça utiliza as redes sociais e os aplicativos de mensagens para se manter atualizado sobre editais abertos, melhores cursinhos e resultados das provas. “Tenho um grupo no whatsapp que contém 60 participantes de diferentes estados. Lá, trocamos ideias, materiais e até combinamos o acolhimento quando um vai fazer prova no estado do outro”, explica.

A psicóloga Mariana Matos já é servidora pública, mas pretende conseguir um cargo melhor. Para isso, ela faz uso de grupos fechados no Facebook para treinar questões de prova. “Combinamos sempre de conectar nos mesmos horários e resolvemos as provas juntos. Assim, podemos nos corrigir e também nos apoiar quando alguém demonstra desânimo”, explica.

Já estão disponíveis vários programas interessantes para computador e celular, como simuladores de provas de digitação, compilações de notícias do mundo todo, gerenciadores de tempo e rendimento. Global News, Gabaritar e Aprovado são exemplos de aplicativos.

Aulões
Existem cursinhos preparatórios que fazem “aulões” gratuitos sempre que abrem novos editais para ajudar algum instituto de caridade ou promover algum professor renomado da área. Os sites dos cursinhos costumam divulgar essas aulas e promoções de módulos avulsos, cobrando apenas por uma matéria específica.

Quase sempre há sorteios de livros e apostilas durante as aulas. Faça a sua inscrição com antecedência, pois as turmas costumam ser cheias. Fique atento aos sites dos cursos da sua cidade.

E-books
Há downloads gratuitos na web de livros virtuais com guias de preparação para candidatos à carreira pública. Neles, é possível encontrar conteúdos cobrados nas provas, além de informações sobre a carreira e o cargo pretendido. O candidato pode acessar o site http://www.tempodeconcurso.com.br e baixar gratuitamente o material preparado por professores especialmente para cada edital lançado.

Fonte: http://www.eadelta.com.br/