Secretaria da Segurança troca chefes da Polícia Civil
Pasta promove mudanças nas chefias dos principais departamentos da Polícia Civil de São Paulo
BRUNO TAVARES, bruno.tavares@grupoestado.com.br
A cúpula da segurança pública de São Paulo promoveu mudanças nas chefias dos principais departamentos da Polícia Civil. Ao menos cinco delegados da capital e do interior foram substituídos ou remanejados para outros cargos. As trocas acontecem às vésperas de o secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, completar seu primeiro ano no cargo.
Assim que assumiu a pasta, em março de 2009, Ferreira Pinto promoveu uma série de mudanças na cúpula da Polícia Civil, nomeando inclusive um novo delegado-geral, Domingos de Paulo Neto. O objetivo à época era chacoalhar a instituição, bombardeada por acusações de corrupção. A estratégia traçada pelo secretário era montar uma primeira equipe e, a partir dos resultados apresentados por cada um dos departamentos, avaliar a necessidade de ajustes e “promoções”.
É o caso do delegado Eduardo Hallage, que deixará o Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) para assumir o Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), unidade a que estão subordinadas os 93 distritos policiais da capital. Hallage chegou ao Denarc no momento em que policiais do departamento eram acusados de extorquir dinheiro do megatraficante colombiano Juan Carlos Ramirez Abadia e de seu compatriota, o também traficante Ramon Manuel Yepes Penagos, o El Negro.
De pronto, Hallage determinou a substituição de 200 policiais. Um ano depois, exibe aumento de apreensões de todas as drogas, com exceção da maconha – a apreensão de ecstasy foi a que mais subiu, saltando de 1.291 comprimidos, em 2008, para 7.777, no ano passado. Para o lugar de Hallage, o escolhido foi Marco Antonio de Paula Santos, que teve seu trabalho bem avaliado à frente do Decap.
O novo chefe do Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro), responsável pelas delegacias da região metropolitana, será o delegado Marcos Carneiro Lima. Com passagens pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e pela Corregedoria, Carneiro Lima teve papel destacado na greve deflagrada pela Polícia Civil em 2008. O atual diretor do Demacro, Élson Alexandre Sayão, vai comandar o Departamento de Identificação e Registros Diversos (Dird), órgão que já havia chefiado no passado. O novo encarregado pelo Departamento de Inteligência Policial (Dipol) será o delegado Edmur Ercílio Luchiari, que estava na Academia de Polícia Civil.
Os trocas não se limitam aos departamentos da capital. Para o Departamento de Polícia Judiciária do Interior 9 (Deinter-9), responsáveis por todas as delegacias da região, foi escolhido Odovaldo Mônaco, que na década de 90 esteve na Corregedoria.
quando eu estava no jardim de infância isso se chamava dança das cadeiras
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Engraçado seria se não fosse mais grave do que triste.
Aqui no famigerado deinter 666 nada muda, a letargia e inoperância reinam absolutas.
Só se vê a pm na rua, o goe sumiu ( aliás faz tempo )e as motos pretas que deveriam estar na rua, estão enferujando.
As mudanças se fossem sérias, começariam pelas chefias de terceira classe,que o dg disse que iriam acabar. Isso sem falar na inconcebível e absurdamente insana nomeação do chefe da corregedoria auxiliar 6.
Mudança para fazer a pc produzir e prestigiar os primeira e classe especial com chefias ( sem propina de bicho e caça-níquel)aí é que eu quero ver. Mas vamos dar um crédito ao dg e ao secretário, eles são novinhos de polícia e ainda não sabem dos bastidores imundos da pc.
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Quando eu estava no jardim da infância isso se chamava mentir e enganar as pessoas de boa fé.
