Delegado do Deic é alvo de investigação do MPE
Promotores suspeitam de enriquecimento ilícito do titular da Delegacia de Roubo a Bancos; ele teve os sigilos bancário e fiscal quebrados
O Ministério Público Estadual (MPE) obteve na Justiça a quebra dos sigilos bancário e fiscal de um delegado do Departamento Estadual de Investigação Criminal (Deic), suspeito de enriquecimento ilícito com a prestação de serviços de segurança privada dentro da Delegacia de Roubo a Bancos.
Segundo a investigação, Fabio Pinheiro Lopes possuiria um patrimônio incompatível com sua renda, como um Chevrolet Camaro de R$ 172 mil, e relógios avaliados em R$ 162 mil.
Procurado pelo Estado por meio de seus advogados, o delegado Lopes não se manifestou. A assessoria de imprensa do Deic também não comentou o caso.
Os rendimentos de Lopes como delegado de polícia de primeira classe, segundo a Secretaria de Segurança Pública, são de R$ 8.064,03. Dados obtidos pela Promotoria dão conta de que ele é sócio de uma empresa titular de glebas rurais de 95 alqueires e que teria recebido nos últimos 20 meses R$ 485 mil. Sua residência seria avaliada em R$ 1,233 milhão e uma consulta nas suas movimentações financeiras, segundo o MPE, indicou fluxos bancários considerados suspeitos pelos promotores.
Bancos. Um dos esquemas que podem ter levado ao enriquecimento de Lopes, apontam as investigações, seria o pagamento feito por bancos privados interessados em “atendimento preferencial no Deic”. Assim, agentes dariam prioridade para resolver os crimes em agências cobertas pela assessoria particular e até monitorariam quadrilhas para impedir assaltos.
A decisão contra Lopes foi dada pela Justiça no começo do mês e cabe recurso. As informações vão para o inquérito civil em que Lopes é investigado sob suspeita de improbidade administrativa. Ele já havia sido investigado pelo MPE em 2009, por suspeitas de corrupção ligada ao escândalo da venda de cargos na Polícia Civil durante a gestão do então secretário adjunto da Segurança Lauro Malheiros Neto. Nada foi comprovado na época contra o delegado.
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Pois é , continua difícil de se entender e explicar a prosperidade de alguns delegados de polícia.
Como é que pode , enquanto a imensa maioria das autoridades policiais sobrevivem endividados , nem sequer podendo comprar um terno chinês da Colombo , alguns afortunados debochadamente continuando vestindo Armani.
Armani , Rolex , Hublot, Prada e Hermès.
Apartamentos de três milhões, Camaro pro papai e Evoque pra perua.
Pior: por mais que aprontem CONTINUAM SEMPRE TRABALHANDO NAS BOCAS RICAS DA POLÍCIA CIVIL.
Quanto custa a titularidade de uma delegacia do DEIC ?
A Administração dá excelentes cargos para esses debochados notórios , enquanto que por uma simples suspeita por conta de ninharia recolhe armas , funcional e distintivos de bons policiais; ainda exigindo que se aposentem como condição de dar uma aliviada nos procedimentos.
Escárnio!
Será que para ser delegado do DEIC ( e outras bocas-ricas ) é necessário ser rico empresário ou por ser delegado do DEIC ( e outras bocas- ricas ) é necessário criar empresa para lavagem da propina ?



