Policial ameaçado é transferido
Pena, que acusa ex-secretário adjunto, foi retirado do presídio da polícia; delegado do caso perde o cargo
Bruno Tavares e Marcelo Godoy
Pena aceitou fazer delação premiada e depôs ao Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). Assumiu achaques à cúpula do Primeiro Comando da Capital e entregou esquemas de corrupção para compra de decisões em processo administrativos para absolver policiais corruptos. Assinadas por Malheiros Neto, as decisões eram tomadas em nome do secretário Ronaldo Marzagão.
O pedido para que o policial fosse transferido foi feito pelo diretor da Corregedoria da Polícia Civil, Alberto Angerami. Ele justificou o pedido afirmando que Pena corria risco de morrer se permanecesse no PEPC. Pena depôs na corregedoria e disse que foi ameaçado por dois investigadores e um delegado no presídio. Contou ainda que o sócio e “primo” de Malheiros Neto, Celso Augusto Hentscholer Valente, o teria procurado no PEPC e pressionado para que não fizesse a delação.
Na semana passada, o delegado Carvalho tomou o depoimento dos policiais acusados por Pena de ameaçá-lo. Fez mais. Foi atrás de cópias dos processos administrativos cujas sentenças supostamente foram negociadas em troca de até R$ 300 mil de propina – Pena afirmou que levava o dinheiro em mãos para Malheiros Neto e para Celso. No mesmo dia, Carvalho enviou as cópias ao Ministério Público Estadual (MPE), conforme lhe havia sido requisitado. Há 40 anos na polícia, o delegado de classe especial foi pego de surpresa ontem. Soube pelo Diário Oficial que havia perdido o cargo de diretor da Divisão de Operações Policiais (DOP), da corregedoria.
Constrangido e magoado, o homem que já chefiou departamentos importantes da polícia e foi o responsável em 1994 pelo inquérito que provou que os donos da Escola de Base haviam sido acusados injustamente, recebeu a solidariedade de amigos. Disse a eles que sempre cumpriu com seu dever.
A Secretaria de Segurança Pública informou que a saída de Carvalho foi uma mudança de rotina. Para seu lugar, foi escolhido Roberto Avino, que trabalhava no Centro Integrado de Inteligência em Segurança Pública (CIISP). Criado por Marzagão, o setor reúne e analisa informações de inteligência das Polícias Civil e Militar e é vinculado ao gabinete do secretário.
O Estado procurou o advogado de Malheiros Neto, Alberto Zacharias Toron, mas não conseguiu localizá-lo. Toron sempre repudiou as acusações de Pena. “Ele tem de provar o que diz.”
Dr. Guerra,
enredo conhecido e batido ! Advogados caros para os poderosos, qe sustentanm que o dennciante é mentiroso, enquanto o único Delegado que se dispõe a investigar os fatos e exercer a sua função de forma digna é tansferido, por mera coincidência, por conveniência e rotina policial.
Igual ao caso da Delegada do caso das CNHs de Ferraz de Vasconcelos, lembra ?
E vai ficar tudo por isso mesmo, jáque se continuar mexendo nesse vespeiro vai ter mais gente graúda envolvida, então, joga a sujeira pra baixo do tapete !
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“A Secretaria de Segurança Pública informou que a saída de Carvalho foi uma mudança de rotina. Para seu lugar, foi escolhido Roberto Avino, que trabalhava no Centro Integrado de Inteligência em Segurança Pública (CIISP). Criado por Marzagão”
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Se pelo menos quem fosse para o lugar do Dr. Carvalho fosse meu amigo com certeza udo seria investigado. Ah ! Me esqueci, ele não aceitaria um cargo menor!
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“Existe um poder em algum lugar, tão organizado, tão sutil, tão atento, tão entrelaçado, tão completo, tão disseminado e abrangente, que é melhor sempre abaixar muito bem a voz ao dizer qualquer coisa em condenação a ele.” (presidente Woodrow Wilson, 1913, “secret records revealed” pag 24).
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Quando foi isso ?
Pois desde semana passada ( quarta-feira 18/2/09) estava proibido o ingresso de polciais civis e militares no PEPC para visitar os internos .
Exceção feita aqueles que fossem parentes …
Estranho , né ?
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O amigo Eduardo esta equivocado esta decisão de policiais não poder visitar internos já é antiga acho que a mais ou menos um ano e meio atraz que não se pode visitar conhecidos no presidio, bem lembrado amigo Eduardo
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A QUESTÃO CENTRAL É: NO PEPC É PROIBIDO A ENTRADA DE POLICIAIS CIVIS E MILITARES, EXCETO PARENTES DO INTERNO.
E É TERMINANTEMENTE PROIBIDA A ENTRADA DE EX- INTERNOS PARA VISITAR OS QUE LÁ ESTÃO, LOGO, SE O PENA POSSUI PROVAS DE QUE UM EX-INTERNO LÁ ENTROU PARA AMEAÇA-LO, OU POLICIAS CIVIS QUE NÃO SÃO SEUS PARENTES TAMBÉM ENTRARAM E O AMEAÇARAM, FICA A PERGUNTA NO AR: QUEM PERMITIU A ENTRADA? CLARO ESTÁ QUE VAI SOBRAR PARA O ENCARREGADO DO DIA, MAS EU SE FOSSE O DGP. FARIA VALER A MINHA CADEIRA, TIRAVA O ANGERAMI E O DIRETOR DO PEPC DE SUAS CADEIRAS E OS MANDAVA CANTAR EM UMA FREGUESIA BEM LONGE DA CAPITAL… FAZEM ISSO COM TANTOS COLEGAS, ALEGANDO ROTINA OU INCOMPETENCIA… POBRE DR. GERSON DE CARVALHO, POBRE DRA. ALEXANDRA… TAÍ, SE PUDESSE RECOMENDAR, RECOMENDARIA A DRA. ALEXANDRA PARA DIRETORA DO PEPC E O GERSON DE CARVALHO PARA DIRETOR DA CORRO… ABRAÇO A TODOS…
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