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Classificando:
No DIRD e nos termos do artigo 6º da Lei Complementar nº
731, de 26 de outubro de 1993, designa o Dr. LUIZ EDUARDO
PASCUIM – RG. 8.404.361, Delegado de Polícia de Classe Especial,
padrão V, lotado na Delegacia Geral de Polícia, para exercer
a função de Delegado Divisionário de Polícia da Assistência
Policial do DIRD, fazendo jus a gratificação de “pró labore” de
12% calculada sobre o valor do respectivo padrão de vencimento,
anteriormente classificado no DEMACRO-SEDE. (DGP-77-P)
na DGPAD, o Dr. KLEBER ANTONIO TORQUATO ALTALE – RG
8.738.560, Delegado de Polícia de Classe Especial, padrão V,
lotado na Delegacia Geral de Polícia, anteriormente classificado
no DEINTER 9 – PIRACICABA.(DGP-57-P)
na DGPAD, o Dr. ROBERTO MONTEIRO DE ANDRADE
JUNIOR – RG 9.303.646, Delegado de Polícia de Classe Especial,
padrão V, lotado na Delegacia Geral de Polícia, anteriormente
classificado no DIPOL.(DGP-58-P)
no DECAP, a Dra. PAULA CRISTINA NUNES DE BARROS
SCARANCE FERNANDES – RG. 19.342.326, Delegado de Polícia
de 3ª classe, padrão II, lotado na Delegacia Geral de Polícia,
anteriormente classificada no DENARC.(DGP-61-P)
no DIRD, os Delegados de Polícia, abaixo relacionados,
lotados na Delegacia Geral de Polícia, anteriormente classificado
no DEMACRO – Sede
1ª CLASSE
Dra. EUNICE SASAZAKI BESTETTI – RG. 14.606.112
3ª CLASSE7
Dr. HAMILTON ROCHA FERRAZ – 16.323.542(DGP-62-P)
no DIRD e nos termos do artigo 6º da Lei Complementar
nº 731, de 26 de outubro de 1993, designa, o Dr. CARLOS
ALBERTO FERREIRA SATO – RG. 7.660.783, Delegado de Polícia
de 1ª classe, padrão IV, lotado na Delegacia Geral de Polícia,
para exercer a função de Delegado Divisionário de Polícia da
Divisão de Administração do DIRD, fazendo jus, a gratificação
de “pró labore” de 12% calculada sobre o valor do respectivo
padrão de vencimento, anteriormente classificado no DEMACRO.
(DGP-65-P)
no DENARC e nos termos do artigo 6º da Lei Complementar
nº 731, de 26 de outubro de 1993, designa o Dr.EMYGDIO
MACHADO NETO – RG. 11.620.572, Delegado de Polícia de Classe
Especial, padrão V, lotado na Delegacia Geral de Polícia, para
exercer a função de Delegado Divisionário de Polícia da Divisão
de Investigações Sobre Entorpecentes do DENARC, fazendo jus,
a gratificação de “pro labore” de 12% calculada sobre o valor
do respectivo padrão de vencimentos, anteriormente classificado
no DECAP, cessados os efeitos da Portaria que designou para
exercer a função de Delegado Seccional de Polícia I da 6ª Delegacia
Seccional de Polícia da Capital, ficando em consequência
cessado o “pro labore” correspondente.(DGP-67-P)
no DECAP e nos termos do artigo 6º da Lei Complementar
nº 731, de 26 de outubro de 1993, designa o Dr. FRANCISCO
ALBERTO DE SOUZA CAMPOS – RG. 7.669.350, Delegado de
Polícia de Classe Especial, padrão V, lotado na Delegacia Geral
de Polícia, para exercer a função de Delegado Seccional de Polícia
I da 4ª Delegacia Seccional de Polícia da Capital, fazendo jus,
a gratificação de “pro labore” de 10% calculada sobre o valor
do respectivo padrão de vencimentos, anteriormente classificado
no DIRD.(DGP-52-P)
no DEMACRO e nos termos do artigo 6º da Lei Complementar
nº 731, de 26 de outubro de 1993, designa o Dr. JORGE CARLOS
CARRASCO – RG. 5.664.342, Delegado de Polícia de Classe
Especial, padrão V, lotado na Delegacia Geral de Polícia, para
exercer a função de Delegado Seccional de Polícia I da Delegacia
Seccional de Polícia de Guarulhos do DEMACRO, fazendo jus a
gratificação de “pró labore” de 10% calculada sobre o valor do
respectivo padrão de vencimento, anteriormente classificado
no DECAP, cessados os efeitos da portaria que o designou para
exercer a função de Delegado Seccional de Polícia I da 3ª Delegacia
Seccional de Polícia da Capital, ficando em consequência,
cessado o “pro labore” correspondente. (DGP-68-P)
