Delegado Geral ensina que, desde de que era plantonista, sempre procurou pecar pelo excesso em vez de ser omisso. Em fazer o máximo que a lei me permitia em vez do mínimo 61

Visita a Rio Preto
São José do Rio Preto, 4 de Março, 2015 – 7:37
Chefe da Civil quer mais agilidade nas delegacias

Tatiana Pires f

Hamilton Pavam
Youssef Abou Chahin, novo delegado-geral da Polícia Civil

O novo delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Youssef Abou Chahin, prometeu ontem, durante visita a Rio Preto, dar maior agilidade no atendimento das queixas feitas pelas vítimas que procuram as delegacias. Segundo ele, só dessa maneira as investigações vão se tornar mais eficientes com o aproveitamento das “provas ainda frescas”. Chahin, que assumiu o cargo no dia 5 de janeiro, veio à cidade para se encontrar com delegados do Deinter-5 (Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior), que atende os municípios da região.

Ele também pediu aos delegados “usem e abusem” de pedidos de busca e apreensão, desde que fundamentados. Outra ideia do novo chefe da Polícia Civil é integrar os setores de inteligência entre as seis seccionais do Deinter- 5 para esclarecimentos dos crimes. As metas de redução da criminalidade são feitas pelo governo do Estado e não há um índice específico a ser atingido. “Mas tentamos baixar a cada mês. Temos que matar um leão por dia. Não é dizer: ‘Ah, baixamos janeiro e está bom’. Se não tivermos o mesmo empenho nos meses subsequentes não iremos atingir o objetivo.”

A orientação de Chahin é que os delegados apliquem a legislação com rigor. “A interpretação da lei é sempre discutida. O que a gente pede é que se use o bom senso. Mas dependendo do fato, da gravidade da coisa, que se tome a providência máxima. Desde de que era plantonista, sempre procurei pecar pelo excesso em vez de ser omisso. Em fazer o máximo que a lei me permitia em vez do mínimo.” O delegado anunciou que está em andamento concurso público para contratar 2.293 policiais no Estado – 1.364 investigadores, 800 escrivães e 129 delegados. A previsão é de que esse reforço estará nas ruas até setembro.

O governo é favorável à ampliação da pena para menores infratores. Para Chahin, a medida vai intimidar os que pretendem infringi-la. “O jovem de agora não se compara com o do tempo em que eu era rapaz. A velocidade de informação hoje é muito grande. O amadurecimento é mais rápido do que 30, 40 anos atrás”, disse. Segundo ele, a legislação precisa acompanhar a mudança em vez de permanecer como está. “A reforma na legislação vai fazer o jovem pensar um pouco mais antes de aceitar o convite de uma quadrilha para fazer o serviço sujo.”