Um Comentário

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  2. Sempre se deve lamentar, quando um artista morre. É a Terra que fica muito mais pobre.

    Apesar de a afirmação acima parecer (ou ser) clichê, é também inegavelmente verdadeira.

    Mas, gostaria de registrar, nesse blog, o falecimento de uma personalidade extraordinária.

    Trata-se de um Paulista e Brasileiro da melhor cepa: O Professor Goffredo da Silva Telles Júnior, desaparecido no último sábado, 27.06.09, aos 94 anos de idade.

    São Paulo e o Brasil ficaram muito, mas muito mais empobrecidos com a perda do Professor Goffredo, que pautou toda sua vida pela defesa do Estado de Direito.

    Nos anos de chumbo da Ditadura, o Professor Goffredo, com sua autoridade moral impecável, era a própria personificação do Estado de Direito.

    Foi o Professor Goffredo, por décadas, uma espécie rara de “consciência jurídica” do Brasil.

    Dizia que o Direito, com todos os seus ramos, poderia ser resumido a uma só discplina: A disciplina da convivência humana.

    Soldado na Revolução Constitucionalista de 1932 e advogado militante de 1937 a 2009!

    Neste momento, em que tanto falamos, aqui mesmo neste blog, em plenos 2009, sobre a estulta e violenta repressão da PM a estudantes desarmados da USP, ainda mais que, absurdamente ordenada por uma ex-exilado (Gov. José Serra), é, mais do que nunca oportuno olharmos para cima e vislumbrarmos o exemplo do Professor Goffredo.

    Afinal, o que mudou da Ditadura para cá???

    Autor da Carta aos Brasileiros, lida corajosamente das Arcadas da São Francisco em plena Ditadura, no ano de 1977, Professor Goffredo disse, poucos dias antes, quando policiais fardados, desgraçadamente ontem como hoje, cercavam a Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, com tropas e blindados:

    “Quero deixar claro que sempre estarei ao lado daqueles que batalham pelo Estado de Direito. Eu gostaria de ver a volta de meu País à De­mocracia. Estou com os estudantes. O que os estudantes querem é o respeito a Constituição; é o predomínio da lei, do Direito e da Justiça. O que eles querem é simplesmente a ordem, mas a ordem no Estado de Direito. Para eles, os sub­versivos são, precisamente, aqueles que violam a Constituição”.

    Fica o exemplo.

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