no DIPOL e nos termos do artigo 32 da Lei Complementar nº
207, de 05 de janeiro de 1979, autoriza em caráter excepcional,
o Dr. ANDRÉ DAHMER – RG. 8.415.929, Delegado de Polícia
de 1ª classe, padrão IV, lotado na Delegacia Geral de Polícia,
para exercer a função de Delegado Divisionário de Polícia da
Divisão de Tecnologia da Informação do DIPOL, fazendo jus, nos
termos do artigo 33 da referida Lei Complementar nº 207/79, ao
pagamento da diferença entre os vencimentos de seu cargo 1ª
classe padrão IV e os do cargo de Classe Especial padrão V e a
gratificação de “pro labore” de 12% calculada sobre o valor do
respectivo padrão de vencimento, de conformidade com o artigo
6º da Lei Complementar nº 731, de 26 de outubro de 1993,
anteriormente classificado na DGPAD. (DGP-69-P)
no DIRD e nos termos do artigo 6º da Lei Complementar
nº 731, de 26 de outubro de 1993, designa, o Dr. EUCLIDES
BATISTA DE SOUZA – RG. 8.896.398, Delegado de Polícia de
Classe Especial, padrão V, lotado na Delegacia Geral de Polícia,
para exercer a função de Delegado Divisionário de Polícia da
Divisão de Registros Diversos do DIRD, fazendo jus, a gratificação
de “pró labore” de 12% calculada sobre o valor do
respectivo padrão de vencimento, anteriormente classificado
no DEMACRO, cessados os efeitos da Portaria que o designou
para responder pelo expediente da Divisão de Administração
do DEMACRO, ficando em consequência cessado o “pro labore”
correspondente.(DGP-63-P)
no DECAP e nos termos do artigo 6º da Lei Complementar
nº 731, de 26 de outubro de 1993, designa o Dr. ARMANDO DE
OLIVEIRA COSTA FILHO – RG. 12.783.772, Delegado de Polícia
de Classe Especial, padrão V, lotado na Delegacia Geral de
Polícia, para exercer a função de Delegado Seccional de Polícia
I da 6ª Delegacia Seccional de Polícia da Capital, fazendo jus, a
gratificação de “pro labore” de 10% calculada sobre o valor do
respectivo padrão de vencimentos, anteriormente classificado no
DIPOL, cessados os efeitos da Portaria que designou para exercer
a função de Delegado Divisionário de Polícia da Divisão de
Inteligência Policial do DIPOL, ficando em consequência cessado
o “pro labore” correspondente.(DGP-71-P)
nos termos do art. 36, I da LC 207/79
a pedido, no DIRD e nos termos do artigo 6º da Lei Complementar
nº 731, de 26 de outubro de 1993, designa, o Dr. JURANDIR
CORREIA DE SANT’ANNA – RG. 7.108.355, Delegado de
Polícia de Classe Especial, padrão V, lotado na Delegacia Geral
de Polícia, para exercer a função de Delegado Divisionário de
Polícia da Divisão de Produtos Controlados do DIRD, fazendo jus,
a gratificação de “pró labore” de 12% calculada sobre o valor
do respectivo padrão de vencimento, anteriormente
classificado
no DEMACRO, cessados os efeitos da Portaria que o designou
para exercer a função de Delegado Seccional de Polícia I da
Delegacia Seccional de Polícia de Guarulhos, ficando em consequência
cessado o “pro labore” correspondente.(DGP-64-P)
a pedido, no DIRD, e nos termos do artigo do artigo 32 da
Lei Complementar º 207, de 05 de janeiro de 1979, autoriza, em
caráter excepcional, o Dr. ROBERTO KRASOVIC – RG. 12.238.413,
Delegado de Polícia de 1ª classe, padrão V, lotado na Delegacia
Geral de Polícia, para exercer a função de Delegado Divisionário
de Polícia da Divisão Policial de Portos, Aeroportos, Proteção ao
Turista e Dignitários do DIRD, fazendo jus, nos termos do artigo
33 da referida Lei Complementar nº 207/79, ao pagamento da
diferença entre os vencimentos de seu cargo 1ª classe padrão V
e os do cargo de Classe Especial padrão V a gratificação de “pro
labore” de 12% calculada sobre o valor do respectivo padrão
de vencimentos, anteriormente classificado no DEMACRO, com
sede de exercício na Delegacia de Polícia do Município de
Barueri.(DGP-66-P)
a pedido, no DECAP e nos termos do artigo 6º da Lei
Complementar nº 731, de 26 de outubro de 1993, designa o Dr.
