Arquivo diário: 20/03/2014
SIPESP apoia a greve dos agentes penitenciários e repudia ordem de encaminhamento de presos aos CDP’s 56
O Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado de São Paulo – SIPESP, vem mais uma vez dar toda a solidariedade aos colegas e parceiros do Sistema Penitenciário, em seu movimento reivindicatório, que é legítimo.
Ao mesmo tempo, REPUDIA VEEMENTEMENTE a ordem do chefe da Polícia Civil, no sentido de encaminhamento de presos aos CDP’s, em um momento delicado como o atual, pois a greve é um direito constitucional do servidor público.
A Diretoria.
CDP de Hortolândia – Agentes penitenciários resistem pacificamente à invasão feita pela PM 73
Força Tática da PM tira agentes do CDP ‘no braço’
Agentes estavam sentados em greve em frente à cadeia; PM abriu o portão para levar presos
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Cecilia Cebalho
A saída é um protesto contra a ação do governo estadual, que mandou a polícia furar a greve dos agentes nesta manhã. A Força Tática da Polícia Militar retirou literalmente no braço os carcereiros que estavam sentados em frente ao portão do CDP.
Depois da retirada, o portão foi aberto e viaturas da PM entraram na cadeia levando 100 detentos que estavam no 2° Distrito Policial (DP) campineiro. Os cerca de 20 agentes resistiram à retirada, mas pacificamente. Os presos foram levados em três levas: na primeira foram 29, na segunda, 30, e, na terceira, 41.
Os presos passaram pela portaria, mas não conseguiram entrar no Centro. Foram barrados pelos carcereiros e permanecem no pátio. Os 59 primeiros que entraram são oriundos do 2° DP de Campinas. Já os 41 restantes, vieram de Itapira.
Sem acordo
Em visita a Campinas hoje, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse que atendeu três de quatro reivindicações do grevistas, não informando, entretanto quais seriam elas. Na terça-feira (18), afirmou que não negocia com os grevistas enquanto a greve não for encerrada.
A categoria reivindica, entre outros aspectos, 20% de reajuste salarial, para cobrir a inflação, mais 5% de aumento real.
O atendimento das reivindicações é questionado pelos grevistas. “Não é mais fácil o governador negociar conosco? Não seria mais democrático? Ele defende a democracia, mas é um ditador. Não quer negociar. E, então, o que ele faz? Coloca a polícia contra a polícia”, afirmou o diretor regional do Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo (Sindasp), Carlos Rufino.
De acordo com o sindicalista, os serviços essenciais estavam sendo realizados antes da retirada dos agentes sentados. Ainda segundo Rufino, cerca de 700 carcereiros estão em greve.
O major Arquimedes de Souza, do 48° Batalhão de Sumaré, que comanda a ação da PM em frente ao CDP, ainda não falou com a imprensa.
Alckimin relembrou que a decisão da Justiça, que estipula multa de R$ 100 mil por dia de paralisação e por unidade prisional, aos sindicatos. Entretanto, segundo Rufino, os três sindicatos da categoria já deixaram a greve por este motivo. Desde terça-feira, a paralisação está sendo feita pelos próprios carcereiros independentemente de vinculação sindicalista.
“Espero que o bom senso prevaleça e que a greve termine hoje”, disse o governador.
ColaborouMaria Teresa Costa, da AAN



Funcionários do sistema prisional paulista: CARTA ABERTA AO LEGISLATIVO 18
Senhores(as) Deputados(as).
Os funcionários do sistema prisional paulista precisam do seu apoio. A categoria está em greve há mais de uma semana por salário justo, condições de trabalho dignas, valorização e respeito.
Ressaltamos que, com todas as mazelas do sistema prisional paulista, realizamos um excelente trabalho. O índice de fugas nas penitenciárias é zero. E a recompensa que recebemos por isso tem sido o desprezo e o desrespeito do governante. No ranking dos estados brasileiros que melhor pagam aos seus agentes penitenciários, São Paulo, o mais rico estado do Brasil, está na 13ª colocação.
Somos 35 mil trabalhadores, cidadãos paulistas cujos direitos estão sendo cotidianamente negados pelo Governo do Estado. Na nossa campanha salarial de 2013, iniciada em janeiro do ano passado e até agora sem resultado, reivindicamos reajuste salarial, criação de uma lei orgânica dos servidores da SAP, e várias medidas que nos garantam condições para que executemos nossos serviços com mais segurança e eficiência.
No dia 11 de março de 2014 o governo nos deu uma resposta, mas que não atendeu aos anseios da categoria, razão pela qual a categoria manteve a paralização, mesmo diante das inúmeras ameaças que nós estamos sofrendo por parte dos diretores de unidades prisionais e da SAP.
Lamentamos pelos transtornos causados. No entanto, queremos chamar a atenção para o problema principal que a greve está causando segundo vem sendo retratado pela mídia: a superlotação nas cadeias das delegacias.
Esclarecemos que só estamos impedindo o ingresso de novos presos nas unidades prisionais que já estão superlotadas – que infelizmente (e não por nossa culpa) são todas as unidades prisionais paulistas. Se as cadeias já estão com lotação 66% acima da sua capacidade, é necessário que se diga que os CDPs para onde estes presos seriam encaminhados estão com lotação muito superior a 100%, alguns com até mais de 200%, há anos. Podemos citar aqui o CDP II de Osasco (capacidade: 833 detentos; e que atualmente abriga 2611), CDP I de Guarulhos (capacidade: 844; população: 2581), CDP de Itapecirica da Serra (capacidade: 845; população: 2588) e qualquer um dos CDPs do estado. Invariavelmente, todos estão superlotados.
O sistema prisional paulista vive um caos e estamos no olho desse furacão. Precisamos ser valorizados e ouvidos. Precisamos de soluções. Precisamos que o Legislativo apoie nossa luta contra as vergonhosas mazelas que atingem a nós, servidores e cidadãos paulistas, e também ao importante setor da segurança pública chamado sistema prisional.
Contamos com o seu apoio para corrigir essas injustiças, senhores(as) representantes do povo paulista.
Informação urgente: PELEGUISMO IMUNDO PREPARA ARAPUCA CONTRA AGENTES PENITENCIÁRIOS 216
As equipes de escolta da Polícia Civil deverão ser chefiadas pelos respectivos delegados de polícia responsáveis pelas unidades carcerárias.
Dirigindo-se aos CDP’s, com os presos a apresentar, com o assentimento prévio e expresso dos diretores dessas Unidades (pelegos imundos) – que permitirão o recebimento deles, reitero, de modo expresso, contrariando os interesses da própria classe (dos A.P’s) – sendo negado o recebimento por parte dos A.P’s que estiverem na recepção – pelos delegados de polícia “comandantes das diligências” – será dada voz de prisão aos que negarem receber tais presos, se opondo, assim , a tal ordem (ridícula e ilegal).
Quero ver quem ou quais delegados cumprirão tal determinação vexatória a toda instituição policial civil?

