CORRUPÇÃO INSTITUCIONALIZADA:“Confirmei tudo à Corregedoria. Mas eles não tomaram providências. Abriram um inquérito como se eu fosse caluniador” Resposta

Patrimônio de diretor do Denarc é investigado pelo MP
Além de enriquecimento ilícito, o delegado Everardo Tanganelli Júnior é suspeito de lavagem de dinheiro.
O policial tem salário de R$ 8 mil e acumulou bens avaliados em R$ 4,5 milhões.
Ele nega todas as acusações
Josmar Jozino e José Dacauaziliquá
O diretor do Departamento Estadual de Narcóticos (Denarc), delegado Everardo Tanganelli Júnior, um dos cardeais da Polícia Civil de São Paulo, está na mira do Ministério Público Estadual (MPE).
Ele é investigado por suspeita de enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro. Segundo promotores do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) de São Paulo, o policial tem salário de R$ 8 mil e acumulou um patrimônio de R$ 4,5 milhões.
Tanganelli nega todas as acusações.
Promotores de Justiça apuraram que Tanganelli é dono de seis fazendas no Mato Grosso do Sul; dois apartamentos de luxo em Moema, bairro nobre da Zona Sul de São Paulo; duas salas comerciais no Ibirapuera; um apartamento de frente para o mar na praia de Pitangueiras, no Guarujá.
Ele também é proprietário de dois terrenos no condomínio de alto padrão Riviera de São Lourenço, em Bertioga.
Uma das fazendas, comprada em 1996, custou R$ 750 mil.
O contrato de compra e venda estabelecia o pagamento em três parcelas.
Em entrevista à TV Bandeirantes, um dos ex-proprietários afirmou que até hoje sua família só recebeu a primeira parcela do dinheiro da venda da propriedade.
O ex-dono da fazenda disse ao Jornal da Band que passa por dificuldades financeiras.
Ele contou ainda que Tanganelli lhe ofereceu pedras preciosas como pagamento e também que o ameaçou, mencionando seu cargo de delegado e acrescentando que era uma pessoa muito importante e o mandou procurar os seus direitos na Justiça.
De acordo com promotores, Tanganelli responde a processos na Justiça por várias dívidas.
Os débitos com condomínios, empresas e pessoas físicas somam R$ 1,5 milhão.
O Gaeco apurou ainda que nas entregas de imposto de renda, o delegado declarou suas propriedades com preços inferiores aos valores de compra.
O Gaeco quer que o diretor do Denarc comprove seu enriquecimento.
Tanganelli entrou com ação na Justiça para tentar impedir a quebra de seu sigilo fiscal.
Ele passou a ser investigado depois de ser denunciado por corrupção pelo delegado Roberto Conde Guerra, seu ex-subordinado em Santos.
Antes de assumir a diretoria do Denarc, Tanganelli dirigia o Departamento de Polícia Judiciária do Interior 6 (Deinter-6), em Santos.
Na época, ele comandava a Polícia Civil nos municípios da Baixada Santista, Litoral Sul e Vale do Ribeira.
Em entrevista ontem ao JT, o delegado Roberto Guerra disse que, em julho de 2007, prestou depoimento ao promotor Cassio Conserino, do Gaerco de Santos, a quem denunciou que Tanganelli recebia R$ 50 mil por mês de propina de donos de bingos e de caça-níqueis e de banqueiros de jogo do bicho da Baixada Santista.
Roberto Guerra afirmou ainda que, em novembro de 2007, confirmou suas declarações à Corregedoria Geral da Polícia Civil. “Confirmei tudo à Corregedoria. Mas eles não tomaram providências. Abriram um inquérito como se eu fosse caluniador”, acrescentou.
Esse é o segundo caso investigado pelo Gaeco de São Paulo, nos últimos dias, envolvendo policiais conhecidos por sua atuação no Denarc.
Sexta-feira passada, o delegado Robert Leon Carrel foi preso sob a acusação de ter desviado 202 quilos de cocaína. Segundo o Gaeco, em 2003, Carrel e sua equipe apreenderam 300 quilos da droga com traficantes, mas apresentaram só 98 quilos.
Carrel também foi denunciado à Justiça pelo desvio de outros 327 quilos de cocaína, apreendidos em abril de 2003.
Antes de ser preso, ele atuava no Detran.
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CURIOSIDADES CLASSISTAS:
O responsável pelo inquérito, doutor Dovairdes Carmona Cogo, 2a classe, com tempo de carreira inferior ao Indiciado(2a. classe), instaurado para apurar crimes contra a honra – absurdamente deslocado para a Capital; mesmo não restando quaisquer dúvidas quanto ao domicílio do pretenso Réu, bem como nenhuma dúvida sobre o local da suposta ação delitiva – parece que esqueceu dos limites de suas atribuições.
O DELEGADO, EM VEZ DE RELATÓRIO, PRATICAMENTE OFERTOU DENÚNCIA.
A zelosa autoridade(2a.classe) – não obstante suscitarmos a necessidade da quebra do sigilo fiscal e bancário da “VÍTIMA(classe especial); para tal oferecemos alguns elementos – indeferiu as diligências.
Talvez pela força do dogma corporativista: DELEGADO CLASSE ESPECIAL – filho de Delegado Classe Especial – é rico e íntegro…
Ah, POR ATAVISMO!
CORREGEDORIA INDEPENDENTE OU MORTE!
E QUE NUNCA SE DIGA ORQUESTRAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO…
SOMOS OS ÚNICOS CULPADOS.

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