ELAINE MARIA BIASOLI PACHECO – RG. 7.560.418, Delegado de
Polícia de Classe Especial, padrão V, lotado na Delegacia Geral
de Polícia, para exercer a função de Delegado Seccional de Polícia
I 3ª da Delegacia Seccional de Polícia da Capital, fazendo jus,
a gratificação de “pro labore” de 10% calculada sobre o valor
do respectivo padrão de vencimentos, anteriormente classificada
no DEMACRO, cessados os efeitos da Portaria que designou para
exercer a função de Delegado Seccional de Polícia I da Delegacia
Seccional de Polícia de São Bernardo do Campo, ficando em consequência
cessado o “pro labore” correspondente.(DGP-70-P)
a pedido, no DEMACRO e nos termos do artigo 6º da Lei
Complementar nº 731, de 26 de outubro de 1993, designa o
Dr. RAFAEL RABINOVICI – RG. 4.709.290 Delegado de Polícia
de Classe Especial, padrão V, lotado na Delegacia Geral de
Polícia, para exercer a função de Delegado Seccional de Polícia
I da Delegacia Seccional de Polícia de São Bernardo do Campo,
fazendo jus, a gratificação de “pro labore” de 10% calculada
sobre o valor do respectivo padrão de vencimentos, anteriormente
classificado no DEINTER 3 – RIBEIRÃO PRETO.(DGP-53-P)
a pedido, na ACADEPOL e nos termos do artigo 6º da Lei
Complementar nº 731, de 26 de outubro de 1993, designa o Dr.
CLAUDIO KISS – RG. 4.683.889, Delegado de Polícia de Classe
Especial, padrão V, lotado na Delegacia Geral de Polícia, para
exercer a função de Delegado Divisionário de Polícia da Assistência
Policial da ACADEPOL, fazendo jus, a gratificação de “pro
labore” de 12% calculada sobre o valor do respectivo padrão
de vencimentos, anteriormente classificado no DIRD.(DGP-72-P)
a pedido no DIRD, designando a Delegacia de Polícia do
Aeroporto Internacional de São Paulo – Guarulhos, para sede de
exercício da Dra. ADRIANA SALGADO PETERS ZAMBONI – RG.
26.838.000, Delegado de Polícia de 3ª classe, padrão II, lotado
na Delegacia Geral de Polícia, anteriormente classificada no
DEMACRO, cessados os efeitos da Portaria que a autorizou a ter
exercício em classe superior, como Titular da DDM de Guarulhos.
(DGP-74-P)
a pedido no DIRD, designando a Delegacia de Polícia do
Aeroporto Internacional de São Paulo – Guarulhos, para sede
de exercício do Dr. DOUGLAS DIAS TORRES – RG. 26.228.729,
Delegado de Polícia de 3ª classe, padrão II, lotado na Delegacia
Geral de Polícia, anteriormente classificado no DEMACRO, com
sede de exercício na Delegacia Seccional de Polícia de Guarulhos.(
DGP-73-P)
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Quem será o novo chefe dos investigadores da 4 seccional? ou vai ficar o mesmo?
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Espero que Dr Francisco, faça um grande trabalho!!
limpando alguns policiais lixos da norte!!!
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kd as mudanças? ja acabou? não vi nada, achei que os novos diretores fossen fazer mudanças, isso ai não muda nada. E todas as denuncias feitas e refeitas aqui? Fica como está? Caramba não mudou nada, e eu que achei que o Hallage fosse promover altas mudanças como fez no denarc, ta deixando tudo como era antes. e o Marcos Carneiro?com toda aquela vontade de fazer e acontecer? de honestidade de linha de frente? Gente do céu tem que fazer alguma coisa nem que seja so mudar as cadeiras de lugar para ver no que dá, ou pra pelo menos fazer de conta que querem mudar alguma coisa, do jeito que tá não dá para ficar. acho que as mudanças eram realmente só para inglês ver. pensei que fossem real. Espero que ainda venham a acontecer.
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É colega, pelo jeito vai ficar como esta, os lixos da norte, da leste etc.. continuam roubando,ninguém faz nada!!!!
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Esperança é a última que morre!!!
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.800 delegados são investigados em SP; 24% do total de delegados da corporação; 418 policiais foram removidos
com 3 comentários
800 delegados são investigados em SP Investigações da Corregedoria da Polícia Civil atingem 24% do total de delegados da corporação; 418 policiais foram removidos
Procedimentos foram abertos por suspeitas como prevaricação e violência e atingem alguns dos nomes mais importantes da polícia
ANDRÉ CARAMANTE
DA REPORTAGEM LOCAL
Cerca de 800 dos 3.313 delegados de SP (24%) são investigados hoje pela Corregedoria da Polícia Civil numa das maiores tentativas de depuração dos 104 anos da corporação.
