HONORÁVEIS BANDIDOS … VERMES ABUNDANTES EM TODOS OS ESTADOS E ÓRGÃOS PÚBLICOS DESTE BRASIL 1

1024925-250x250Sinopse

Um dos jornalistas mais respeitados do país conta os bastidores do surgimento, enriquecimento e tomada do poder regional pela família Sarney. Do Maranhão ao Senado, o livro mostra os cenários e histórias protagonizadas pelo patriarca que virou presidente da República por acidente, transformou o Maranhão no quintal de sua casa e beneficiou amigos e parentes.

Com 50 anos de vida pública, o político mais antigo em atividade no país enfrenta escândalos e a opinião pública. É a partir daí que o livro puxa o fio da meada, utilizando as ferramentas do bom jornalismo investigativo. Sempre com muito bom humor, o jornalista faz um retrato do Brasil na era Sarney, os mandos e desmandos do senador e seus filhos, no Maranhão e no Congresso Nacional.

Um Comentário

  1. 05/11/2009 – 20h40
    Acaba em pancadaria lançamento de “Honoráveis Bandidos” em São Luís

    SÉRGIO RIPARDO
    colaboração para a Livraria da Folha
    Terminou em tumulto e pancadaria o lançamento do livro “Honoráveis Bandidos – Um retrato do Brasil na era Sarney”, na sede do Sindicato dos Bancários, em São Luís (MA), na noite de última quarta-feira.

    A noite de autógrafos de Dória foi marcada para ocorrer na sede do sindicato, porque as livrarias do Maranhão se recusaram a lançar a obra, como antecipou a Livraria da Folha, no mês passado.

    Divulgação

    O jornalista Palmério Dória, autor do livro “Honoráveis Bandidos”
    Divulgação

    Os bastidores do enriquecimento e tomada do poder pela família Sarney
    Segundo o sindicato, estudantes ligados à família Sarney jogaram ovos e uma torta na direção de Dória, em protesto contra o livro. Houve também uma discussão entre os participantes do evento e os manifestantes.

    Em nota, o Sindicato dos Bancários do Maranhão condenou a violência.

    “Os atos de vandalismo provocado por 10 a 15 baderneiros, quando da ocasião de lançamento do livro ‘Honoráveis Bandidos’ do jornalista Palmério Dória, nessa quarta-feira(04/11) em nossa sede, relembra os tristes fatos históricos das décadas de 50 e 60 em nosso Estado, que acreditávamos sucumbidos. Naquela época, prevalecia no Maranhão a lei da força bruta, da intolerância, em que as diferenças eram resolvidas pela pancadaria”, citou a nota.

    O sindicato informou que, durante a pancadaria, o patrimônio da entidade foi prejudicado:

    “A categoria bancária se sente violentada por ter itens de seu patrimônio, conquistado com a contribuição sindical de anos e de gerações de trabalhadores, destruído, quebrado (porta principal, cadeiras, quadro). O valor financeiro de uma nova porta para a entrada da sede de nossa entidade não nos entristece mais do que ver a instituição Sindicato dos Bancários do Maranhão, espaço democrático de tantas categorias, desrespeitada de forma desmedida pelos baderneiros.”

    Os diretores do sindicato disseram ainda esperar que a polícia apure e puna “exemplarmente os vândalos, que agem em interesse próprio ou de terceiros, de forma que não se sintam estimulados a usar a violência, fruto da intolerância e da antidemocracia”.

    Intimidade sexual

    Além de detalhar todos os escândalos envolvendo o clã do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o livro, que está entre os mais vendidos no país, dedica um capítulo (nº 8, “O lado feminino”) só para falar sobre as intimidades da família e de seu patriarca.

    Na página 91, Dória escreve: “Sarney achou que seus sonhos poderiam concretizar-se em Nova York – o senador delirava só em pensar na realização de seu fetiche sexual: lambidas em seu hálux, ou, na linguagem popular, o dedão do pé. E rumou esperançoso para a capital do mundo ocidental, entre os convidados da Globo para a entrega de um daqueles prêmios internacionais, em tempos de boca-livre total.”

    “Não vi, não li, não me interessa”, disse Sarney à Livraria da Folha sobre “Honoráveis Bandidos”.

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