São procedimentos abertos pelas mais variadas suspeitas (extorsão, enriquecimento, violência, prevaricação, mau uso de dinheiro público etc.) e que atingem nomes dos mais importantes da Polícia Civil, que tem 33 mil integrantes.
As investigações se intensificaram em agosto de 2009, quando o secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, suspeitando de corporativismo (muitos dos casos se arrastavam havia anos), decidiu reformular a Corregedoria, vinculando-a diretamente ao seu gabinete, e nomear pela primeira vez uma mulher para a chefia do órgão, a delegada Maria Inês Trefiglio Valente.
Além de acelerar as apurações e incentivar a abertura de novos procedimentos (um total de 8.579 casos contra policiais de várias funções), Ferreira Pinto removeu 418 policiais de três dos principais órgãos da instituição, a própria Corregedoria, o Deic (departamento de roubos) e o Denarc (narcóticos).
São policiais contra quem pesam suspeitas ou que simplesmente não têm o “perfil” desejado -Ferreira Pinto os afastou por acreditar que eles não estavam preparados para atuar em departamentos importantes.
Nessas trocas, delegados até então considerados intocáveis foram colocados na “geladeira” -postos de menor destaque. Exemplos:
A) Ruy Ferraz Fontes, “xerife” do combate à facção criminosa PCC, hoje está em uma delegacia na periferia.
B) Everardo Tanganelli Jr., ex-Denarc, hoje no setor de cartas precatórias, é suspeito de enriquecimento ilícito. Em férias, não foi achado pela Folha.
C) Maurício Lemos Freire, ex-n.º 1 da Civil, hoje no setor de helicópteros, é suspeito de não apurar fraude em concurso. Está em férias e não foi localizado.
D) Antonio Carlos Bueno Torres, que ocupou cargo importante no Detran, está em função de menor importância. É suspeito de dispensar licitação. À reportagem, afirmou: “Vá cuidar da sua vida!”.
E) Pedro Pórrio, importante delegado do Denarc, hoje em funções burocráticas, foi denunciado à Justiça sob acusação de extorquir US$ 800 mil da quadrilha do traficante Juan Abadía. Daniel Bialski, seu advogado, diz que ele é inocente.
Caso do informante
Um outro delegado foi escanteado após ter sido descoberto que ele e membros de sua equipe ameaçaram de morte os familiares de um presidiário informante que “falou demais”.
O preso havia dado às autoridades a localização de um suspeito de envolvimento na morte do juiz Antonio Machado Dias, de Presidente Prudente -ocorrida em 2003. O nome do delegado é mantido em sigilo pela secretaria, que busca provas.
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. Cerca de 800 dos 3.313 delegados de SP (24%) são investigados hoje pela Corregedoria da Polícia Civil numa das maiores tentativas de depuração dos 104 anos da corporação, informa reportagem assinada por André Caramante e publicada na Folha deste domingo (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL).
São procedimentos abertos pelas mais variadas suspeitas (extorsão, enriquecimento, violência, prevaricação, mau uso de dinheiro público etc.) e que atingem nomes dos mais importantes da Polícia Civil, que tem 33 mil integrantes.
As investigações se intensificaram em 2009, quando o secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, vinculou a Corregedoria diretamente ao seu gabinete. O secretário também afastou 418 policiais da própria corregedoria e de órgãos como Deic e Denarc.
Em alguns casos, as investigações foram baseadas no conteúdo de escutas telefônicas.
Ouça trechos das gravações:
Delegado Antonio Carlos Bueno Torres
[object 0]
Emidio Machado Neto
[object 1]
Elson Alexandre Sayão
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u683355.shtml
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JORNAL FLIT PARALISANTEPOLÍCIA SEM CERIMONIAL
Ruy Ferraz Fontes foi colocado na “geladeira” depois que surgiram suspeitas contra policiais da sua equipe
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“Ex-xerife” do combate ao PCC está na periferia Ruy Ferraz Fontes foi colocado na “geladeira” depois que surgiram suspeitas contra policiais da sua equipe
Um outro caso que chama atenção na polícia é o de um delegado que, anos atrás, foi flagrado por superiores ao circular em uma Ferrari
Juca Varella – 1º.out.03/Folha Imagem
Delegado Ruy Ferraz Fontes, na época em que atuava no Deic; hoje, ele está à frente do 69ºDP
DA REPORTAGEM LOCAL
As recentes mudanças na Polícia Civil de SP têm atingido até mesmo policiais como o delegado Ruy Ferraz Fontes, o xerife do Deic (departamento de roubos), considerado durante anos como o número 1 no combate à facção criminosa PCC.
Com grandes divergências com o secretário da Segurança Pública de José Serra (PSDB), Antonio Ferreira Pinto, Fontes foi sacado da chefia da 5ª Delegacia de Roubos a Bancos e, hoje, está à frente do 69º Distrito Policial (Teotônio Vilela), no extremo leste de SP.
O 69º é um distrito onde quase nenhum policial quer trabalhar. É muito distante do centro, tem pouca estrutura e atua em uma das áreas mais violentas da cidade. Questionado sobre o seu afastamento do posto de destaque no Deic, onde constantemente comandava ações com grande exposição na mídia, Fontes disse ter sido ele que pediu a transferência.
Nos bastidores da polícia, a história que se conta é outra. Fontes teria perdido prestígio depois que policiais de sua equipe começaram a ser investigados por suspeita de extorsão de dinheiro de criminosos, inclusive membros do PCC.
Em um dos casos, o investigador Wilson de Souza Caetano foi preso em flagrante há um mês sob acusação de exigir R$ 300 mil de um suspeito de estelionato, que teve seus bens apreendidos irregularmente. A Folha tentou localizar, sem sucesso, o advogado de Souza para ouvir sua versão sobre o caso.
Ferrari
Um outro caso que chama atenção na chamada operação de depuração da Polícia Civil é o de um delegado que, anos atrás, foi flagrado por superiores ao rasgar as ruas do Jardim Europa a bordo de uma Ferrari.
Espantado com a cena, o chefe do delegado à época mandou ele se desfazer do carro para não chamar atenção. O nome desse policial está na lista dos que hoje estão na mira da Corregedoria, mas é mantido em sigilo, pois o caso ainda está na fase de apuração de provas.
Num outro caso ainda mais curioso, um policial aposentado, também investigado, costuma se gabar de ser dono de uma pequena vila na Itália.
A Corregedoria encontra dificuldades de obter provas de enriquecimento ilícito contra esses delegados porque eles normalmente usam nomes de “laranjas” ou parentes para registrar os bens.
Outro problema da Corregedoria é que muitas apurações foram retardadas e até comprometidas por antigos funcionários do órgão, hoje afastados pelo secretário Ferreira Pinto. Suspeita-se que recebiam propina de policiais para avisá-los sobre investigações e, em casos mais graves, retardá-las.
Hoje, sem as históricas interferências corporativas, a Corregedoria até consegue desenvolver ações como a que atinge o investigador Renzo Borges Angerami, filho do número 2 da Polícia Civil, o delegado-geral-adjunto Alberto Angerami.
Renzo é investigado sob a suspeita de tentar extorquir R$ 300 mil de um suposto estelionatário (no mesmo caso citado acima, do policial Caetano).
Renzo foi transferido do Setor da Investigações Gerais da 4ª Seccional Norte (central da Polícia Civil) na zona norte para a de São Bernardo do Campo.
A reportagem tentou, mas não conseguiu localizar Renzo na sexta-feira. Seu pai, o delegado-geral-adjunto Alberto Angerami, disse que o filho não tem participação na extorsão e não é investigado por nenhum crime. (ANDRÉ CARAMANTE)
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Não DR, SOU EU QUE ESTOU, PARA DE SER CARA DE PAU, NA SIG SÓ TEM LADRÃO, QUE ALGUNS NOMES, MOLINA, ROMULO,CAETAO QUER MAIS?
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Infelismente na Zona Norte,em algusn Distritos Policias, só tem ladrão, querem saber quais dps? e nomes? Vamos lá, no 90 a Titular é uma rata, e o chefe o Serano um bundão,no 38, Lá tem o Ratanael e sua pá, no 73 Sr Chefe Sergio e sua quadrinha,Pedro,Flavio e Alexandre Escrivão, e Delegado assistente, Só cego que não vê ou se faz né?
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Dr Francisco Campos acordaaaaaaaaaaaaa!!! e Sr Luizzzzzzzzzzzzzz
tem que por esses lixos lá no cú da leste
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